PROVAS HISTÓRICAS DA RESSURREIÇÃO

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A religião cristã está ancorada num fato histórico: A ressurreição de Jesus. Portanto, é necessário que esse fato seja verdadeiro para dar sentido ao cristianismo. O apóstolo Paulo reconheceu isso em 1 Coríntios capítulo 15, versículo 14, onde declarou: “… se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação e vã a vossa fé.” 

Em outras palavras, se os estudos históricos tivessem comprovado que Jesus não ressuscitou dentre os mortos, o cristianismo não teria se sustentado
 
É exatamente por causa disso que historiadores contrários ao cristianismo tentam encontrar falhas nos relatos históricos do Novo Testamento. Estudam cada detalhe do texto para achar erros e provar que Jesus não existiu ou não foi quem a Bíblia afirma. E publicam livro sobre livro tentando desacreditar nossa fé.

Ora, cabe a nós, cristãos, manter nossa fé, apesar desses esforços negativos e há sólidos motivos para isso. Mas, também precisamos aprender a dar as respostas adequadas para quem questiona a veracidade da ressurreição, conforme a Bíblia ensina em 2 Pedro capítulo 3, versículo 15. 
 
A comprovação da ressurreição
A comprovação de um fato histórico, como a ressurreição, é feita da mesma forma que um detetive demonstra que um suspeito matou outra pessoa, quando esse crime não teve testemunhas.
O detetive coleta um conjunto de evidências – impressões digitais, álibis, informações sobre uma possível relação entre a vítima e o suspeito, etc – e monta uma teoria para os acontecimentos, procurando explicar essas evidências.  Essa teoria, eventualmente, aponta o suspeito como responsável pelo assassinato. E ela é usada pelo promotor no julgamento para condenar o réu.
Durante o julgamento, a defesa tenta construir uma teoria alternativa, ou seja, uma outra narrativa para encaixar as mesmas evidências, procurando mostrar que as coisas poderiam ter acontecido de forma diferente. A defesa tenta colocar dúvidas na cabeça dos jurados, o que levaria à absolvição do réu.
Vence o julgamento, portanto, quem conseguir construir a teoria que melhor explique as evidências coletadas. E é exatamente assim que os fatos históricos, como a ressurreição de Jesus, são analisados e comprovados.
Assim, cabe a quem quiser comprovar a ressurreição coletar evidências históricas e construir uma teoria que dê solidez à ideia da ressurreição. E essa narrativa precisa se mostrar superior às teorias alternativas, construídas por quem duvida da ressurreição. 
Sendo assim, vou mostrar que a teoria da ressurreição de Jesus é a que melhor explicas as evidências históricas e, portanto, deve ser aceita. 
Mas, preciso listar as evidências históricas com as quais vamos trabalhar, exatamente como o detetive que analisa um crime começa fazendo. As evidências às quais me refiro aqui são aceitas pela esmagadora maioria dos historiadores (mesmo aqueles que chegam a outras conclusões sobre os fatos). E são elas que precisam ser levadas em conta por quem quiser explicar o que aconteceu. São 4 as evidências a considerar:
  1. Jesus foi enterrado logo após sua morte na cruz, ainda na sexta feira. 
  2. No domingo de manhã, o túmulo apareceu vazio (veja mais). Por isso nem os líderes religiosos judeus, nem os romanos, puderam apresentar publicamente o cadáver de Jesus para destruir o cristianismo no nascedouro.
  3. Os discípulos relataram inúmeras experiências nas quais viram Jesus ressuscitado. 
  4. Essas experiências mudaram suas vidas, a ponto de eles aceitarem morrer pela sua fé.

As diferentes teorias sobre a ressurreição
É evidente que a teoria da ressurreição explica perfeitamente todas essas evidências. Ela esclarece porque o túmulo apareceu vazio, porque os discípulos disseram ter se encontrado com Jesus depois da sua morte e também porque eles mudaram sua vida após esses encontros.

