NÃO HÁ LANCHE GRÁTIS

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Dois domingos atrás, a pastora da igreja que frequento, durante seu sermão, deu comovente depoimento da sua experiência pessoal como mãe de “primeira viagem”.

Falou de depressão pós-parto, das dificuldades com o aleitamento materno, do desafio de conseguir se posicionar no novo papel (de “mãe”), etc.

Ficou claro, a partir desse depoimento, que passar a ser mãe não é uma experiência em que tudo passa a ser “cor de rosa”. Há sim dificuldades. Há sim um “preço” a pagar por quem se torna mãe.

É claro que esse é um “preço” vale a pena pagar: no mesmo depoimento, a pastora falou que esquece todas as dificuldades toda vez que vê um sorriso da filha – seu coração literalmente “derrete”.

E assim é com todas as coisas. Nada que vale a pena conquistar sai de graça. Para cada coisa há um “preço” a pagar.

Por exemplo, se você quer um bom emprego, vai precisar se preparar – fazer um bom curso e estudar bastante. E depois trabalhar longas horas e enfrentar desafios profissionais de toda a espécie.

Se você quer construir um bom casamento, o preço a pagar será, primeiro de tudo, sua fidelidade – você não poderá se ligar amorosamente a ninguém mais. E vai ser preciso também dar carinho para o(a) esposo(a), cuidar nas doenças, dividir os bens materiais, etc. Um bom casamento é uma coisa maravilhosa, mas há um preço – uma relação desse tipo não sai de graça.

E a mesma coisa acontece com a vida cristã: uma relação verdadeira com Deus também não sai de graça. E o preço a pagar não é aquele que muitos pastores defensores da teologia da prosperidade apregoam por aí, quando pedem contribuições em dinheiro, prometendo bençãos de Deus em troca.

Nada disso – tentar trocar contribuições em dinheiro por bençãos é uma terrível distorção da verdadeira doutrina cristã. Não é o nosso dinheiro ou bens materiais  que Deus deseja. O que Deus deseja de fato de nós está explicado em Provérbios 23, versículo 26:

Meu filho, dê-me o seu coração e mantenha os seus olhos em meus caminhos…

O preço de ser cristão(ã), portanto, envolve duas coisas. Primeiro, dar para Jesus o próprio coração, o que significa confiar (ter fé) absoluta n´Ele. Manter a certeza que Ele é o caminho, a Verdade e a Fonte de Vida Eterna.

A segunda coisa é andar nos caminhos que Jesus estabeleceu. Em outras palavras, fazer aquilo que Ele nos pediu para fazer. E o que Jesus nos pediu pode ser resumido em “amar a Deus sobre todas as coisas” e “amar o próximo como a pessoa ama a si mesma”. 

Esses dois mandamentos, conforme o que jesus mesmo disse, resumem de forma completa tudo aquilo que está ensinado na Bíblia.

Com carinho

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