OS DEZ MANDAMENTOS ONTEM E HOJE

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Os chamados dez mandamentos (decálogo) foram dados por Deus ao povo de Israel, cerca de 3.500 anos atrás e, apesar de todo esse tempo, esses mandamentos continuam a ser muito importantes para a vida de todos nós.

Por que há necessidade de mandamentos?

Há pelo menos três razões para que Deus dê mandamentos para os seres humanos. A primeira delas é colocar as pessoas no bom caminho. Afinal, há muitas coisas que as pessoas não fariam se fossem deixadas por conta própria, se não receberem um “empurrão” de Deus para irem na direção certa.

É por isso que não há mandamentos para ações que as pessoas já fazem por conta própria. Por exemplo, Deus nunca precisou mandar as pessoas preservarem a própria vida e também não foi preciso mandar as mães amarem seus próprios filhos. Essas coisas já são feitas naturalmente pelas pessoas, por isso não há mandamentos para nos lembrar de fazê-las. Mas é preciso, por exemplo, ensinar as pessoas a amar o próximo pois isso não é algo natural nelas.

A segunda razão para existirem mandamentos de Deus é baseada num princípio jurídico bem conhecido: sem lei não há transgressão. Ou seja, se a autoridade constituída não estabelecer, através de uma lei, que determinado ato é errado (ilegal), não haveria como punir uma pessoa que o praticasse. É simples assim.

Um bom exemplo são alguns atos reprováveis realizados pelas pessoas na Internet que têm ficado sem punição porque não estão tipificados em qualquer lei brasileira, por se tratar de matéria muito nova.

Por causa disso Deus estabeleceu leis que estabelecem com precisão sua orientação sobre a conduta dos seres humanos, estabelecendo o que é certo e o que é errado. Por causa dessas leis, por exemplo, as pessoas sabem que é preciso honrar pai e mãe e não podem mentir.

A terceira razão é fazer as pessoas perceberem que, por conta própria, sem a ajuda do Espírito Santo, nunca preencherão os padrões de comportamento estabelecidos por Deus. Isso porque esses padrões são muito, mas muito, elevados. Basta lembrar o ensinamento de Jesus sobre o pecado: ele pode ser cometido não apenas pelo que a pessoa possa vir a fazer, mas também pelo que pensa e/ou fala.

E ao perceberem que são imperfeitas e seu comportamento está longe daquele que é esperado por Deus, elas se abrem para buscar o perdão e receber sua Graça, caracterizada pela morte de Jesus na cruz.

Tipos de mandamentos

Deus estabeleceu dois tipos de leis: negativas, isto é, o que não deve ser feito (por exemplo, não matar, não roubar, etc), e positivas, ou seja, o que precisa ser feito (honrar pai e mãe, guardar o sábado, etc).

O primeiro tipo de lei é mais fácil de cumprir: basta evitar aquilo que está proibido. Já o segundo tipo é mais difícil de atender, pois sua interpretação é mais ampla. Por exemplo, quando é que se pode dizer que um filho honrou de fato seu pai e sua mãe?

Nesse caso sempre fica a dúvida se o que está sendo feito é suficiente para atender a lei estabelecida. Por outro lado, embora mais difícil de praticar, é a lei positiva que verdadeiramente molda o caráter das pessoas, pois as obriga a refletir sobre o alcance e as consequências dos seus pensamentos, das suas palavras e das suas ações.

Oito dentre os dez mandamentos do Decálogo são do tipo negativo e apenas dois (honrar pai e mãe e guardar o sábado) são positivos. E não é por acaso que o mandamento de guardar o sábado tenha sido aquele que mais gerou discussão entre o povo de Israel, tendo dado origem a um corpo de leis complementares, essas estabelecidas pelos rabinos, para definir o que, na prática, seria guardar o sábado. Por exemplo, uma delas define a distância máxima que alguém poderia caminhar no sábado sem caracterizar esse ato como trabalho.

A organização dos Dez Mandamentos

Os dez mandamentos estão divididos em dois grupos: um deles trata do relacionamento do ser humano com Deus, abrangendo os mandamentos um a quatro (não ter outros deuses, não fazer imagens de escultura, não tomar o santo nome de Deus em vão e guardar o dia do sábado), enquanto o outro trata do relacionamento das pessoas entre si, abrangendo os mandamentos seis a dez (não matar, não furtar, não adulterar, não dizer falso testemunho e não cobiçar o que é do próximo).

O quinto mandamento – honrar pai e mãe – pertence aos dois grupos, sendo uma espécie de fronteira entre eles. Isso porque os pais são parte da vida na sociedade mas também são agentes do ato de criação de Deus (quando geram seus filhos). Portanto, respeitá-los também é respeitar o processo criador de Deus.

Punições e recompensas

É interessante observar que nenhum desses dez mandamentos traz automaticamente uma punição ligada a seu descumprimento. E somente um – o quinto mandamento, sobre honrar pai e mãe – cita uma recompensa pelo seu cumprimento. Essa omissão pode parecer estranha, mas é fácil de explicar. Punições e recompensas terrenas estão fortemente ligadas às práticas sociais em vigor. Portanto, seu valor varia muito ao longo do tempo.

Por exemplo, nos tempos bíblicos, o principal objetivo da vida de uma mulher era procriar – naquela época a esterilidade era uma terrível punição. Hoje as mulheres muitas vezes escolhem não ter filhos. Ou seja, o que seria punição nos tempos bíblicos pode ser uma coisa boa hoje em dia.

Por isso, de forma muito sábia, Deus evitou ligar os dez mandamentos a punições ou recompensas específicas, mantendo essas leis válidas em qualquer tempo e local. A exceção é a recompensa ligada ao mandamento para honrar pai e mãe: o prolongamento da vida na terra. Nesse caso, trata-se de uma recompensa atemporal – isso sempre foi e sempre um resultado desejado, independentemente da cultura em vigor em cada época.

Estude os dez mandamentos com atenção. Pode ter certeza que esse esforço vale à pena. Existe aqui no site uma série de postagens – um texto para cada um dos dez mandamentos –  que pode auxiliar você nesse esforço.

Com carinho

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Marco CostaAnônimo Recent comment authors
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Marco Costa
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Marco Costa

Comentarios referente o decalogo ,mas Cristo ja cumpriu por nos ,hoje vivemos pelo Espirito.

Anônimo
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Anônimo

Muito bom os seus comentários introdutorios sobre o decálogo. Linguagem simples e objetiva.