A AJUDA AOS CRISTÃOS PERSEGUIDOS

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No domingo passado, foi comemorado o dia da “Igreja Perseguida”, referencia aos quase 100 milhões de cristãos(ãs), residentes em cerca de sessenta países, que não podem exercer livremente a fé cristã. Refere-se também aos quase 500 milhões de cidadãos desses mesmos países que não podem conhecer o Evangelho e escolher livremente seguir a Jesus.

As perseguições às quais me refiro envolvem perda de emprego, discriminação social, violência e até a perda da vida para quem tente professar sua fé em Jesus. O caso emblemático da perseguição que hoje existe é a decapitação de 21 homens cristãos, ocorrida recentemente numa praia da Líbia – o ato bárbaro foi filmado e o vídeo pode ser encontrado na Internet (embora não recomende por ser chocante). 

As perseguições tem raiz política (como na Coreia do Norte ou na China), religiosa (como em vários países de maioria muçulmana) ou étnica (como no Equador). Em muitos desses países, o simples fato de ter uma Bíblia é motivo para prisão, confisco de bens, etc. As pessoas só conseguem professar sua fé às escondidas, em encontros clandestinos, onde Deus é louvado aos sussurros e à luz de velas.

Chama atenção que justamente nesses lugares a fé cristã se mostra sólida e frutifica de forma surpreendente – a mesma coisa aconteceu na início da história da igreja cristã, quando as pessoas foram lançadas às feras, crucificadas ou queimadas vivas e ainda assim se mantinham firmes na fé. Ainda assim, a igreja cristã continuou a crescer de forma exponencial e em poucos séculos tornou-se a igreja oficial do Império Romano.

Viver o cristianismo onde se é perseguido mostra um enorme contraste com aquilo que acontece no Brasil, onde gozamos de todas as liberdades e não vamos à igreja cultuar a Deus por preguiça, comodismo, falta de tempo ou não gostar do pastor. Motivos fúteis, enfim.

A boa notícia é que existem hoje organizações internacionais que lutam contra a perseguição às comunidades cristãs e buscam divulgar o Evangelho de Jesus mesmo onde isso parece ser quase impossível. Vou dar aqui dois exemplos e recomendo a você que entre nos sites dessas organizações e se inteire do que elas fazem. Se puder, ajude de alguma forma. 

A primeira delas chama-se Portas Abertas ( www.portasabertas.org.br  ), que atua em muitos países, desenvolvendo trabalhos muito importantes. Um deles é contrabandear bíblias na linguagem de cada país para distribuir a essas populações. Também treinam lideranças locais para aprenderem a divulgar o Evangelho. Dão ainda suporte logístico, jurídico e abrigo às lideranças que fiquem debaixo de grave ameaça. E assim por diante. 

A história dessa entidade é muito bonita pois começou com um cristão – como você ou eu – que resolveu fazer alguma coisa: passou a contrabandear bíblias para países da então “Cortina de Ferro”, que viviam debaixo de governos totalitários comunistas. Cresceram a partir daí e hoje dão contribuição reconhecida no mundo todo.   

O trabalho da outra organização, a SAT-7 ( www.sat7.org ), que não conhecia até domingo passado, falou particularmente ao meu coração. A SAT-7 está chegando agora ao Brasil e ainda nem tem site em português, coisa que deve acontecer nos próximos meses – para aqueles que conseguem ler em inglês, não deixem de visitar o site deles. 

A SAT-7 faz um trabalho admirável – produz programas de televisão nas línguas dos países onde as populações não podem ouvir livremente o Evangelho (árabe, farsi, etc). Usam pessoas locais como artistas e apresentadores, para preservar a cultura, história, etc.

São centenas de horas de programação por semana, de muito boa qualidade, dirigida tanto a adultos como crianças. A ideia por trás desse esforço é a constatação que as populações alvo costumam ter acesso à televisão parabólica.

É emocionante ver fotos de campos de refugiados das diferentes guerras locais onde a maioria das tendas têm antena para acessar os satélites que transmitem programações de televisão – as pessoas podem até não ter muitas outras coisas, mas fazem enorme esforço para ter essa “porta” para o mundo.

A SAT-7 tem também centrais de atendimento telefônico para onde as pessoas podem ligar para tirar dúvidas teológicas – há um procedimento seguro recomendado para quem liga não ter sua segurança ameaçada.

Penso que a SAT-7 cumpre plenamente um dos principais mandamentos de Jesus: “indo por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura…” 

Concluindo, uma das coisas que mais chamou minha atenção, ao analisar o trabalho da Portas Abertas e a SAT-7 é a união das pessoas de diferentes denominações cristãs em prol de uma causa maior. Elas deixam de lado as diferenças teológicas e/ou de práticas religiosas existentes e unem esforços para defender a fé cristã.

Assim, metodistas, presbiterianos, episcopais, assembleianos, batistas, anglicanos, católicos, ortodoxos e membros de outras denominações cristãs trabalham lado a lado para melhorar as condições das populações cristãs perseguidas e dar acesso às pessoas ao Evangelho de Jesus.  

Que isso sirva de exemplo para nós também. Ao invés de ficarmos criticando quem pensa diferente por congregar em outra denominação cristã, vamos juntar esforços para fazer a obra de Deus. Pois como disse Jesus: “a seara e grande e são poucos os trabalhadores…”

Com carinho 

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Vinicius MouraAgrilhoado em Cristo Recent comment authors

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Agrilhoado em Cristo

Saúdos Vinicius,
Perdão pelo anonimato. Somos a comunidade gospel mais pequena na zona budista de Macau. O site Desafio nos permitiu organizar nossos estudos bíblicos nos ninhos. Em teoria gozamos de liberdades mas na prática governo chinês não nos vê com favor. Não é invulgar que irmãos ao evangelizar sumam sem deixar pistas mas com bravura seguimos na fé! Estamos no mês vindoiro a organizar uma escola de líderes com vossos redigidos electrônicos, de jeito que não é despropósito dizer que salvastes muitas almas. No amor de Deus o Pai, vosso servo Agrilhoado em Cristo.