SABENDO USAR, NÃO VAI FALTAR

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Uma pessoal responsável com seu dinheiro procura usá-lo de maneira consciente, levando em conta que seus recursos são limitados e podem ser necessários em momentos de necessidade. Vem daí o ditado: sabendo usar, não vai faltar

Talvez porque estejam acostumadas a agir assim com seu dinheiro, as pessoas acabam usando critérios semelhantes para lidar com seu “patrimônio” emocional. Pensam que precisam economizar seus bons sentimentos – amor, compaixão, generosidade, etc – como se eles pudessem vir a faltar. Mas a Bíblia ensina que não é assim. 

Na verdade, quanto mais exercitamos os bons sentimentos, mais eles crescem. E a razão é simples: ao usar seus bons sentimentos sempre, a pessoa vai mudando seu interior e esses sentimento vão aumentando. Assim, quem aprende a amar mais e mais, terá mais amor para repartir quando houver necessidade. Simples assim. 

Portanto, não há qualquer razão prática para “economizar” no uso dos seus bons sentimentos, como se faz com seu dinheiro. São lógicas totalmente diferentes. 

Infelizmente, como as pessoas pensam que precisam “economizar” no uso dos seus bons sentimentos, procuram “investi-los” apenas em situações onde esperam obter bom “retorno”. 

Por exemplo, quando um casal enfrenta uma crise de relacionamento, normalmente fica claro que ambos vão precisar mudar seus comportamentos pessoais, deixando de lado hábitos nocivos para a relação. Mas, é muito comum ouvir os parceiros confessarem estar preparados para fazer concessões, investindo mais na relação, se a outra parte fizer o mesmo – é como se cada lado ficasse esperando pela ação do outro, antes de agir. Aí normalmente todos acabam fazendo menos do que poderiam e o relacionamento fica empobrecido.

É comum também que as pessoas só decidam “investir” seus bons sentimentos, quando o próximo a ser ajudado parece “merecer” essa ajuda. Por exemplo, quando a pessoa a ser ajudada parece ser esforçada e ter bom comportamento. 

Ora, não foi esse o exemplo que Jesus deixou. Ele frequentemente “investiu” seu tempo em pessoas que não pareciam ter qualquer merecimento. Por exemplo, foi à casa de Zaqueu, que era um coletor de impostos explorador do seu próprio povo, muito antes desse homem mostrar qualquer sinal de arrependimento. Foi a visita de Jesus que levou Zaqueu ao arrependimento e à mudança de vida. 

Em outras palavras, muitas vezes a mudança de vida é parte do efeito da ajudada dada de forma desinteressada. Mas também é verdade que nem sempre isso acontece e deixa um gosto de desperdício dos próprios esforços na boca de quem prestou a ajuda (eu já passei por isso várias vezes).

Concluindo, ninguém deveria esperar receber o bem em troca de fazer aquilo que é certo e bom. Se as pessoas amarem mais, tiverem mais compaixão, forem mais generosas e assim por diante, serão seres humanos melhores. E isso, por si só, vale à pena. Se houver retorno desses esforços, melhor ainda, mas essa não deve ser a motivação principal. 

Além disso, precisamos ajudar mesmo quem parece não merecer. Muitas vezes os resultados aparecem depois dessa ajuda e onde menos esperamos, como o exemplo de Jesus comprovou. 

Finalmente, não “economize” no uso dos seus sentimentos bons. Use-os o máximo que puder, pois eles não vão faltar. Tome apenas o cuidado de usá-los sempre de acordo com a vontade de Deus. Essa deve ser sua verdadeira motivação. Sempre.

Com carinho  

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