AS LISTAS DE ANTEPASSADOS NA BÍBLIA

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A Bíblia tem diversas listas de antepassados (genealogias). Por exemplo, em 1 Crônicas capítulos 1 a 8. Elas nada mais são do que relações enormes de nome após nome de chefes das famílias israelitas. Nelas, o texto bíblico indicada quem foi o pai de quem. Muitas vezes são informadas ainda as idades dos pais quando tiveram seus filhos e bem como as idades das pessoas ao morrer. Frequentemente, são citados também os nomes das mães. Isso é especialmente importante, porque os homens naquela época costumavam ter múltiplas mulheres e só com essa informação adicional torna-se possível construir genealogias exatas.

Muita gente pensa que essas listas de antepassados acrescentam pouca coisa ao relato bíblico. Há quem ache até que elas atrapalham e tornam o relato aborrecido. Ora, sabemos que foi o Espírito Santo quem inspirou os autores da Bíblia a escreverem seus textos e por isso a Bíblia é a Palavra de Deus para os cristãos. Por que será, então, que o Espírito Santo inspirou alguns autores a compor essas enormes listas de antepassados? Penso que há várias razões importantes para isso:
Primeiro, as genealogias provam que os personagens citados na Bíblia são pessoas reais. O cristianismo e o judaísmo são religiões históricas e, portanto, os relatos nela contidos referem-se a coisas que de fato aconteceram. E as genealogias ajudam a comprovar isso.
Segundo, essas listas de antepassados servem para identificação dos diferentes personagens bíblicos. Uma alternativa seria identificá-los com base nos lugares onde nasceram ou viveram – como, por exemplo, Maria Madalena (Maria de Magdala). Mas, a Bíblia preferiu quase sempre usar os nomes dos pais para fazer isso. Por exemplo, Jesus chamou o apóstolo Pedro de “Simão, filho de Jonas (ou Barjonas)” (Mateus capítulo 16, versículo 17). Ele identificou assim a qual Simão estava se referindo.
Terceiro, as genealogias comprovam que Jesus teve uma família. E há duas genealogias incluídas na Bíblia mostrando isso. A primeira, em Mateus capítulo 1, versículos 1 a 17, refere-se ao lado do pai adotivo Jesus (José). Essa era a genealogia oficial de Jesus, pois os judeus daquela época sempre se referiam ao pai. A outra genealogia fornecida é pelo lado de Maria (Lucas capítulo 3, versículos 23 a 38). Essa genealogia estabelece a descendência de sangue de Jesus, pois Ele era filho de Maria e não de José. E é interessante perceber que, em ambas, Jesus aparece como descendente de Davi, conforme tinha sido profetizado.

Finalmente, as listas de antepassados mostram como a promessa, relacionada com a Aliança feita por Deus com Abraão, foi transmitida de geração em geração dos seus descendentes. E mostra como Deus trabalhou para atingir os objetivos que traçou, usando inclusive pessoas que à primeira vista pareciam não ter a qualificação adequada. Esse é o caso, por exemplo, da prostituta Raabe (Mateus capítulo 1, versículo 5).

Concluindo, não há nada no texto bíblico por acaso. Nada é supérfluo ali. Tudo tem sua razão de ser.

Com carinho

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