UMA REDE DE CÉREBROS HUMANOS

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Foi amplamente divulgado na mídia o experimento que permitiu juntar em rede, via Internet, os cérebros de dois ratos. Para que isso se tronasse possível, em cada animal foi feito um implante eletrônico que, por sua vez, se comunicava com o outro implante, via Internet – um estava num laborátório no Brasil e o outro nos Estados Unidos.

Através dessa rede, um rato teve condições de influir no comportamento do outro e eles conseguiram operar em conjunto, embora somente um deles tivesse acesso aos estímulos, de cada vez.

Essa experiência abre as portas para a construção de redes de cérebros humanos – centenas de pessoas operando em conjunto, ligadas apenas pelos seus cérebors, via Internet. Todos poderão ajudar a resolver o mesmo problema, compartilhar memórias, etc.

As especulações sobre o impacto disso para a vida das pessoas em sociedade, como era de se esperar, já estão correndo a solta na mídia – há todo tipo de ideia sendo discutido. Acho que ninguém ainda pode dizer com certeza quais serão as consequencias verdadeiras disso.

Mas minha experiência de vida me leva a observar que o uso de novas tecnologias nunca é neutro: sempre há consequencias boas e ruins. Por exemplo, os celulares inteligentes trouxeram a possibilidade das pessoas acessarem a Internet de qualquer lugar e de contarem com milhares de aplicativos extremamente úteis, que facilitam em muito a sua vida.

Mas esses mesmos celulares também estão fazendo com que as pessoas deixem de conviver fisicamente – tipo “olho no olho”. Cada pessoa fica agarrada a seu aparelho pessoal, acessando a Internet, brincando com jogos, mandando torpedos, etc e não interagem com quem está em torno dela. Canso de ver esse tipo de coisa acontecendo em
restaurantes, onde os adolescentes nem participam mais das conversas das suas famílias.

Fico pensando também nas consequências espirituais das redes de cérebros humanos. Certamente pessoas cristãs terão seus cérebros ligados a outras não convertidas. Como isso irá influenciar a troca de experiências entre elas – testemunhos, a pregação do Evangelho, a oração, etc? Falando francamente: não tenho a menor ideia. mas confesso que não fico tranquilo em pensar nessa hipótese.

Os cristãos não podem e nem devem ser “freios” ao desenvolvimento tecnológico – como os ludditas tentaram ser, ao destruir as máquinas de tecelagem, no início da Revolução Industrial inglesa. Mas precisamos ficar atentos para saber como reagir diante desse tipo de oportunidade, que também representa uma ameaça ao modo de vida que conhecemos.

Com carinho

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