VIVENDO COMO SE DEUS NÃO EXISTISSE

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Há cristãos que vivem como se Deus não existisse. Em outras palavras, são pessoas que se acreditam cristãos e talvez até sigam alguns ritos dessa religião, mas, naquilo que importa de fato – suas atitudes -, não levam Deus em conta.

No Apocalipse capítulo 3, versículos 14 a 21, João, o autor do texto, recebeu sete mensagens de Cristo, dirigidas a igrejas localizadas na Ásia Menor. Na mensagem para a igreja de Laodiceia, Cristo alertou que aquela comunidade era morna (nem fria e nem quente) na sua fé e por causa disto poderia ser “vomitada” da sua boca. Palavras assustadoras. 

A situação da igreja em Laodiceia é exatamente a mesma de muitos cristãos hoje em dia, portanto a mensagem do Apocalipse continua muito atual. Essas pessoas dizem acreditar em Jesus, como o Salvador de suas vidas, mas vivem, na prática, como se isso não fosse verdade. Vivem como se Deus não existisse. 

Cristãos “mornos” são aqueles que nada fazem para modificar suas vidas, para torná-las mais de acordo com os ensinamentos de Jesus. Essas pessoas até pensam ser sinceras na sua fé, mas sua crença não é suficiente para modificar sua vida. 

A verdade é que a fé dessas pessoas não tem raízes suficientemente profundas para produzir resultados concretos. Ora, a Bíblia (Tiago capítulo 2, versículos 17 e 18) fala que a fé sem resultados (obras) é morta e para nada serve. Em outras palavras, os resultados concretos é que medem a “saúde” da fé de cada pessoa. 

E que resultados são esses? Em primeiro lugar, é preciso colocar Deus antes de tudo. Isso significa, dentre outras coisas, confiar n´Ele inteiramente, estar constantemente com Deus (em oração e louvor) e levar a sério tudo que Ele nos pede para fazer. 

Cristãos mornos não dão muito espaço para Deus em suas vidas – outras coisas são bem mais importantes, como lazer, trabalho, família e até o time de futebol. E isso não está certo.

O segundo resultado fundamental é ter amor para com o próximo. Essa exigência pode ser resumida na seguinte frase: aja com os outros como você gostaria que eles agissem com você. 

Há muitas outras coisas que são derivadas desse mandamento. Uma delas é a necessidade de você fazer um esforço constante para levar outras pessoas para Cristo. E a razão para isso é simples: se você acha que Cristo é imprescindível em sua vida, deve querer o mesmo para as demais pessoas. Você não pode ficar calado/a ou omisso/a em relação à pregação do Evangelho de Cristo.

Mas, o amor ao próximo inclui também coisas, como paciência, boa disposição, gentileza, caridade, perdão, etc. Sem esquecer o autocontrole no trato do próximo. 

É verdade que o progresso obtido nessas diferentes áreas da vida costuma ser desigual. Alguém pode ser caridoso, mas ter muita dificuldade em perdoar ou ter baixo autocontrole. Eu mesmo, tenho tido dificuldades com a questão da oração. Confesso sentir inveja “santa” daquelas pessoas que conseguem ficar longo tempo orando, sem perder a concentração, coisa difícil para mim.

O importante não é tirar nota dez em todos esses quesitos e sim avançar sempre, melhorar continuamente, ainda que seja mais numa área do que na outra. É viver um processo de aperfeiçoamento contínuo, rumo a um ideal traçado por Jesus. 

Agora, se o tempo vai passando e nenhuma transformação significativa na vida do cristão acontece – se a pessoa não abandona seus maus hábitos e coloca outros melhores no lugar – é preciso fazer um autoexame para verificar se a fé não está “doente”. Se aquela pessoa não se tornou espiritualmente “morna”. Se não vive , na prática, como se Deus não existisse.

E se for esse o caso, a pessoa espiritualmente “morna” não pode e nem deve hesitar em procurar ajuda. E essa ajuda pode vir através de pastores e irmãos na fé, bem como pela participação em grupos de estudo da Bíblia e em reuniões de oração.  

Não corra o risco de deixar sua fé esfriar. Não viva como se Deus não existisse. Faça algo a esse respeito, corrigindo as deficiências enquanto houver tempo. E quanto antes melhor.

Com carinho

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