É POSSÍVEL CONVERSAR COM OS MORTOS?

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No filme “Sexto Sentido”, com Bruce Willis, um garoto passa o tempo todo vendo espíritos de pessoas mortas. Esses espíritos deram diversas orientações, permitindo até descobrir criminosos. Outros filmes, novelas e livros espalham a crença de que é possível (e bom) consultar os espíritos dos mortos – muita gente em nosso país acredita sinceramente nisso.

Mas por que falar com os espíritos de mortos apela tanto para as pessoas? É fácil responder: isso contribui para minorar o sofrimento gerado pela perda de entes queridos. Mensagens de quem morreu, garantindo que está bem e feliz, trazem grande
alívio e consolo para quem perdeu um ente querido. Há também quem peça conselhos e revelações para os espíritos, pensando que eles sabem mais do que nós.

Repare que a ação de tentar falar com os mortos parte de três crenças. Primeiro, que é possível acessar os espíritos. Depois, que Deus permite tal tipo de comunicação. Finalmente, que os espíritos têm coisas a revelar que os vivos não conhecem. 

O testemunho da Bíblia

Ela claramente proíbe a consulta a médiuns, normalmente chamados de necromantes no texto bíblico (Levítico capítulo 19, versículo 31; capítulo 20, versículo 6 e capítulo 27; Deuteronômio capítulo 18, versículos 10 e 11; e Isaías capítulo 8, versículos 19 e 20). 

Portanto, há ampla posição bíblica contraria a essa prática. Deus chegou a dizer (Isaías capítulo 8, versículos 19 e 20) que ao invés de ouvir médiuns, as pessoas deveriam ouvi-lo. E as consequências para a desobediência podem ser sérias. 

Em 1 Samuel, capítulo 28, versículos 3 a 23, o rei Saul consultou uma médium para tentar se comunicar com o espírito do profeta Samuel. 1 Crônicas capítulo 10, versículo 13 diz que Saul foi punido (acabou morto) por causa de vários atos errados, dentre os quais ter consultado essa médium.

E há mais a considerar: Jesus contou uma parábola (Lucas capítulo 16, versículos 19 a 31) onde ficou claro que os mortos não podem contatar os vivos – trata-se de uma impossibilidade física. Simples assim.

Com quem as pessoas falam?

Agora, cabe aqui uma pergunta relevante: se há uma impossibilidade física de falar com os mortos, por que proibir esse ato? A razão é simples: as pessoas não vão conseguir falar com os mortos mas acabam contatando aquilo que não esperavam.

Elas vão buscar uma coisa e acabam encontrando outra: tentam falar com espíritos de mortos e acabam falando, sem perceber, com outras entidades, que se fazem passar pelos mortos. As pessoas são enganadas na sua boa fé.

Como cheguei a essa conclusão? Ora, as pessoas que tentam falar com espíritos não podem falar com eles – a Bíblia ensina isso. Se há proibição de que esse ato seja feito, o contato feito não pode ser com anjos – não faria sentido. Logo, só resta uma alternativa: Satanás e seus demônios.

Sendo assim, como explicar que as informações passadas pelos médiuns às vezes seja correta? Estudos científicos – por exemplo, Sylvia Browne, no livro “The other side and back” – comprovam que a média de acertos dos médiuns está por volta de 60%. Além disso, como as mensagens passadas normalmente usam linguagem simbólica, permitindo interpretação ampla, a realidade é provavelmente bem mais baixa.

Esses números confirmam que as pessoas não fazem contato com algo que venha de Deus, pois se esse fosse o caso, o acerto seria de 100%. Mas, mesmo muito inferior a 100%, ainda assim há um razoável nível de acerto nas mensagens. Como explicar isso? 

Simples, Satanás conhece aquilo que falamos e vivemos neste mundo, portanto, os demônios não têm qualquer dificuldade para enganar as pessoas, fazendo-se passar por espíritos de pessoas mortas: falam sobre coisas que aconteceram de fato, imitam a letra dos mortos e suas vozes, etc. Nada há de surpreendente aí.

Em conclusão, a doutrina cristã ensina a não buscar contatos com espíritos de mortos. Vai além disso, contando que isso não é possível fazer. E quem tenta fazer isso, corre riscos dos quais não tem nem consciência. 

Com carinho

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