Mas, existem várias teorias alternativas à ressurreição e vou me concentrar aqui nas duas mais conhecidas:  

A primeira alternativa defende que tudo não passou de uma fraude. Na verdade, os discípulos teriam roubado e escondido o corpo de Jesus – essa teoria é inclusive citada na Bíblia (Mateus capítulo 28, versículos 11 a 15).

Ora, se tudo não passou de uma fraude comandada pelos discípulos, por que eles adquiriram uma fé tão grande a ponto de se deixar martirizar? Só um louco se deixaria martirizar por uma mentira e os discípulos eram pessoas normais e pragmáticas.

Alguém poderia alegar que os terroristas muçulmanos sacrificam suas vidas por uma fé que não é verdadeira. Isso é fato, mas o caso deles é diferente: Esses terroristas não têm nenhuma informação que sua fé seja uma fraude. Eles estão dispostos a morrer por estarem errados naquilo que acreditam, mas se trata de um erro no qual acreditam piamente. Se tivessem certeza que sua fé era baseada numa fraude, certamente agiriam de forma diferente, afinal, ninguém aceita morrer por uma mentira. 

Se os discípulos tivessem roubado o corpo, eles seriam parte de uma enorme fraude e saberiam disso, sendo assim, seu comportamento posterior não faria qualquer sentido.

Portanto, a teoria da fraude não consegue explicar a mudança ocorrida na vida dos discípulos. 
 
Outra teoria é que os discípulos experimentaram alucinações coletivas quando afirmaram ter visto Jesus ressuscitado. Essa teoria é a mais aceita hoje em dia por quem nega a ressurreição de Jesus, mas ela não explica duas evidências importantes.

A primeira delas é: onde foi parar o corpo? Ora, sabemos que o túmulo estava vazio, portanto, onde o cadáver de Jesus foi parar? Não há explicação para essa evidência fornecida por essa teoria.

Outro problema com a mesma teoria é a que a ideia de alucinações coletivas não consegue explicar as experiências dos discípulos. Segundo os relatos da Bíblia, Jesus apareceu para pessoas diferentes (Pedro, Tiago, os doze apóstolos em conjunto, um grupo de 500 pessoas e assim por diante), em locais e circunstâncias distintas.

Ora, alucinação é um processo essencialmente individual, conforme os estudos científicos comprovam. Se duas pessoas alucinarem ao mesmo tempo – por exemplo, porque ambas estão morrendo de sede -, elas verão coisas diferentes, nunca a mesma coisa. 

Portanto, a teoria de alucinações coletivas não explica as múltiplas experiências dos discípulos. Além disso, alucinações, que são experiências de natureza mental, não explicam porque algumas pessoas, como Maria Madalena ou Tomé, conseguiram tocar no Jesus ressuscitado.  

Portanto, a teoria de alucinações coletivas não consegue explicar nem o túmulo vazio e nem as experiências dos discípulos. 
 
É fácil perceber que a  tese da ressurreição explica muito melhor o conjunto de evidências históricas do que essas alternativas. Portanto, é a teoria que tem mais suporte histórico. E, nesse sentido, podemos dizer que a teoria da ressurreição está comprovada historicamente.

É claro que muitos/as historiadores não concordam com essa conclusão e se aferram a uma das teorias alternativas, especialmente a da alucinação coletiva, porque não acreditam na possibilidade de Jesus Cristo ter sido quem a Bíblia afirma. E vão morrer negando a ressurreição e tentando encontrar outras explicações para as evidências das quais dispomos.

Palavras finais
A existência de Jesus, seu ministério neste mundo, sua morte na cruz e sua ressurreição são fatos que gozam de grande solidez do ponto de vista histórico.

Portanto, fique tranquilo/a e seguro que sua fé está embasada numa realidade concreta. Agora, quem não quiser acreditar nessa realidade, faz isso por sua conta e risco.
 
Com carinho

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