O NATAL COMO ENSINAMENTO SOBRE A FÉ

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As imagens do nascimento de Jesus, com anjos louvando, os três reis magos depositando seus presentes aos pés do recém nascido e outras coisas assim fazem parte do imaginário do Natal, muito caro a todo mundo.

Mas a principal reflexão que precisa ser feita nessa época do ano é bem outra: não podemos esquecer as enormes dificuldades pelas quais Jesus passou, a começar por seu nascimento numa estrebaria suja e malcheirosa. E esse foi apenas o começo. Jesus e seus seguidores tiveram vida bem fácil. Vamos ver isso com mais detalhe.


A qualidade de vida

A vida na Judeia e Samaria cerca de 2.000 anos atrás era muito difícil se comparada aos padrões de hoje. A maioria das pessoas simplesmente sobrevivia, sem qualquer outra perspectiva. Tinham poucas posses (p. ex. duas ou três mudas de roupa), baixa expectativa de vida (em média 40 anos média), dispunham da comida necessária apenas para não morrer de fome e não contavam com qualquer rede de proteção social, para quando ficassem velhas ou doentes. 

As pessoas também não tinham direitos civis – pagavam impostos escorchantes e podiam ser presas por qualquer motivo por um sistema judicial injusto e corrupto. 

Jesus e seus seguidores viveram um ministério itinerante. E viajavam quase sempre à pé  – no máximo eram usados jumentos para transportar carga. Por exemplo, a duração de uma viagem da Galileia, onde Jesus foi criado, até Jerusalém, onde ficava o Templo, durava uma semana ou pouco mais. Todo esse tempo era gasto caminhando por estradas empoeiradas, sem lugar certo para comer ou dormir. As estradas eram perigosas, expondo os viajantes a ataques de animais ferozes ou salteadores. 

Em resumo, a qualidade de vida era muito baixa, o que tornou a missão de Jesus e seus discípulos um enorme desafio e grande prova de perseverança. 


O risco da missão

O desafio real enfrentado por Jesus e seus seguidores, entretanto, foi muito além do que descrevi acima, pois a missão, em si mesma foi de alto risco. Os ensinamentos de Jesus incomodaram os poderosos da época e isso gerou perseguição contra Ele e seus seguidores.

A consequência desse processo foi terrível. Jesus morreu numa cruz assim como seis dos doze apóstolos originais, dentre eles, Pedro. Quatro outros apóstolos foram martirizados de outras formas e apenas um, João, morreu de forma natural. O apóstolo Paulo também foi martirizado (decapitado), assim como vários dos diáconos, como Estevão. Isso sem esquecer Tiago, irmão de Jesus e primeiro líder da igreja cristã em Jerusalém, que foi apedrejado.

O fato é que seguir Jesus naquela época significava uma sentença de morte quase certa. 


A razão para a perseverança

Condições de vida difíceis e perseguição violenta, esse é o quadro que Jesus e os primeiros cristãos encontraram. Sendo assim, é de se admirar que nenhuma daquelas pessoas tenha abandonado a fé cristã, mantendo-se firmes até o fim. É claro que passaram por altos e baixos, como Pedro, que chegou a negar Jesus três vezes. Mas ficaram firmes. Mas por que? A razão é simples: sua fé os sustentou.

Concluindo, o Natal e a vida de Jesus são ensinamentos permanentes sobre como viver uma vida baseada na fé em Deus.

Com carinho

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