O AMOR DE JESUS É DIFERENTE

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O amor de Jesus é diferente. E vou dar um exemplo simples para comprovar isso. Refiro-me ao caso da restauração de Pedro, depois que ele negou Jesus por três vezes.

Dias depois desse ato de pedro, Jesus, já ressuscitado, o encontrou Pedro numa praia do lago da Galileia. E a ali, a sós, eles tiveram um diálogo que me impressiona muito. Por três vezes, Jesus perguntou a Pedro se o apóstolo o amava e Pedro respondeu sempre que sim (João capítulo 21, versículos 14 a 17).

Quando eu me coloco no lugar de Jesus, imaginando como eu reagiria a Pedro, depois de ser traído por ele, é que percebo a diferença entre a forma de Jesus amar e a minha. A grandeza do amor de Jesus não tem qualquer comparação possível com a maneira humana de amar.

Se um amigo muito íntimo tivesse me traído, como Pedro fez com Jesus, minhas reação mais provável seria acusá-lo: “logo você, que é tão meu amigo, foi capaz de fazer essa coisa horrível comigo…” E provavelmente iria ainda pensar que aquele homem nunca tinha sido meu amigo de fato e certamente romperia relações com ele.

Se esse amigo se arrependesse verdadeiramente e pedisse perdão, é possível que eu até viesse a perdoar – afinal, o perdão é um mandamento de Deus. Mas, provavelmente a amizade nunca mais seria a mesma, sempre haveria uma cicatriz, uma desconfiança pairando no ar.

Jesus não fez nada disso. Não criticou Pedro pelo que o apóstolo tinha feito. E muito menos guardou qualquer mágoa. E nem colocou Pedro sob observação, num período probatório, para verificar se o apóstolo tinha mesmo mudado.

Jesus simplesmente perguntou a Pedro se ele o amava. E quando ouviu a resposta que sim, Pedro o amava, apesar do que tinha feito, Jesus lhe pediu que cuidasse das suas ovelhas, seu bem mais precioso. Ao agir assim, Jesus demonstrou como o amor humano é imperfeito, pois é capaz de traição, egoísmo, engano e outras coisas mais. E como o amor dele, Jesus, é perfeito e completo. 

Agora, vamos olhar para Pedro. Certamente, o apóstolo estava tentando encontrar uma forma de provar seu amor e lealdade para Jesus. Estava ansioso por ser perdoado da traição cometida. Queria a todo custo sair daquela “saia justa”.

Pedro não entendeu na hora, mas o que o salvou foi sua fé. Ele se colocou nas mãos de Jesus e acreditou que seu Mestre faria o melhor. Acreditou na misericórdia de Deus e isso foi levado a seu crédito. 

Isso fica bem claro na forma como Pedro respondeu à pergunta de Jesus se o apóstolo o amava: “Senhor, tu sabes de todas as coisas…, certamente sabes que te amo.” Pedro invocou o testemunho do próprio Jesus. Acreditou na sabedoria e na justiça de Jesus.  

Jesus não colocou Pedro de castigo. Não demonstrou desconfiança do apóstolo. Não guardou mágoa dele. Muito ao contrário. Ele pediu para Pedro cuidar das suas ovelhas. Entregou nas mãos dele os discípulos que tinha feito até então. Confiou a Pedro o seu legado. E esse foi um ato de profunda confiança. 

Jesus, com essa atitude, nos ensinou que o amor se aperfeiçoa no caminho. É amando que se aprende a amar. É vivendo uma vida cristã que a pessoa aprende a superar suas fraquezas e dificuldades, tornando-se um ser humano de melhor qualidade.

Concluindo, duas lições ficam dessa experiência de Pedro. A primeira é que precisamos aprender a amar mais e melhor. Temos que seguir o exemplo de Jesus e usar nosso amor de forma mais generosa, perdoando e restaurando aqueles que se desviam do caminho certo.

Depois, precisamos aprender a confiar no amor de Jesus. Ele é digno de toda a confiança e por isso, ninguém merece mais do que Ele o nosso amor.

Com carinho 

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