O PÂNICO É UM PÉSSIMO CONSELHEIRO

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O pânico pode causar um enorme estrago na vida das pessoas pois é um péssimo conselheiro. Ele faz as pessoas tomarem decisões péssimas e fazerem coisas absurdas, que nunca fariam numa situação normal. 

O fato é que o pânico parece um sentimento meio inevitável e quase sempre faz as pessoas agirem de modo irracional. Por exemplo, quando as pessoas estão num ambiente público fechado (digamos, um cinema) e ocorre um incêndio, elas costumam entrar em pânico e querem sair todas ao mesmo tempo. Aí as mais fracas acabam sendo lançadas ao chão e pisoteadas pelas demais e morrem dos ferimentos e não do incêndio em si. Se as pessoas agissem com calma, e de forma disciplinada, correriam risco muito menor e provavelmente todas se salvariam. 

Outro exemplo sugestivo pode ser encontrado no comportamento das pessoas quando ocorre um daqueles frequentes massacres em cidades norte-americanas. Elas entram em pânico e correm para comprar armas, imaginando que poderão se proteger do próximo ataque. Mas os especialistas em segurança pública sempre alertam que o acesso fácil a armas é justamente um das maiores causas da violência urbana. Em outras palavras, o pânico gera uma reação que acaba por aumentar o problema. 

O mesmo tipo de efeito “manada” pode ser visto quando aparece algum problema na economia – todo mundo corre para vender suas ações na Bolsa de Valores, com medo da queda das cotações, e aí as vendas maciças jogam os preços das ações lá para baixo, gerando o prejuízo que todos temiam. 

O pânico é péssimo conselheiro e precisa ser combatido. E Jesus apresentou o remédio para esse problema: a confiança (fé) em DeusCerta vez, Ele estava com seus apóstolos num pequeno barco, no lago da Galileia e armou-se grande tempestade, ameaçando afundar o barco. Os companheiros de Jesus entraram em pânico e pediram socorro a Jesus. E encontraram-no, adivinhem, dormindo (Marcos capítulo 4, versículos 35 a 41). 

A confiança de Jesus em Deus era tão grande, que nada o abalava. É claro que poucas pessoas atingem tal grau de confiança em Deus durante sua vida espiritual. Mas qualquer um/a de nós pode aprender a ter mais fé em Deus e reduzir o pânico. Como fazer isso na prática?

Há duas coisas que precisam ser entendidas. A primeira é como Deus age. Por exemplo, se eu pular de uma janela pensando que Deus vai mandar um anjo me segurar provavelmente ficarei decepcionado (se viver para contar a história). 

Estudar as experiências de como ocorreu a intervenção divina, conforme os relatos da Bíblia, bem como refletir sobre suas próprias experiências e as das pessoas próximas a você, ajudam bastante – já publiquei vários textos aqui no site que tratam dessa questão (por exemplo, aqui). 

Entender como Deus age vai evitar que você venha a esperar coisas que Ele não irá mesmo fazer, ou seja impedir que você tenha fé em coisas erradas e acabe decepcionado com Deus por pura falta de conhecimento. 

A segunda coisa importante a aprender é o exercício da fé. Se você nunca exercitar sua fé em Deus, quando a crise chegar, não terá como evitar o pânico.

Por exemplo, imagine que você precisa levar seu filho pequeno para fazer uma cirurgia. Antes você procura escolher o/a cirurgião/ã, conversa com ele/a, entende os riscos, em resumo faz tudo que for necessário para adquirir confiança de que seu filho estará recebendo o melhor tratamento possível. E enquanto não tiver adquirido confiança integral no/a médico/a, não vai autorizar a cirurgia. O mesmo ocorre na relação com Deus – enquanto você não tiver confiança (fé) integral n´Ele, não vai entregar sua vida aos seus cuidados. Não vai aprender a descansar n´Ele. 

A melhor forma para exercitar sua fé é testá-la em situações mais simples do dia-a-dia. É como acontece com os músculos do corpo – todo dia eles precisam ser um pouco exercitados para que a pessoa se mantenha em boa forma físicos. E é claro que ninguém vai começar um programa de exercícios correndo uma maratona – o preparo físico necessário para correr uma maratona somente vem com muito tempo de treinamento. 

Para aprender a exercitar sua fé no dia-a-dia, escolha algum hábito seu que lhe incomoda e precisa ser mudado. Por exemplo, não comer o que faz mal ou não se deixar escravizar pela Internet. Faça um propósito de mudar esse estado de coisas e mudar o hábito ruim. E peça ajuda a Deus para conseguir fazer isso e procure confiar que essa ajuda virá da melhor forma e na hora certa (Salmo 28, versículos 13 e 14). 

E quando tiver sucesso, ou seja, ficar livre do hábito ruim, reflita sobre sua experiência – o que foi fácil e o que foi difícil de fazer. E procure na Bíblia exemplos de pessoas que passaram por situação semelhante (se não souber, converse com alguém que saiba) e estude o que aconteceu com essas pessoas. 

Depois passe para um desafio maior – tente mudar um hábito mais complicado, mais difícil de vencer, um vício mesmo. E assim vá caminhando passo a passo, usando e testando a sua fé e aprendendo a se deixar levar por ela. Pode ter certeza que você vai se surpreender com os resultados. 

E quando o momento difícil chegar, você terá uma fé forte e saberá como usá-la para poder enfrentar os desafios que a vida vai lhe apresentar.

Com carinho

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