O RISCO DE NÃO ACEITAR JESUS

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Hoje vou falar sobre o risco de não aceitar Jesus. Essa minha reflexão nasceu de um comentário muito interessante postado aqui no site. Ele foi feito por um leitor, em cima de um texto meu falando sobre a Graça de Deus. O leitor que fez o comentário –  alguém que não tem certeza se Deus existe de fato (agnóstico) – escreveu o seguinte:

“…como não é possível provar com certeza absoluta nem que Deus existe, nem que não existe, a coisa correta a fazer seria não tomar qualquer decisão a esse respeito“. 

Essa declaração, à primeira vista, parece fazer sentido. Afinal, quando não temos certeza sobre alguma coisa é preciso cautela na tomada de qualquer decisão. Como, segundo o leitor, não é possível ter certeza sobre a existência de Deus, o melhor seria ficar quieto. Não tomar qualquer partido – nem contra nem a favor d´Ele. Evitando assim o risco de escolher a opção errada e fazer besteira. 

Como as pessoas lidam com a incerteza
Mas, se você prestar bem atenção, não é bem assim que as pessoas costumam agir quando não tem certeza. Elas não costumam ficar paradas. Normalmente, levantam as várias alternativas disponíveis e avaliam o risco de cada uma delas. Aí escolhem a alternativa que oferece menor risco. E a alternativa de não fazer nada também costuma embutir algum tipo de risco (por exemplo, perder uma oportunidade).

Vejamos um exemplo prático: quando uma pessoa vai decidir se abre um negócio, enfrenta muita incerteza. Sempre há o risco de fazer o negócio e perder dinheiro. Agora, também há um risco em nada fazer: perder a oportunidade e eventualmente deixar de ganhar um bom dinheiro. Aí a pessoa avalia os dois riscos e acaba decidindo o que fazer. 

Vejamos outro exemplo: se um médico não sabe as causas de uma doença, isso não quer dizer que deva ficar parado. Deixar a pessoa morrer. Nesse caso, fazer alguma coisa, mesmo correndo o risco de ter se baseado no diagnóstico errado, é melhor que nada fazer. E é assim que os médicos costumam agir. 

O risco de aceitar ou não Jesus
É preciso entender que, de acordo com a doutrina cristã, se a pessoa decidir nada fazer a respeito da sua fé em Jesus (conforme propôs o leitor agnóstico), o resultado final é o mesmo que rejeitá-lo. Isso porque em ambos os casos a pessoa não terá a Graça de Deus, pois essa somente se manifesta quando a pessoa aceita Jesus. 

Portanto, na prática, a decisão de nada fazer equivale à decisão de recusar Jesus e assim somente existem duas alternativas a analisar: aceitar Jesus ou não. E usando a metodologia que expliquei acima, será preciso avaliar os riscos relacionados com cada uma dessas duas alternativas e, naturalmente, escolher aquela de risco menor. 

O risco de rejeitar Jesus aparece apenas se o cristianismo estiver certo. Nesse caso, a consequência será muito séria: a pessoa irá perder sua salvação. Não existe risco maior – trata-se de acabar condenada ao inferno para sempre. 
É claro que aceitar Jesus também envolve um risco. Se o cristianismo estiver errado, a pessoa que aceitou Jesus estará seguindo uma ilusão. E, por causa disso, fará algumas coisas sem qualquer sentido prático (orar, louvar, tomar a Santa Ceia, estudar a Bíblia, etc) e se privará de outras tantas (tudo aquilo que é proibido pelo cristianismo), sem qualquer necessidade.
Esse risco parece moderado. Até porque muitas coisas que o cristianismo proíbe (vícios, adultério, matar, roubar, etc) costumam ser proibidas pela maioria das sociedades através de leis. Portanto, seria necessário não fazer essas coisas.
Palavras finais
Resumindo, o risco de não aceitar Jesus é gigantesco (perder a vida eterna) e o risco contrário é moderado (fazer algumas coisas e se privar de outras, sem necessidade). Portanto, a lógica aponta com clareza na direção de ser aconselhável aceitar Jesus. Essa seria a decisão menos arriscada, mesmo quando a pessoa não tem muita certeza quanto ao que deve fazer. 
Sei muito bem que ninguém aceita Jesus com base num raciocínio lógico e sim pela fé. Então, qual é o valor de toda essa discussão? Há duas coisas importantes aí:

Primeiro, para quem já decidiu aceitar Jesus, é sempre muito bom saber ter feito uma escolha amparada pela lógica, que faz sentido. Isso reafirma e robustece a fé do/a cristão/ã. 

Depois, para quem ainda não aceitou Jesus, como o leitor agnóstico, esse tipo de discussão ajuda a tirar a pessoa da sua inércia. A empurra para dar um passo inicial na direção de Jesus e, uma vez feito isso, o Espírito Santo vai entrar e completar a obra.

Com carinho

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