VOCÊ GOSTA DE FILME COM FINAL FELIZ?

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Nós vivemos num momento da história em que as obras de arte que enfatizam a felicidade humana costumam ser consideradas de qualidade inferior pelos(as) críticos(as).

Por exemplo, um filme com final feliz – daqueles em que o mocinho casa com a mocinha e são felizes para sempre – é considerado açucarado e que não reflete a realidade da vida. Filmes assim raramente ganham prêmios como o Oscar. Só filmes “realistas”, que enfatizam as dificuldades e a miséria da vida humana costumam ser premiados.

Tanto é assim, que o famoso diretor Steven Spielberg, de “Tubarão” e “ET”, somente ganhou o Oscar quando dirigiu “A lista de Schindler”, drama passado durante a II Guerra Mundial, filme é lindo, mas triste, muito triste. 

Por outro lado, as pessoas gostam mesmo é de filmes, peças de teatro, livros e novelas com final feliz. E eu me incluo entre elas. Estão aí os desenhos animados da Disney para comprovar o que acabei de dizer. Como também filmes românticos famosos, como “Uma linda Mulher”, “Sinfonia de Amor” ou a série “Eclipse”. 

Como explicar a diferença de visão entre os(as) críticos(as) e o gosto das multidões? É simples de entender: os(as) críticos(as) de arte costumam analisar  se o conteúdo da obra reflete a realidade da vida que é cheia de sofrimento, problemas e injustiças. Assim, uma obra de arte que mostre a vida de forma “cor de rosa” é considerada não verdadeira. É culpada de “iludir” as pessoas.

Já o grande público está preocupado com coisa bem diferente: as pessoas querem mesmo é experimentar emoções boas. Precisam preencher as expectativas positivas delas. As pessoas querem acreditar ser possível escapar da morte e viver para sempre, ter comunhão plena com quem amam, encontrar o amor perfeito, ver a vitória do bem sobre o mal, e assim por diante. 

É exatamente por tratar desses tema de forma positiva que contos de fadas e fábulas são tão queridos e emocionam as pessoas geração após geração. As pessoas ficam realizadas quando a Cinderela escapa da madrasta má e se casa com o príncipe, a Branca de Neve é despertada do sono causado pelo veneno da maçã por um beijo de amor e o peixinho Nemo é encontrado pelo seu pai. E ficam tristes e revoltadas quando os caçadores matam a mãe do Bambi.

É interessante perceber que o Evangelho de Jesus adota uma linha intermediária entre esses dois pontos de vista. Por um lado, retrata com realismo a condição humana – nunca usa “óculos de lentes cor de rosa”. Reconhece a existência do mal e o poder do pecado. Aponta para a dificuldade das pessoas de fazerem escolhas certas. Como também prega a necessidade de redenção do ser humano.

Mas o Evangelho difere em muito das obras de arte realistas que tanto agradam os(as) críticos(as) porque se aproxima do gosto do grande público, já que nele é possível encontrar esperança de uma vida melhor. Sem problemas. 

E o Evangelho começa a fazer isso explicando as razões pela qual os seres humanos têm dificuldades na vida: seus problemas são essencialmente fruto das suas próprias escolhas erradas e do seu afastamento de Deus. E aí nasce o entendimento da realidade que nos cerca.

Depois, lembrando que os seres humanos foram criados para viver para sempre, junto a Deus. Esse é o objetivo de toda a criação. Portanto, não há nada tão errado assim com os seres humanos que não possa ser consertado por Deus. E aí nasce a esperança.

Terceiro, indicando que esse processo de redenção da humanidade já começou, cerca de dois mil anos atrás, quando Jesus veio ao mundo, viveu aqui e morreu na cruz, abrindo caminho para a reconciliação dos seres humanos com Deus. E aí a esperança se torna confiança (fé).

Em outras palavras, para quem aceitar Jesus no seu coração, há certeza de um final feliz, melhor do que o de qualquer filme romântico. E é possível ter certeza disso.

Com carinho 

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