A REGRA DE OURO

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Jesus disse que a Lei do Amor – “amar a Deus sobre todas as coisas” e “amar ao próximo como a si mesmo” – resume todos os demais mandamentos da Bíblia. Assim, quem cumprir a Lei do Amor, estará atendendo tudo aquilo que Deus espera do seres humanos.

Mais especificamente no caso do mandamento do amor ao próximo, frequentemente há dúvidas de ordem prática quanto ao que Jesus pediu de nós. O que devemos de fato fazer? Como saber se estamos fazendo o suficiente? 

A Bíblia esclarece essas questões, sem dúvida, mas talvez a forma mais fácil de fazer isso seja através de uma outra formulação da mesma coisa, conhecida na filosofia como a “Regra de Ouro”: 

“Aja com o outro assim como gostaria que o outro agisse com você”.

Vários filósofos importantes, cristãos ou não, em diferentes momentos da história, concluíram que a Regra de Ouro é o mandamento mais importante para a vida das pessoas numa sociedade. E é interessante perceber que esses estudiosos chegaram à mesma conclusão a partir de raciocínios distintos, comprovando que todas as pessoas têm uma noção intuitiva desse mandamento – é como se ele estivesse escrito nos corações humanos.

A primeira dúvida que a Regra de Ouro elimina é: o que devo fazer para demonstrar amor ao próximo como a mim mesmo? A resposta é imediata: devo sempre agir com a outra pessoa exatamente como gostaria que ela agisse comigo, se a situação fosse a inversa. 

Assim, se não gosto de ser roubado, não devo roubar. Se não gosto de ser traído, não devo trair. Se não gosto que façam fofoca a meu respeito, não devo fazer fofoca da outra pessoa. Se gostaria que alguém me socorresse num momento de dificuldade, devo fazer o mesmo em relação a quem precisa de ajuda. E assim por diante. 

A segunda dúvida que a Regra de Ouro esclarece é: quem é o meu próximo? Seguindo a mesma linha de raciocínio, preciso primeiro inverter a situação e pensar que sou eu quem preciso de ajuda. Quem eu gostaria quem em ajudasse?

A resposta é evidente: Quem soubesse da minha dificuldade e pudesse ajudar. E não importa que essa ajuda venha pessoalmente, seja dada por telefone ou através de contato numa rede social. O importante é que quem possa contribuir com alguma coisa me ajudar, dê essa ajuda quando eu precisar.

Portanto, devo fazer a mesma coisa: Se for informado de uma necessidade de alguém e puder fazer algo para ajudar, devo fazer aquilo que estiver a meu alcance. Não importa se conheça ou não a pessoa necessitada e se eu possa ajudar pessoalmente, por telefone ou através de uma rede social.

Em outras palavras, o meu próximo, aquela pessoa a quem devo amar, é quem precisar da ajuda que estiver a meu alcance dar

É interessante lembrar que mesma essa dúvida foi levantada junto a Jesus e a tirou contando a parábola do bom samaritano (Lucas capítulo 10, versículos 25 a 37). Trata-se daquela parábola onde um samaritano, que ia passando, cuidou de um homem desconhecido, por ele encontrado caído à beira da estrada e fez isso sem esperar qualquer retribuição do homem a quem ajudou. Fez isso simplesmente porque podia ajudar a quem estava precisando.

A terceira dúvida que a Regra de Ouro ajuda a tirar é: Como é possível ter-se um sentimento (amor) por alguém que eu nem conheço? 

Para responder, vamos repetir o mesmo exercício, invertendo a situação: Se eu estiver precisando, gostaria de receber ajuda de que puder fazer algo positivo. Espero, isso sim,  que essa pessoa tome a decisão de fazer algo por mim, mesmo que nem me conheça. 

E quando sou eu quem presto ajuda, a mesma coisa precisa acontecer: Trata-se de tomar a decisão de ajudar quem está precisando, conheça eu, ou não, aquela pessoa, tenha eu, ou não, algum sentimento mais expressivo por ela.

A Regra de Ouro, assim como o mandamento do Amor, lidam com uma decisão e não com um sentimento.

Concluindo, seja na forma como Jesus o apresentou, ou seja na forma da Regra de Ouro, o mandamento do amor é fundamental para a vida humana. Se todos o seguissem, simplesmente não seriam necessárias mais leis. E também não seria necessária a polícia para fazer cumprir as leis ou o sistema judiciário para punir quem viola essas mesmas leis.

A violência e a pobreza seriam eliminadas. As drogas não seriam mais produzidas. O terrorismo acabaria.  E a poluição seria controlada. Em resumo, o mundo seria um lugar maravilhosos para viver.

Guarde esse mandamento no seu coração e use-o como guia para suas ações. Toda vez que tiver dúvida se deve ou não fazer alguma coisa, coloque-se na situação inversa: Veja se gostaria que a outra pessoa fizesse ou não aquilo com você.

E vai ser fácil encontrar a resposta certa. Tenho certeza.

Com carinho

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