FALTA DE AMOR

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John Gottman é um cientista do comportamento que tem feito grande trabalho na área da comunicação dentro do casamento. Ele consegue prever com 90% de acerto se determinado casal vai ou não se separar depois de ouvi-los dialogar por apenas 10 minutos.

Segundo Gottman, um dos aspectos que caracteriza o fim do casamento é a indiferença, o que caracteriza o fim do amor. Casais que atingem esse estágio nem brigam mais, porque não vale mais à pena.

Gottman ensinou que o oposto do amor não é o ódio e sim a indiferença. Enquanto há ódio, ainda existe ligação e vontade para discutir os problemas, mesmo que seja pelos motivos errados (por exemplo, culpar a outra pessoa).

Esse ensinamento pode nos ajudar muito a aplicar na prática a chamada Lei do Amor, mandamento dado por Jesus para amarmos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos (veja mais).

Se o contrário do amor é a indiferença, uma forma de avaliarmos se amamos mesmo a Deus é medirmos a importância que lhe damos no dia a dia. E basta responder a algumas perguntas para avaliar bem isso: você fala com frequência com Deus em oração, lembra-se dos seus ensinamentos e lê a Bíblia para reforçar sua fé? Ou seu contato com Ele se limita ao culto de domingo (isso quando você não está viajando, cansado(a) ou tem coisa melhor para fazer)?

Se você briga com Deus – talvez porque ache que Ele não foi justo em determinada situação ou outro motivo qualquer -, a situação é um pouco melhor do que a indiferença. Se você ficou aborrecido(a) com Deus é porque tinha alguma expectativa, mesmo errada, a respeito do seu relacionamento com Ele.

Houve decepção e provavelmente será preciso “discutir” a relação, mas pelo menos ainda há alguma relação. Mas muito pior é o vazio, temperado por religiosidade ocasional. Aí a situação é mesmo preocupante.

Agora, se alguém perguntar a quem estiver próximo, se você se preocupa com ele(a), o que essa pessoa vai responder? E não me refiro a membros da família ou amigos(as) queridos(as), pois aí é fácil. Falo de empregados(as), porteiros, manicures, cabeleiros, guardadores de carro, faxineiros, ou até mesmo pessoas com quem você cruza na rua. O que uma dessas pessoas diria a respeito do seu comportamento com ela? Indiferença ou amor?

Não se engane: o cristianismo não é uma forma de viver que permite deixar para amanhã aquilo que Deus nos mandou fazer, pois hoje as preocupações são outras e mais importantes. O amor de que Jesus falou – a Deus e ao próximo – não é algo que pode ser “ligado” no domingo e “desligado” na segunda feira ou quando for mais conveniente.

A relação de amor esfria quando não é alimentada, assim como ocorre dentro do casamento. E Deus não gosta disso nem um pouco. No livro do Apocalipse, Cristo fez uma análise de sete diferentes igrejas da Ásia Menor, que se tornaram “tipos” para todos(as) os(as) cristãos(ãs). Veja o que Ele disse para a igreja de Laodiceia (capítulo 3, versículos 14 a 20):

Eu conheço bem suas obras, sei que você não é quente nem frio; eu desejaria que você fosse uma coisa ou outra! Porém, já que você é meramente morno, eu estou a ponto de vomitar você da minha boca.”

Deus não tolera indiferença e falta de compromisso. E faz sentido. Afinal, depois de tudo que Jesus fez por nós, indiferença é no mínimo um desrespeito a Ele.

Sei bem como
é viver um cristianismo “morno”, pois agi assim durante muitos anos. E atribuo à misericórdia de Deus as oportunidades que tive para corrigir minha postura. Agora, pelo menos, vou caminhando embora ainda distante da meta que preciso atingir.

Se não for esse seu caso, mude o quanto antes.

Com carinho

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