O LOUVOR EM MOMENTO DE AGONIA

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Confiam no SENHOR os que o temem: Ele é seu amparo e o seu escudo. De nós se tem lembrado o SENHOR, Ele nos abençoará… Nós, porém, bendiremos o SENHOR, desde agora e para sempre. Aleluia!                               Salmo 115 versículos 12 a 18

Jesus comeu a última ceia com seus discípulos na noite em que foi traído por Judas foi nessa mesma ceia que Ele estabeleceu o sacramento da comunhão (pão representando seu corpo e vinho seu sangue).

Agora, há um detalhe nos acontecimentos daquela noite que muitas vezes fica esquecido: Jesus e seus discípulos, depois de comerem a ceia, e quando iam a caminho do Jardim do Getsêmani (no Monte das Oliveiras), cantaram um hino de louvor a Deus (Mateus capítulo 14, versículo 26). Esse é hino é o Salmo 115, parcialmente transcrito acima. Como sei disso? Simples, o Salmo 115 era o cântico que os judeus entoavam na época da Páscoa, festa judaica que estava sendo comemorada naqueles dias

O Salmo 115 reafirma a confiança na proteção de Deus e alerta que nada e nem ninguém pode trazer segurança, exceto Ele mesmo (versículos 1 a 8).

É surpreendente constatar que Jesus louvou dessa forma exatamente na véspera do dia em que seria torturado e crucificado – quando iria se sentir o mais desamparado dos homens. Acontece que Jesus mesmo em meio à agonia acreditou e viveu plenamente uma grande verdade: “tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo seu propósito” (Romanos capítulo 8, versículo 28)

Jesus louvou mesmo não querendo louvar. Seu lado humano sentiu o peso do que estava para acontecer, tanto assim que, pouco depois da ceia, suou sangue, quando orava no Jardim do Getsêmani. Sabia que seria traído e negado pelos discípulos, escarnecido pelos soldados romanos e humilhado pelos judeus. E também passaria por morte horrível numa cruz.

Sabia disso e ainda assim louvou porque sabia que tudo aquilo tinha um significado e iria trazer um enorme benefício – a salvação de milhões de pessoas.

Somente pela fé uma pessoa consegue perceber um benefício mesmo em meio ao sofrimento. Na história do cristianismo, outras pessoas repetiram o exemplo de Jesus, como o diácono Estevão, que louvou a Deus enquanto era apedrejado (Atos dos Apóstolos capítulo 7, versículos 54 a 60). Muitos(as) mártires da fé cristã entraram na arena do Coliseu, em Roma, cantando hinos, pouco antes de serem devorados por animais ferozes ou queimados vivos.

Viver é correr riscos. Sempre estamos expostos a passar por aquilo que não desejamos: crises financeiras, doenças, calúnias, traições, abandono, etc. E infelizmente, muitas vezes não há como evitar que coisas ruins aconteçam. Mas quem tem fé, passa por esses desafios de forma diferente: não se deixa abater, mantém a esperança e consegue se manter em contato com Deus.

Jesus louvou a Deus pois tinha certeza da vitória final. Os mártires da fé foram capazes de cantar por causa da mesma certeza. E você? E eu? Seremos capazes de repetir o que eles fizeram? 

Seremos capazes de enfrentar o futuro confiando que seja o que vier a acontecer, isso irá contribuir para o nosso bem? 

Esse, sem dúvida, é um dos maiores desafios de quem quer ser cristão(ã) de fato. 

Com carinho

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