A CRIANÇA É CAPAZ DE TER FÉ?

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Ensina a criança no caminho que deve andar e ainda quando for velho não se desviará dele. Provérbios capítulo 22, versículo 6

Os pais devem ensinar a criança desde cedo as coisas do cristianismo? Ou devem deixar que ela cresça e faça suas próprias escolhas quando for adulta?  

O texto acima deixa claro que o ensinamento da Bíblia é: os pais devem ensinar desde cedo a fé em Jesus Cristo. Mas o que diz a ciência a esse respeito?

O livro “Born believers: the science of children’s religious belief” (“Nascidos crentes: a ciência da crença religiosa“), escrito pelo psicólogo Justin Barrett, professor do Seminário Teológico Fuller, apresenta os resultados de um estudo feito a respeito dessa questão. E os resultados concordam inteiramente com o ensinamento da Bíblia: é importante sim colocar desde cedo a criança no bom caminho da fé.

Esse estudo demonstrou que Deus é um conceito presente na vida da criança desde bem cedo, independentemente da ação dos pais. A criança nasce com mente receptiva à ideia de Deus e é natural para ela o conceito de um Criador de tudo que nos rodeia.

A pesquisa mostrou ainda que a criança têm pré-disposição para entender que o mundo natural tem um propósito. Ela percebe que há uma ordem na natureza e intui que essa ordem não apareceu por acaso. Mas não consegue sozinha entender quem produziu essa ordem. Na verdade, a criança, de certa forma, está sedenta por encontrar o Criador.

E não se trata de uma crença infantil, como a relacionada ao Papai Noel. A pesquisa mostrou que há diferenças importantes entre a crença em Deus e a crença no “bom Velhinho”. Para a criança, esse último personagem é como um super-herói, que produz alguns efeitos bons no mundo, mas sua importância e papel são restritos. Definitivamente, personagens como o Papai Noel não preenchem o espaço conceitual reservado pela criança para o Criador do mundo.

A Bíblia está mesmo certa: os pais têm responsabilidades importantes na educação do/a filho/a. E isso começa por falar com ele/a sobre Deus – explicar-lhe quem é esse Ser todo poderoso, onipresente, etc. Daí devem caminhar, aos poucos, para fazer a criança entender quem é Jesus Cristo e sua importância para a humanidade. 

É óbvio que a criança, quando se tornar adulta, fará suas próprias escolhas. Mas, se ela não tiver desenvolvido a noção natural que tinha de Deus como Criador, vai preencher esse espaço vazio com outras ideias. Se os pais não falarem de Deus, outros/as agentes (professores/as, meios de comunicação ou coleguinhas) vão tornar-se a fonte de informação dela.

O segundo ensinamento do estudo é que a criança não têm qualquer dificuldade para entender Deus. A verdade é que conceitos difíceis para os adultos podem ser fáceis de entender para ela. Isso é muito evidente em alguns campos do conhecimento: por exemplo, a criança aprende novas línguas ou música com muito maior facilidade que os adultos. E o mesmo acontece com o aprendizado sobre os atributos de Deus (onipotência, onipresença, onisciência, etc). 

Outro ensinamento importante do estudo está relacionado com o exemplo que os pais precisam dar. A criança precisa ver os adultos nos quais busca referências para vida, como os próprios pais, praticando a religião que lhe é ensinada. Ela precisam entender que o cristianismo é parte orgânica da vida desses adultos, presente no seu dia a dia, e não algo que fica num nicho separado, fazendo-se presente somente quando a família vai à igreja, aos domingos.

E é exatamente aí que a criança aprende a diferença entre ter informações sobre Deus e manter um relacionamento com Ele, presente no dia-a-dia. 

A conclusão disso tudo é uma só: quando a criança não é ensinada sobre Deus até por volta dos 8 anos, uma grande oportunidade se perdeu. 

Com carinho

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