A ALIANÇA DE DEUS CONOSCO

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Uma aliança é um pacto feito por duas partes para atingir determinado objetivo comum que, em princípio, vai beneficiar a ambas. As partes entram em aliança porque percebem haver vantagens para os dois lados.

Para que esse compromisso se sustente, normalmente é preciso que as partes cumpram certas condições pré-estabelecidas. Os contratos são escritos justamente para estabelecer essas condições para o acordo estabelecido.

Exemplos de alianças são os pactos de defesa mútua entre países, como o Tratado do Atlântico Norte (OTAN), visando defender a Europa da Rússia. Ou acordos comerciais entre empresas, para dividir recursos logísticos, para apoio mútuo nos esforços de marketing, etc.

Agora, o tipo de aliança mais comum que existe é o casamento. As partes (os noivos) entram em acordo mútuo com o objetivo de constituir uma nova família. E o acordo feito pode definir até como os bens serão tratados depois da união (por exemplo, em comunhão ou em separação).

A condição para a manutenção do casamento é a honestidade de propósitos das partes, caracterizada pela fidelidade sexual, pela garantia de cuidados mútuos, pela moradia debaixo de um único teto, etc. E o símbolo dessa aliança é o anel que cada parte passa a usar na mão esquerda, não por acaso chamado de “aliança”.

A aliança com Deus 
A Bíblia fala de várias alianças feitas por Deus com os seres humanos. Nelas, Deus é quem dá tudo, pois não há nada que Ele precise receber das pessoas com quem entra em aliança. Mas, podem haver condições que as pessoas precisam cumprir para se manter na aliança com Deus.
Um exemplo muito importante desse tipo de acordo é a aliança de Deus com Abraão (Gênesis capítulo 15, versículos 12 a 21). Ali, Abraão representou não somente a si mesmo, mas também seus descendentes (o povo de Israel).

O objetivo de Deus com essa aliança foi preparar um povo que servisse de exemplo para toda a humanidade, mergulhada na idolatria e tomada por comportamento corrompido. E era no meio desse povo que viria a nascer o Messias (Jesus).

As vantagens para Abraão foram inúmeras. Garantiu uma descendência (até então ele não tinha herdeiros oficiais) e recebeu a posse da Terra Prometida (a Palestina), sem contar outras bençãos de natureza material e espiritual.

A condição básica para Abraão e seus descendentes manterem essa aliança era a fidelidade a Deus. Embora, em diversos momentos da sua história, o povo de Israel tenha se desviado, essa aliança nunca foi rompida por Deus, embora algumas vantagens relacionadas com ela, como a posse da Terra Prometida, por exemplo, tenham sido perdidas.

O sinal dessa aliança era a circuncisão, obrigatória para todo bebê do sexo masculino, com oito dias de vida.

Aliança de Deus conosco
Isso tudo nos interessa de perto porque há outra aliança com Deus que está em vigor hoje em dia. Ela abrange não somente um povo, mas todas as pessoas que escolherem entrar nela, incluindo nós. Ela é conhecida como “Aliança da Graça”.

Esse pacto tornou-se necessário porque todos os seres humanos pecam, como consequência direta do livre arbítrio (o direito que cada ser humano tem de fazer suas próprias escolhas). E ao pecar, os seres humanos são passíveis de punição por parte de Deus, que não tolera o pecado.

Portanto, todos nós deveríamos ser punidos e estaríamos perdidos, se Deus não tivesse estabelecido conosco a “Aliança da Graça”, que funciona assim: Jesus se sacrificou por nós na cruz e levou sobre si os nossos pecados. Assim, quem aceitar que é pecador e receber Jesus como seu Salvador, terá seus pecados perdoados e conseguira re-estabelecer sua relação com Deus, recebendo dele a vida eterna. 

Esse processo tem a ver com a graça de Deus porque não fizemos nada para merecer aquilo que recebemos dele. Só recebemos os benefícios dessa aliança por causa da Graça de Deus derramada sobre nós. 

Agora, o que talvez você não saiba é que a “Aliança da Graça” foi concebida antes da criação do mundo. Veja o que a Bíblia diz:

Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver… Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado. O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós. 1 Pedro capítulo 1, versículos 18 a 20

Em outras palavras, antes mesmo do mundo ser criado, o Filho (Jesus), já era conhecido como “cordeiro” sem mácula. E essa é uma constatação maravilhosa.

O Filho aceitou esse sacrifício voluntariamente, fazendo a vontade do Pai (Filipenses capítulo 2, versículos 8). O Espírito Santo , por sua vez, também fez a vontade do Pai e do Filho, dando poder ao Filho, quando esse viveu entre nós (Lucas capítulo 4, versículos 1, 14 e 18) e, mais adiante, entrando na vida dos seres humanos para convertê-los ao bom caminho .

Essa nova aliança é melhor que aquela que Deus tinha feito com Abraão, porque abrange todo mundo, enquanto a outra somente cobria os descendentes de Abraão. Outra vantagem é que ela oferece a graça de Deus, enquanto a aliança com Abraão tinha como base as obras do povo de Israel.

A própria Bíblia reconhece que a “Aliança da Graça” é superior – veja o que disse o profeta Jeremias, homem que estava debaixo da aliança feita com Abraão:

Eis que dias vêm, diz o Senhor, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme a aliança que fiz com seus pais… Mas esta é a aliança que farei… : Porei a minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração. E eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo… Jeremias capítulo 31, versículos 31 a 34

E foi o próprio Jesus quem explicou a abrangência desse novo pacto, firmado com seu sacrifício na cruz:

E, quando comiam, Jesus tomou o pão e abençoando-o, o partiu, o deu aos discípulos e disse: “Tomai, comei, isto é o meu corpo”. E tomando o cálice, dando graças, deu-o dizendo: “Bebei dele todos. Porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados. Mateus capítulo 26, versículos 26 a 28

Amém

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