O “AMIGO DA ONÇA”

0
29785

Muitos anos atrás, havia no Brasil uma revista famosa chamada “O Cruzeiro”. Em toda edição dela era publicado um cartoon com um personagem chamado “O amigo da onça”, criação do desenhista Péricles – a charge que ilustra essa postagem é desse personagem.

“O amigo da onça” representa a pessoa que parece ser amiga mas não é. Só coloca os outros em “barco furado”. É uma influência negativa.

O conhecido ditado “dize-me com quem andas e te direi quem és…” trata exatamente da questão. Aponta para o poder da influência negativa, especialmente sobre os(as) jovens.

E esse é um fenômeno social bem conhecido. Um estudo recente (citado no “O Estado de São Paulo”, coluna do Jairo Bouer, edição de 01/01/2017) revelou que essa influência é maior ainda do que se pensava antes.

Segundo essa pesquisa, a violência se espalha como uma doença entre as pessoas mais jovens. Um adolescente tem 180% a mais de chance de agredir uma outra pessoa se tem um amigo que já cometeu a mesma infração.

E o efeito da influência negativa é tão poderosos que se o amigo de um amigo já cometeu esse tipo de infração, as chances do(a) jovem fazer o mesmo ainda são significativamente maiores. Em outras palavras, a influência negativa não vem só de amigos(as), mas também de simples conhecidos(as). 

O estudo mostrou ainda que a violência pode se espalhar de forma epidêmica dentro de uma comunidade, “viajando” através dos contatos nas redes sociais. 

O que a Bíblia fala sobre isso? Essencialmente a mesma coisa. Veja o que Paulo disse em 1 Coríntios, capítulo 15, versículo 33:

Não se deixem enganar: as más companhias corrompem os bons costumes.

Trata- se do reconhecimento que os hábitos da pessoa são formados por meio da convivência social. Pela observação e eventual repetição de determinados comportamentos dos outros. E essa influência é particularmente sensível durante a infância e a adolescência. 

O mesmo apóstolo Paulo, em Romanos capítulo 12, versículo 2, deu um conselho preciso sobre o que pode ser feito para combater essa problema:  

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. 

Paulo reconhece que os padrões do mundo onde vivemos não são os melhores – e isso é fácil de perceber, bastando ligar a televisão. E só conseguires resistir através da renovação das nossas mentes. Em outras palavras, concentrando-nos em ideias e influências positivas, que substituam as influências negativas. Mas como fazer isso na prática?

Alguns conselhos simples podem ser úteis. E o primeiro deles é: Seja realista e reconheça o perigo representado pelos “amigos da onça”.

Não pense que você está isento de influências negativas. Não aposte que, quando chegar a hora, vai resistir à conversa do “amigo da onça”.

Reconhecer o problema é o primeiro passo para conseguir resolvê-lo.

O segundo conselho é: Afaste-se das más influências. Siga o que está dito em Provérbios 4, versículos 14 e 15:

Não entres na vereda dos perversos, nem sigas pelo caminho dos maus. Evita-o, não passes por ele. Desvia-te dele e passa distante.

Por exemplo, se você sabe que determinado lugar é frequentado por um pessoal de mau comportamento, não vá lá. Se há uma pessoa que lhe cause problema, se afaste dela nas redes sociais. É sempre muito mais fácil resistir à distância. 

O terceiro conselho é: Examine sua vida e veja se nela há alguma “raiz de pecado”. Pecados arraigados são portas de entrada fácil para más influências. É por aí que o ataque negativo virá e não por onde você estiver forte.

Finalmente, um último conselho: Invista nas relações boas. Junte-se a pessoas que possam contribuir positivamente para sua vida. Exponha-se às influências positivas. 

Com carinho

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here