JOGUE O SEU “JONAS” NO MAR

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Jonas foi um profeta bem diferente. Deus lhe pediu que ele pregar em Nínive, capital da Assíria, para que o povo local se arrependesse dos seus pecados. Mas Jonas não gostou da missão que recebeu e pegou um navio que ia na direção oposta a Nínive, porque não queria obedecer ao chamado que recebeu (Jonas capítulo 1, versículo 2).

Jonas se esqueceu que não há como fugir de Deus e foi forçado a obedecer. E é muito interessante a forma como Deus fez Jonas se curvar: mandou uma terrível tempestade que colocou o navio onde Jonas viajava sob grande risco.

Os marinheiros jogaram no mar toda a carga do navio, para diminuir seu peso e melhorar as condições de flutuabilidade. Mas nada adiantou e o naufrágio parecia certo. Foi aí que, de alguma forma, os marinheiros perceberam haver uma força sobrenatural agindo e concluíram ser preciso fazer algo mais. 

Jonas, percebendo que era a causa de toda aquela dificuldade, identificou-se aos marinheiros e pediu para ser jogado ao mar. E assim foi feito e a tempestade imediatamente cessou (Jonas capítulo 1, versículos 7 a 15).

Jonas acabou engolido por um grande peixe e mais adiante foi pregar em Nínive, cumprindo o chamado de Deus. Mas isso já é outra parte da história, na qual não vou entrar hoje.

Penso que toda essa situação traz um ensinamento muito importante para sua vida: você precisa saber quando for preciso jogar seu “jonas” ao mar. Eu me explico. 

Pense na sua vida como um “barco”: à bordo dele estão todas as pessoas que têm importância na sua vida – esposa(a), filhos(as), amigos(as), parentes, chefe, colegas de trabalho, etc. Agora, quando uma das pessoas dentro do seu “barco” é do tipo “jonas”, ficar perto dela pode ser extremamente perigoso. 

Antes de continuar, preciso esclarecer melhor quem é a pessoa tipo “jonas”. É alguém rebelde em relação a Deus – sabe com clareza que Ele ordenou fazer determinada coisa, mas se recusa a obedecer e, por teimosia, faz exatamente o oposto.

Não se trata simplesmente de uma pessoa pecadora, porque todos somos pecadores. Também não é aquele(a) de quem você discorda. Muito menos a pessoa da qual você não gosta ou com quem tem um relacionamento conturbado. Nada disso.

A pessoa tipo “jonas” tem um problema é com Deus e não necessariamente com você. Ela está rebelde à orientação divina – conscientemente não quer fazer aquilo que Deus lhe pediu. Decidiu que é melhor fazer exatamente o contrário. 

A pessoa tipo “jonas” é um perigo enorme para o “barco” da sua vida, pois quando Deus vier a pesar sua mão sobre ela, esse “barco” pode vir a ter problemas sérios e levar todos(as) para o “fundo”. 

A Bíblia ensina que Deus é paciente e demora a se irar. Assim, uma pessoa do tipo “jonas” pode viver um bom tempo sem que nada aconteça. Mas, vai chegar o momento em Deus vai dizer “basta” e aí é melhor você não estar perto do “jonas”. 

Você poderia alegar – eu mesmo já pensei assim – que os marinheiros nada tinham a ver com os atos do profeta e foi injusto o que aconteceu com eles. Da mesma forma, você poderia alegar que se houver um “jonas” no “barco” da sua vida não é justo que você sofra as consequências da rebeldia dessa pessoa.

A resposta para essa argumentação é simples: você sempre pode escolher sair de perto e jogar seu “jonas” ao mar, salvando o “barco” da sua vida. Os marinheiros tiveram essa oportunidade e você também terá, pois Deus é justo. 

Agora, afastar-se de uma pessoa importante na sua vida pode ser muito difícil de fazer, especialmente se ela nada tiver feito diretamente contra você e sei disso por experiência própria. Afinal, como o problema não é especificamente com você parece ser uma injustiça se afastar dessa pessoa.

Mas precisa ser feito – é como uma cirurgia dolorosa que tem de acontecer. Pode ser que você não queira, mas se há uma doença que exige isso, precisa se operar. 

É importante, na medida do possível, você dizer para a pessoa tipo “jonas” porque você está se afastando dela. E contar-lhe que, caso ela resolva sua questão com Deus (arrepender-se, pedir perdão e curvar-se à vontade d´Ele), o problema estará resolvido. 

Sei muito bem e por experiência própria, que jogar seu “jonas” ao mar não é tarefa fácil, especialmente quando você gosta da pessoa em causa. Mas é uma tarefa que precisa ser feita.

Com carinho 

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