OBAMA DISSE QUE MATA MUITO BEM

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Acabou de ser lançado nos Estados Unidos um livro – “Double Down: Game Change 2012” – sobre a campanha eleitoral de 2012 que re-elegeu o Presidente Barack Obama.

Os autores – Mark Halperin e John Heilemann – afirmam literalmente no livro que, durante a campanha, o Presidente várias vezes se vangloriou dizendo que era muito bom para matar pessoas. Estava se referindo ao sucesso das atividades que seu Governo tem tido ao conseguir matar pessoas consideradas terroristas mediante ataque de drones (aviões não tripulados).

Ora, como a Casa Branca não desmentiu essa afirmação e tentou explicá-la, dizendo que foi tirada do contexto, etc, etc, fica claro que Obama disse mesmo isso, o que é uma lástima, para um homem que se declara cristão.

Esse caso mais uma vez prova que o poder corrompe. E a corrupção aqui não é desvio de dinheiro, tão comum no Brasil, e sim desvio de propósitos. Isso ocorre principalmente quando os fins – os objetivos de um governo, por exemplo, de defender seus cidadãos – justificam os meios que são empregados, como ocorre com os ataques de drones.

Matar pessoas com a justificatica de que são “inimigas” é muito preocupante. O Governo que faz isso se arroga os direitos de policia, promotor, juiz e executor da pena de morte. Tudo de uma vez só. E uma sociedade democrática não pode agir assim.

Já se sabe que foram cometidos erros nesses ataques, pois pessoas inocentes forem mortas – hoje há até uma séire de televisão muito famosa nos Estados Unidos, chamada Homeland, cujo ponto de partida é uma situação como essa.

E o que pode ser feito pelo Governo Obama quando percebe que cometeu tal tipo de erro? No máximo pedir desculpas, o que não adianta muito. As autoridades norte-americanas se defendem dizendo que esses são “danos colaterais”, um nome pomposo para terrível expressão: “coisas ruins que acontecem durante as guerras”.

Outa justificativa comum – que seria difícil pegar essas pessoas e julgá-las pelos meios convencionais – também não “cola”. Se fosse assim, deveríamos voltar ao período do linchamento, quando as pessoas presas no meio da rua eram justiçadas ali mesmo pela multidão enfurecida. Os meios legais tornam a condenação das pessoas realmente mais difícil, mas também protegem os inocentes de serem condenados pelo que não fizeram.

Um país que se diz civilizado e cristão deveria usar seu poder para fazer a coisa certa – identificar seus inimigos, e puni-los, usando os meios legais a sua disposição. E, no caso de um país poderoso como os Estados Unidos, os recursos disponíveis para fazer isso são muito grandes. E, ao fazer isso, o país ganharia estatura moral perante todo o mundo.

Outra coisa a notar é que a pena de morte agora passou a ser executada à distância, como se fosse um jogo de videogame – uma pessoa opera alguns comandos, vê o que está acontecendo numa tela e explode o “inimigo”. Fica fácil, muito fácil matar alguém – no final do expediente, o perador do drone vai para casa, pensando que cumpriu seu dever e fez o bem para seu país. Não há qualquer remorso.

Pelo menos, no caso da guerra real, os soldados que matavam sabiam que faziam algo de terrível, pois viam as consequencias dos seus atos nos corpos destruídos dos inimigos. Pori sso todos aqueles que participaram de conflitos como a Segunda Guerra Mundial sempre foram unânimes em reconhecer que a guerra é um negócio terrível.

Em resumo, como o comportamento de Obama e seus principais auxiliares está distante daquilo que Jesus ensinou: amar ao próximo como a si mesmo. Será que Obama gostaria ser alvo de um ataque por avião não tripulado? De receber desculpas por que familiares e amigos seus foram mortos, com a justificativa de que não passaram de danos colaterais? Certamente não. Por que então se arroga o direito de fazer isso com os outros?

Que Deus tenha piedade daqueles que cometem esses erros e daqueles que sofrem as suas consequencias.

Com carinho

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