O TESTEMUNHO DO TÚMULO VAZIO

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Volta e meia encontro pessoas que dizem duvidar da ressurreição de Jesus, crença básica da fé cristã. Há até quem duvide que Jesus existiu mesmo, mas isso é menos comum de encontrar, já que há quase um consenso entre os(as) historiadores(as), mesmo os(as) não cristãos(ãs), que existiu de fato um homem chamado “Jesus de Nazaré”, crucificado pelos romanos por volta do ano 30 da nossa era.

Mas a crença na ressurreição, vai mais além. Requer aceitar uma ação sobrenatural e nem todo mundo está disposto a acreditar nisso.

Agora, quando você encontrar alguém com esse tipo de pensamento, o que você, cristão(ã), pode responder? E não vai adiantar abrir a Bíblia e ler a descrição dos fatos contida ali. Afinal, para quem não acredita em nada disso, a Bíblia não é a Palavra de Deus e, portanto, não serve de prova. 

Há muito que pode ser dito mesmo para quem não acredita na ressurreição como fato real. E vamos partir do princípio que os Evangelhos – Mateus, Marcos, Lucas e João – são simples relatos históricos escritos por cristãos, refletindo, portanto, seu ponto de vista.

Assim, encontramos um ponto de partida para a conversa, com o qual todo mundo pode concordar, acredite ou não em Jesus.

Agora, há uma coisa que não pode ser negada, com base nos relatos existentes: houve um túmulo vazio. Ou seja, Jesus foi crucificado e colocado num túmulo que misteriosamente apareceu vazio dias depois.

E a esmagadora maioria dos historiadores concorda com isso, pois se não tivesse havido um túmulo vazio, como teria sido possível a fé cristã se desenvolver? Bastaria para os opositores do cristianismo – os líderes judeus ou os romanos – mostrarem o túmulo e dentro dele o corpo de Jesus, apodrecendo. E assim teriam matado a fé cristã na sua origem.

É por isso que quase todos os historiadores concordem que houve sim um túmulo vazio. Aconteceu algo que precisa ser explicado. A questão que permanece, portanto, é encontrar uma explicação que se harmonize com os fatos conhecidos. Vamos explorar as diferentes possibilidades que permanecem.

A primeira delas é tudo não ter passado de uma farsa montadas pelos discípulos de Jesus – eles teriam roubado e escondido o corpo. Aliás, essa possibilidade está registrada na própria Bíblia (Mateus capítulo 28, versículos 11 a 13), indicando que se trata de alternativa levantada já naquela época.

A forma de rebater a hipótese da farsa é simples: basta apontar para o comportamento posterior dos próprios(as) discípulos(as de Jesus. Se isso tivesse acontecido, os(as) seguidores(as) de Jesus saberiam, como então explicar que se dispusessem a morrer, nas perseguições que se seguiram, para defender uma crença – a ressurreição de Jesus – que sabiam ser mentira? Não faz qualquer sentido.

Sabemos que as pessoas podem morrer por algo em que acreditam, mesmo quando sua crença não é verdadeira. Em outras palavras, elas podem morrer enganadas e muita gente já passou por isso. Mas não conheço caso algum de alguém, no exercício normal das suas faculdades mentais, tenha escolhido morrer para defender uma mentira. Decidido se sacrificar para tornar uma farsa viável.

Os registros históricos indicam que muitos (as) cristãos(ãs) – quase todos os apóstolos originais,  Paulo, Estevão, Tiago (irmão de Jesus) e tantas outras pessoas – morreram crucificados(as), queimados(as), apedrejados(as), lançados(as) às feras, mas se mantiveram firmes na sua crença. E isso nunca teria acontecido, com tanta gente, se tudo não tivesse passado de uma grande farsa montada por eles mesmos. É impossível.

Se não foram os próprios discípulos, os líderes judeus, ou os romanos, quem tirou o corpo de Jesus da cruz? Teria sido o corpo roubado por ladrões ou desavisados? Ora, não havia o que roubar, no caso de Jesus, pois todo mundo sabia que Ele tinha sido homem pobre. Além disso, o relato bíblico fala que o governador romano colocou guardas na entrada do túmulo (Mateus capítulo 27, versículos 62 a 66). Portanto, essa hipótese também não se sustenta. 

Há ainda outra alternativa possível: Jesus saiu sozinho do túmulo. De acordo com essa ideia, Ele não estaria morto de fato, quando foi enterrado, e acordou, digamos assim, de um estado catatônico. E saiu do túmulo por conta própria.

Essa hipótese esbarra em enormes dificuldades. Em primeiro lugar, vale também aqui o raciocínio que fiz em relação à hipótese da farsa: Os seguidores de Jesus saberiam que Ele não ressuscitou e mesmo assim teriam escolhido dar sua vida para manter essa crença. Não faz qualquer sentido.

Depois, imaginar que Jesus teria podido sobreviver às terríveis torturas pelas quais passou é muito difícil de aceitar. Não haveria como uma pessoa conseguir sobreviver a tudo isso. E não podemos esquecer que um dos soldados romanos enfiou uma lança entre as costelas de Jesus para verificar se Ele tinha mesmo morrido (João capítulo 19, versículo 33), como era costume naquela época.

E mesmo que Ele tivesse de alguma forma sobrevivido a tudo isso, não podemos esquecer que foi deixado sem qualquer alimento ou água, numa caverna escura, com uma pedra tapando a entrada.

Como superar mais esse desafio? Como Jesus teria tido forças, depois de tudo pelo que passou, para mover sozinho a pedra e sair pelo mundo, como se nada tivesse acontecido? Não faz qualquer sentido.

Resumindo, se os romanos e nem os líderes judeus tiraram o corpo de Jesus do túmulo, se não foi uma farsa montada pelos próprios discípulos, muito menos a ação de terceiros, como também não foi possível para Ele sair da tumba por conta própria, como o túmulo acabou vazio?  

Quando alguém disser que não acredita na ressurreição de Jesus, explique essas coisas para essa pessoa e peça para ela explicar, de forma racional, o que aconteceu naquele domingo bem cedo.

Os(as) cristãos(ãs) explicam isso através da ação de Deus, que ressuscitou Jesus e essa parece mesmo ser a única alternativa ainda de pé, por mais surpreendente que seja.

Quem não acredita em Jesus tem todo direito de pensar assim, mas isso não elimina a necessidade dessa pessoa encontrar uma explicação para o túmulo vazio. Uma explicação que se harmonize com os fatos relatados e com o comportamento posterior dos(as) discípulos(as) de Jesus. 

Caso não queria responder essa pergunta, ficará fácil de perceber que a pessoa não acredita porque não quer fazer isso. Em outras palavras, ela segue outra religião, o que tem direito de fazer, mas não pode mais se esconder atrás de justificativas históricas e racionais. Simples assim.

Com carinho 

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