TESTANDO SUA FILOSOFIA DE VIDA

0
228

Filosofia de vida é o conjunto de ideias e valores que orientam a vida de uma pessoa. Todo mundo segue uma determinada filosofia de vida pessoal, mesmo que não se dê conta disso.

Por exemplo, umas pessoas levam a vida buscando se divertir, entendendo que devem aproveitar cada minuto da sua vida, pois ela é curta. Outras perseguem os bens materiais e/ou o poder sem descanso, encontrando neles sua razão para viver. Há ainda quem se dedique a cuidar dos pobres, vendo no amor ao próximo sua razão para viver. E há também aquelas que somente se importam com questões intelectuais (como alguns filósofos e acadêmicos). 

Frases como “não levo desaforo para casa”, “o importante é ser feliz” ou “o que mais quero é ter paz de espírito” são todas representativas de determinadas filosofias de vida. E se você está lendo esta postagem é porque provavelmente já aceitou, ou está tentando aceitar, a filosofia de vida cristã. 

Agora, nem todas as filosofias de vida são igualmente boas. Por exemplo, a ideia de viver para consumir não é tão boa quanto a ideia de viver para ajudar o próximo. Viver para consumir torna o mundo mais egoísta e, portanto, pior, enquanto viver para ajudar o próximo tem o efeito exatamente oposto. 
Se há filosofias de vida melhores e piores, como saber qual é a melhor delas?  Como escolher o melhor caminho a seguir? Para responder essas perguntas, é preciso testar três aspectos importantes de cada filosofia de vida: a coerência, a viabilidade e a origem. A melhor filosofia de vida precisa ser coerente naquilo que propõe, possível (viável) de ser vivida na prática e ainda ter uma origem que não cause vergonha. Vejamos isso mais de perto:

Teste 1: Coerência
A filosofia de vida precisa ser coerente para se sustentar em pé. Afinal, quando um determinado conjunto de ideias não se mostra coerente, ele acaba desabando debaixo do peso das sua próprias contradições.
Por exemplo, o comunismo foi muito popular na segunda metade do século XX, mas vem desaparecendo aos poucos, principalmente por conta das suas próprias incoerências. A proposta básica do comunismo é libertar as classes sociais mais sofridas das garras da opressão das elites econômicas. 

Para fazer isso, o comunismo propõe estatizar todos os bens e deixar que o Governo passe a controlar tudo. E é o poder público que deve se encarregar de preencher as necessidades das pessoas, garantindo que todos tenham o mínimo de que precisam. E assim, por um passe de mágica, não haveria mais pobreza e injustiça social. Isso parece ótimo e muita gente bem intencionada embarcou nessa fantasia.

Mas, as coisas não funcionaram dessa forma na prática. O problema é que um Governo com todo esse poder se torna dominador e acaba se tornando uma ditadura. Foi isso que aconteceu, por exemplo, na antiga União Soviética e ainda acontece hoje em Cuba.

A incoerência do comunismo está no fato que a garantia dos direitos iguais para todas as pessoas é obtida tirando delas o principal direito: sua liberdade. Para acabar com a injustiça social, é preciso cometer a injustiça da opressão. 

O famoso “pós-modernismo” é outra filosofia incoerente. Os seguidores dessa linha de pensamento acreditam que não existem verdades absolutas. Cada pessoa tem sua “verdade”, que depende da forma como olha para as coisas. E a verdade individual depende da cultura onde a pessoa foi criada, das suas necessidades, da idade que tem e assim por diante. Assim, o que é verdade para mim, talvez não seja para você.

Se essa filosofia fosse verdadeira, o cristianismo sofreria um golpe mortal, pois defendemos um Deus criador, que estabeleceu para princípios de vida (mandamentos) absolutamente verdadeiros para todas as pessoas.

Mas, não é difícil de mostrar a incoerência do pós-modernismo. E ela está no próprio ponto de partida dessa filosofia. A afirmação “não há verdade absoluta” é tratada pelos pós-modernistas como uma verdade absoluta, pois ela se aplica sempre. Existe aí uma contradição que não pode ser eliminada. E, portanto, o pós-modernismo é condenada a falhar.

