O SIGNIFICADO DO CASAMENTO NA BÍBLIA

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Qual é o verdadeiro significado do casamento na Bíblia? Essa é uma informação muito importante para todas as pessoas que vivem a experiência de passar pelo casamento e de lutar para manter essa relação viva e saudável ao longo dos anos. 

Não é fácil entrar numa relação a dois e nela ficar por toda a viva. E penso que o fracasso, na maioria dos casos, nasce da falta do entendimento do significado que o casamento tem para Deus, segundo a Bíblia relata. O relacionamento conjugal ideal é aquele onde duas pessoas se tornam uma só carne (Marcos capítulo 10, versículos 7 e 8). Em outras palavras, as duas pessoas se unem de forma tão completa, que se tornam uma coisa só.

Agora, será que duas pessoas que se tornaram uma coisa só podem se referir ao “meu dinheiro” e ao “seu dinheiro”? Será que um relacionamento, onde as partes ficam analisando se as “vantagens” geradas pela relação superam os “custos” dela decorrentes, demonstra uma união plena? É claro que não, mas exemplos como esse, de falta de união do casal, são muito mais comuns do que se imagina. Não admira, portanto, que as pessoas se separem tanto. 

Quando é que dois se fazem uma só carne?
Há diversos sinais que caracterizam a existência de uma união como aquela que a Bíblia preconiza e, por limitações de espaço, vou me concentrar em três deles, que, acredito, descrevam bem a perspectiva que precisa existir num casamento saudável.
O primeiro sinal é haver um projeto de vida comum para o casal que seja equilibrado, isto é atenda as necessidades e anseios das duas partes. Por exemplo, imagine que o marido economiza para comprar o carro dos seus sonhos, enquanto a mulher se sente triste por não ter condições financeiras para dar melhores condições de vida para seus pais, já velhos. Essa é uma situação de flagrante desequilíbrio.
Outro exemplo de situação de desequilíbrio: imagine que o marido quer economizar para poder fazer um curso de pós-graduação, para melhorar suas oportunidades profissionais, enquanto a esposa quer priorizar o consumo (viagens, decoração do apartamento, etc). Mais um exemplo ainda: um dos dois quer filhos de imediato, enquanto o outro/a quer adiar esse projeto.
Projetos de vida desequilibrados, sem harmonia, como os exemplos que acabei de dar, não leva o casal a lugar nenhum. As diferenças de opinião vão gerar discussões e insatisfações crescentes e se não for possível superar essas divergências a tendência será a separação. 

O segundo sinal da existência de uma união como a Bíblia propõe é haver confiança entre as partes, tanto assim que cada parte contribui com o melhor que têm para o projeto de vida comum, confiando que a outra parte está fazendo o mesmo.

Não estou dizendo que os dois precisam contribuir de forma igual, pois as capacidades das pessoas nunca são exatamente as mesmas nas diferentes áreas da vida em comum. A própria biologia do seres humanos indica que as mulheres darão uma contribuição – a gestação de filhos/as – que os homens nunca poderão igualar. E assim pode acontecer em outras áreas, por exemplo, quando uma das partes ganha muito mais dinheiro que a outra (por ser mais capacitada, ter podido se preparar melhor, etc).

Como disse, cada parte deve contribuir com aquilo que tiver de melhor para o sucesso do projeto de vida comum. E o ponto importante é que ambas confiem que cada pessoa está sempre fazendo seu melhor, mesmo quando houver desequilíbrio nas contribuições efetivas dadas por cada um/a

Tentar manter uma “contabilidade”, comparando as contribuições individuais, para conhecer quem é digno de mais crédito (por exemplo, “eu trago mais dinheiro para dentro de casa, então tenho mais direitos“), é um erro sério, mas muito comum. Até porque há contribuições – como um gesto de carinho ou um cuidado durante uma doença – que não podem ser quantificadas e comparadas com outras contribuições. 

O terceiro sinal da existência de uma união como a Bíblia propõe é haver disposição de ambos para fazer concessões em prol do bem comum, sem esperar retribuição. Por exemplo, um dos dois recebe uma oferta de emprego em outra cidade, oportunidade muito importante para sua carreira profissional. Aí a outra parte aceita mudar, abrindo mão de sua vida na cidade onde residem. E faz isso sem esperar que, mais adiante, a parte beneficiada venha a fazer um sacrifício equivalente como forma de “pagamento”. Não a concessão deve ser feita sem esperar nada em troca, tendo como recompensa apenas a possibilidade de fazer a outra pessoa feliz.

Resumindo, um projeto de vida em comum que seja equilibrado, a confiança mútua e a capacidade de fazer concessões em prol do bem comum são sinais fortes de um casamento onde os dois se “fizeram um”, onde o casal passa a viver como uma coisa só, inseparável. Esse é ensinamento da Bíblia.

 Com carinho 

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