O SEU RETRATO

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Há um belíssimo vídeo contendo uma propaganda de sabonete que é uma aula de vida, coisa rara no mundo da propaganda –  veja o vídeo. O tema é o retrato que a pessoa faz de si mesma.

O vídeo mostra uma experiência comportamental feita com um grupo de mulheres, contrastando a imagem que elas tinham de si mesmas, com a imagem que elas verdadeiramente passam para as outras pessoas. Primeiro foram feitos retratos por artistas, a partir das descrições feitas por mulheres delas mesmas. Nesse sentido, esses eram auto retratos. Depois, os artistas pintaram retratos das mesmas mulheres com base nas descrições fornecidas por outras pessoas. Nesse sentido, a segunda série de pinturas representaram as imagens públicas daquelas mulheres.

Aí as mulheres foram chamadas a comparar os auto retratos com as imagens públicas delas. Invariavelmente, os auto retratos eram muito mais feios do as imagens públicas. E as mulheres ficaram muito surpreendidas ao perceber isso.

A propaganda procurou explorar o problema de auto-estima que as mulheres têm, coisa já muito conhecida. Elas sempre atribuem a si mesmas defeitos físicos que somente elas mesmas conseguem ver. E sofrem com esses defeitos que acreditam ter.

Esse vídeo me faz lembrar de duas questões importantes nas nossas vidas. A primeira é o perigo de deixarmos de reconhecer as bençãos que recebemos de Deus por querermos algo que não temos. Por exemplo, uma mulher sempre pode ser ainda mais bonita, mas isso não quer dizer que ela já não muito bela. Vale aqui o conhecido ditado: “o inimigo do bom é o ótimo”.

Às vezes, a pessoa tem um belo emprego, mas não valoriza o que já tem e acaba por perdê-lo. O mesmo pode se dizer da família – um bando de filhos dá um trabalho danado, mas uma casa vazia é muito pior. E assim por diante.

Há outro ditado que também se aplica a essa situação: “eu era feliz e nem sabia”. Às vezes, vivemos fases gloriosas das nossas vidas e não usufruímos delas como deveríamos e nem somos gratos a Deus como deveríamos. Eu, quando olho para minha vida entre os 18 e 35 anos percebo claramente ter cometido esse enorme erro.

Você pode almejar coisas melhores mas nunca deixe de reconhecer e ser grato a Deus pelo que Ele já lhe deu.

A segunda questão que me chamou a atenção ao ver a tal propagando está relacionada com uma parábola que Jesus contou: o fariseu e o publicano (Lucas capítulo 18, versículos 9 a 14). O publicano era um coletor de impostos, tido por todos como pecador – o equivalente hoje em dia seria um político corrupto. O publicano foi até o Templo de Jerusalém e estando consciente dos seus muitos pecados, pediu perdão a Deus e nem teve coragem de elevar os olhos até o altar.

Já o fariseu era um homem considerado “bom”, por ser obediente aos mandamentos dados por Deus. Ele também foi ao Templo, no mesmo momento que o publicano, e orou a Deus. Agradeceu por não ser como as outras pessoas, todas pecadoras, especialmente o publicano, que estava a seu lado.

Jesus ensinou que o publicano foi para casa perdoado, enquanto o fariseu não. O segundo tinha uma imagem de si mesmo muito melhor do que a realidade. Com o publicano acontecia o contrário – ele se via como alguém sem possibilidade de perdão e por isso Deus olhou para ele com olhos misericordiosos.

Se você fosse convocado(a) para descrever como Deus lhe vê e seu retrato fosse comparado com aquilo que Ele de fato pensa sobre você, qual seria a diferença? Seu retrato feito por Deus, seria mais feio, ou mais bonito, do que o seu? Pense nisso.

Com carinho

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