Teste 2: Viabilidade
Uma filosofia precisa ser viável para se sustentar. Por exemplo, o antigo regime político da África do Sul – o “apartheid” – discriminava os negros, que são a esmagadora maioria da população daquele país. Ora, um regime desse tipo só pode ser mantido na base da repressão. E isso não é viável a longo prazo. Cedo ou tarde as pessoas se revoltam e foi isso que aconteceu. O comunismo passa pelo mesmo tipo de problema. Basta ver destruição da União Soviética na década de 90 do século passado.

A religião hindu defende que as pessoas nascem em castas, fruto do “karma” (necessidade de pagar pelos pecados cometidos em vidas anteriores). E nada deve ser feito para minorar o sofrimento das pessoas pertencentes às castas mais baixas, pois elas estão sendo punidas pelo que fizeram em outras vidas. A Índia viveu milênios assim e acabou criando uma das sociedades mais pobres e desiguais de que se tem notícia.

E não foi por acaso que, para mudar esse estado de coisas e viabilizar uma democracia no país, o Governo hindu precisou abolir por lei o conceito de castas. E até hoje há uma luta na Índia entre a lei civil e a tradição religiosa e os progressos têm sido tortuosos.

Teste 3: Origem
Os pensadores geram ideias e as pessoas passam a viver de acordo com elas. Os conceitos relacionados com o cristianismo foram estabelecidos por Jesus e desenvolvidos, na sua maior parte, pelo apóstolo Paulo. E ocorre o mesmo no comunismo, desenvolvido por Marx, com a ajuda de Engels, Lenine e outras pessoas. E também no budismo, desenvolvido por um homem chamado Sidarta, o Buda.
Ora, uma árvore deve ser conhecida pelos seus frutos. Uma árvore boa dá frutos bons e uma ruim, frutos venenosos. Logo, é importante olhar quem está por trás da filosofia que se busca seguir. Por exemplo, Marx teve uma vida deplorável – não deu bola para a família, teve amantes, etc. Lenine foi um ditador cruel. Como imaginar que uma doutrina desenvolvida por esses homens possa ser boa para a humanidade. O mesmo pode ser dito de outros filósofos e líderes religiosos. 

O teste do cristianismo
Nenhuma filosofia de vida se sai melhor nesses testes do que o cristianismo. Em primeiro lugar, ela totalmente coerente. Os textos do Velho e do Novo Testamento, mesmo escritos ao longo de mais de mil anos, apontam todos na mesma direção – muitas postagens deste site foram produzidas para comprovar exatamente isso.

A Bíblia, no seu conjunto, aponta para um Deus amoroso que procura lidar com os pecados humanos e construir uma relação de amor com as pessoas. É claro que, ao longo da história, Deus vem fazendo isso de diferentes formas, levando em conta a evolução dos usos e costumes, bem como a acumulação de experiência e conhecimento. 

É isso que explica, por exemplo, que no início da Bíblia haja um mandamento defendendo “olho por olho” e no seu final outro que mande “amar o próximo”. O mandamento inicial já foi um grande avanço sobre a prática da época em que foi lançado, pois era hábito retribuir o mal recebido com o máximo de mal possível (algo como “cem dentes por um dente”). Mais de mil anos depois, esse mandamento evolui para o pedido de Jesus de amar o próximo. Isso novamente revolucionou as práticas da época e essa mudança só foi possível porque a humanidade já tinha condições de entender esse avanço.

Em segundo lugar, a filosofia cristã é viável pois está lastreada no amor, na Graça de Deus e no perdão. Não creio que nenhuma outra filosofia esteja apoiada em princípios tão nobres quanto esses. E não é por acaso que o conceito moderno de direitos humanos está calcado em cima da filosofia cristã.

Finalmente, o cristão pode se sentir orgulhoso por seguir uma filosofia ensinada por Jesus. Afinal, ele é reconhecido até por quem não gosta do cristianismo como um homem sem igual, cuja reputação não tem qualquer mancha. 

Compare Jesus com os criadores das filosofias que disputam espaço com o cristianismo. Por exemplo, com Maomé (islamismo), que liderou guerras de conquista. Ou Marx (comunismo), cuja vida particular foi horrível. É fácil de ver que, também nesse aspecto, a superioridade do cristianismo é evidente. 

Concluindo, a filosofia de vida cristã passa com louvor nesses três testes. E isso dá a você e a mim a tranquilidade de estarmos seguindo aquilo que há de melhor.

Com carinho

Deixe um comentário

avatar
  Subscribe  
Notify of