DANDO VALOR A QUEM MERECE

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Toda hora aparecem livros, artigos de jornais/revistas e programas de televisão discutindo a figura de Jesus. Alguns são a favor, enquanto outros francamente contra. Há até quem procure provar que Jesus é uma fraude e nem existiu de fato. Na verdade, a figura de Jesus é tão popular que qualquer coisa de controvertido dita a respeito d´Ele alcança enorme repercussão (e gera bons lucros). 

Um bom exemplo é um livro escrito por Bart Ehrman, conhecido acadêmico ateu norte-americano. Nele, o escritor tentou provar que Jesus nunca teria dito ser o Filho de Deus e foram os primeiros cristãos que inventaram essa ideia. É claro que o livro vendeu bastante, para alegria do seu autor. 

Mas meu objetivo aqui não é provar que a tese defendida por Ehrman está errada (e ela sem dúvida está), mas sim comentar uma reflexão paralela que ele fez, num momento de rara sinceridade.

Ehrman perguntou a si mesmo porque ele é tão obcecado com a figura de Jesus, a ponto de ter dedicado toda sua vida acadêmica a estudar a história da passagem de Jesus pela terra. A resposta que ele deu surpreendeu-me muito: se Jesus não tivesse existido, se os cristãos não tivessem acreditado que Ele é o Filho de Deus, o mundo em que vivemos seria completamente diferente

Repare que Ehrman não é cristão e tem dedicado sua carreira acadêmica a tentar diminuir a figura de Jesus, “provando” que Ele não passou de um homem como qualquer outro. Ainda assim, ele reconheceu que a sociedade em que vivemos seria muito diferente, para pior, se Jesus não tivesse existido e as pessoas não o tivessem reconhecido como seu Salvador. 

De fato, os melhores valores da sociedade chamada ocidental – democracia, direitos humanos, igualdade entre os sexos, ajuda ao próximo e assim por diante – não existiriam ou, no mínimo, não teriam prevalecido, sem o cristianismo. Para provar isso, basta olhar para as sociedades onde o cristianismo não liderou – por exemplo, os países árabes ou boa parte da África e mesmo muitos países do Oriente, como a China.

Até quem não gosta do cristianismo é capaz de perceber com muita clareza, frequentemente com mais clareza que a maioria do povo cristão, o impacto que Jesus teve na história da humanidade. Isso demonstra que, nós, cristãos/ãs, tão acostumados ficamos à figura de Jesus que não damos a Ele o valor e a dimensão que tem. De certa forma, acabamos por banalizar o significado de Jesus. 

A história demonstra com clareza que nenhuma outra pessoa causou o impacto de Jesus na sociedade humana. Depois da sua passagem pelo mundo, nada mais foi como antes. Foi Jesus quem nos ensinou de fato a perdoar, a amar o próximo, a tratar Deus com intimidade, a ter mais preocupação com servir do que com ser servido, a deixar de lado a religião legalista (aquela cheia de regras e julgamentos), a lutar contra a hipocrisia e tantas coisas mais. 

Á media que nos aproximamos do Natal, data em que o mundo comemora seu nascimento, esse é um bom momento para refletir sobre a história de Jesus.  Desde seu nascimento, numa humilde estrebaria, na pequena vila de Belém, pouco mais de 2.000 anos atrás, sua vida difícil e sem qualquer conforto, até o terrível dia (uma sexta-feira) em que foi crucificado, em Jerusalém. Sem nunca esquecer, que, na madrugada do domingo seguinte, a tumba em que Ele tinha sido enterrado foi encontrada vazia e seus discípulos perceberam que Jesus tinha ressuscitado.

Esses são os fatos mais importantes da história humana. Foram eles que mudaram tudo. Nada seria como é, se Jesus não tivesse vivido entre nós e deixado um exemplo e um ensinamento que inspiraram bilhões de pessoas a mudar suas vidas. 

E, depois de reconhecer isso, agradeça a Deus pela vida e a obra de Jesus de Nazaré. O maior presente que Deus deu para a humanidade. 

Com carinho 

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