BUSQUE A CURA E NÃO APENAS O ALÍVIO PASSAGEIRO

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Os sintomas de doenças – febre, dores, cansaço, náuseas, etc – não são um mal em si mesmos. Eles causam desconforto mas cumprem um papel fundamental: alertam que há algo errado, uma doença que precisa ser tratada.

Mas como os sintomas causam desconforto, frequentemente as pessoas se contentam apenas em obter alívio e deixam de ir mais fundo, de tratar de fato a doença. Tomam um comprimido aqui, usam uma pomada ali e vão levando. Assim que os sintomas melhoram, até esquecem da doença.

Aliviar sintomas sem cuidar de eliminar sua causa é muito, mas muito perigoso. Muita gente boa já morreu por causa disso.

Buscando a cura espiritual

Doenças que têm componente espiritual – depressão, remorso, amargura, etc – também geram “sintomas”. E as pessoas podem repetir o mesmo tipo de erro: buscar apenas alívio deixando de investir na cura.

Por exemplo, a tristeza pode ser sintoma de remorso profundo. Assistir um culto bem alegre, onde o pregador promete “mundos e fundos”, pode trazer alívio temporário mas a doença espiritual continua lá. E o incômodo vai voltar, mais cedo ou mais tarde. Apenas quando a pessoa enfrentar as causas do seu remorso (os pecados que cometeu) e conseguir se sentir perdoada por Deus (e eventualmente pelas outras pessoas) é que o problema vai desaparecer.

E a mesma coisa acontece com a amargura derivada da falta de perdão, com a depressão causada pela decepção com Deus e com tantas outros problemas espirituais que “comem” a pessoa por dentro.

 

Agora, a cura das doenças espirituais, assim como acontece com as doenças de cunho físico, depende de algumas coisas. Primeiro, de um diagnóstico correto. Não há nada pior que diagnosticar a doença de forma errada, pois isso leva a pessoa a tomar medidas inadequadas.

Por exemplo, uma pessoa sofreu uma injustiça que nunca foi reparada e isso lhe gerou amargura. E como não consegue perdoar quem lhe prejudicou, essa raiz ruim só faz crescer. Mas ela pode pensar que seu problema está no fato de não ter recebido uma reparação. Diagnóstico errado.

Enquanto a pessoa amargurada não entender que o perdão unilateral é a solução, não vai conseguir resolver o problema. Vai continuar a esperar que quem lhe prejudicou faça algo – por exemplo, lhe peça perdão -, quando a solução depende apenas dela mesma.

Se você tiver dificuldade em identificar a causa dos seus incômodos espirituais, procure se informar sobre o tema (há vários textos neste blog que podem ser consultados) e peça ajuda de alguém mais experiente (pastor, professor, conselheiro de casais, etc).

Em segundo lugar, decida enfrentar a doença, custe o que custar. Voltando ao exemplo acima, a pessoa amargurada tem que decidir perdoar unilateralmente, sem esperar mais por alguma reparação (se isso acontecer melhor, mas não dá para ficar esperando).

Depois, exerça sua fé (tenha confiança em Deus). Sem isso, não há como ter certeza que se está fazendo a coisa certa. Isso significa também obedecer a Deus, mesmo que Ele lhe peça algo que contrarie sua vontade.

É como num tratamento médico. A pessoa precisa escolher um(a) médico(a) de sua confiança e seguir o tratamento recomendado por ele(a), mesmo que não entenda bem as razões para o que lhe foi pedido e/ou lhe seja requerido passar por um procedimento doloroso. Mas sem confiança no(a) médico(a) não há como fazer isso.

Sem confiança no “médico” espiritual que temos – o Espírito Santo – não há como passar pelo processo de cura espiritual. Voltando ao mesmo exemplo, a pessoa precisa confiar que conceder o perdão unilateralmente é a coisa certa a fazer – não vai lhe prejudicar.

Finalmente, tenha persistência. Problemas espirituais não são curados num passe de mágica – requerem tempo para serem superados. Isso porque a sua cura sempre têm a ver com mudanças interiores e isso nunca é feito com muita facilidade.

E a persistência num propósito espiritual modifica para melhor o caráter da pessoa. A Bíblia ensina que a persistência gera experiência e essa, por sua vez, traz esperança (Romanos capítulo 5, versículo 4).

Resumindo, a cura de uma doença espiritual requer: diagnóstico correto, decisão de enfrentar o problema (não se contentando apenas com o alívio passageiro), confiança no “médico” (Espírito Santo) e persistência no tratamento.

Com carinho

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