QUANDO AS IGREJAS VALEM O MESMO QUE GOMA DE MASCAR

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No meio de um livro que estou lendo, havia uma referencia a uma estatística que me chamou a atenção. Tão chocado fiquei, que fui pesquisar na Internet e acabei confirmando que o relato do livro era verdadeiro: os americanos doam anualmente para igrejas e organizações cristãs o mesmo que gastam em guloseimas, como goma de mascar! É isso mesmo que você acabou de ler: as organizações cristãs valem o mesmo que mascar chiclete!

Os americanos não são menos dedicados à causa cristã do que nós, brasileiros. Eles inclusive têm uma tradição maior do que a nossa de ajuda a trabalhos comunitários e de assistência social, especialmente entre os membros da classe média. Logo, aqui no Brasil, a situação não deve ser melhor.

É claro que, quando falamos de doações para igrejas e organizações cristãs, vem logo à mente pastores que exploram suas comunidades e se apropriam do resultado, o que é reprovável. Mas a discussão aqui é outra. Não se trata de avaliar onde e com que critérios as organizações cristãs usam as doações recebidas, e sim, o quanto é doado – aquilo que as pessoas abrem mão de consumir para investir na obra de Deus. E isto é pouco, surpreendentemente pouco – em média, nos Estados Unidos, não chega a 3% da renda disponível das pessoas.

É interessante ainda notar que os mais pobres doam proporcionalmente mais do que os mais ricos – essa proporção chega a ser quase três vezes maior. Uma pessoa da classe média alta, em média, tende a doar apenas 0,5% da sua renda disponível. Eu não tenho estatísticas para o Brasil, mas minha experiência nas igrejas me aponta que não é diferente por aqui e os pobres doam proporcionalmente muito mais.

Quando o assunto discutido é o tempo dedicado pelas pessoas às instituições cristãs, aí os resultados são ainda piores – afinal, é mais fácil doar um pequeno valor em dinheiro do que acordar no sábado pela manhã para fazer trabalho voluntário.

Ora, qualquer cristão sabe que depende de Deus para tudo, até para estar vivo. Sem a ação constante do Espírito Santo em nossas vidas, nada seríamos ou conseguiríamos fazer. E, em agradecimento, as pessoas pouco se lembram Dele e investem tão pouco na sua obra, em tempo ou em recursos financeiros, que o objetivo deve ser, na verdade, apenas acalmar um pouco suas próprias consciências.

Há muito pouca gratidão e reconhecimento no coração humano para aquilo que Deus faz. Mas, quando chega uma “tempestade” na vida, tudo muda: as pessoas correm para Deus e clamam desesperadamente por ajuda.

Quando vejo isto, eu sempre me surpreendo com a Misericórdia de Deus, pois Ele muitas vezes atende esses pedidos e continua pacientemente a esperar que as pessoas se voltem para Ele. Se meus dois filhos, a quem muito amo, me tratassem com esse tipo de descaso, eu confesso que não sei se seria misericordioso assim – pelos menos eles ouviriam “poucas e boas” de mim.

Pense nisto quando você vir uma oportunidade para investir seu tempo e dinheiro em prol do Reino de Deus aqui na terra.

Com carinho
Vinicius

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