A BENÇÃO ESQUECIDA

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Há uma importante promessa feita pelo próprio Jesus que é esquecida por boa parte dos(as) cristãos(ãs) – acredito que muitos(as) nem mesmo sabem que ela existe.

Essa promessa foi feita no contexto de uma troca de mensagens entre Jesus e João Batista – esse último foi um profeta de enorme importância pois veio ao mundo com a missão de preparar o caminho para a chegada do próprio Jesus.

Mas estando preso, aguardando sua execução (foi decapitado), João Batista duvidou que Jesus fosse mesmo o Messias – e é perfeitamente compreensível que tivesse fraquejado naquela situação terrível. João então mandou alguns emissários perguntarem a Jesus se Ele era mesmo o Messias tão esperado. E Jesus respondeu afirmativamente, citando seu ministério de cura e libertação como testemunho da sua missão (Mateus capítulo 11, versículos 2 a 5).

Agora, no final da sua resposta, Jesus disse algo surpreendente (versículo 6): “E bem-aventurado é aquele que não encontra em mim pedra de tropeço” – outras traduções dizem ”abençoado aquele que não é escandalizado por mim.”

Em outras palavras, prometeu uma benção para quem não vir n´Ele uma pedra de tropeço e também não se sentir escandalizado pelo seu Evangelho. E qual foi a benção prometida aqui?

A resposta está no mesmo texto, um pouco à frente (João capítulo 12, versículos 44 a 50). E acredito nenhuma promessa feita por Jesus é mais importante: Ele prometeu servir de advogado de defesa, diante de Deus, para quem cumprir essas condições, por ocasião do julgamento final.

Vou repetir: aquele(a) que não se sentir ofendido(a) pelo Evangelho e nem vier a atrapalhar sua difusão (“servir de pedra de tropeço”), contará com Jesus como seu advogado, o que certamente lhe abrirá as portas para a vida eterna. 

Mas ainda falta esclarecer o que seja “não se escandalizar” com o Evangelho e “não servir de pedra de tropeço” para sua difusão. A primeira condição significa não se deixar envergonhar com a declaração que Jesus é o Salvador da humanidade e muito menos sentir-se incomodado(a) em falar sobre isso. 

Ora, essa condição é equivalente ao mandamento que Jesus deu pedindo que todo(a) cristão(ã) anunciasse o Evangelho (Mateus capítulo 28, versículos 18 a 20). Infelizmente, há cristãos(ãs) que se sentem constrangidos(as) em fazer isso, pois não querem ser vistos(as) como carolas, quadrados(as), chatos(as), intransigentes, etc. 

Bem lá no fundo, essas pessoas se envergonham do Evangelho – essa é a verdade. Calam-se por conveniência. O pior é que normalmente não assumem o que fazem, escondendo-se atrás de desculpas esfarrapadas, como “não ter encontrado o momento adequado para falar” ou “não saber o que dizer”. Para quem age assim, o momento adequado nunca chega e nunca há tempo suficiente para aprender o que se deve dizer.

Há também quem deixe de seguir o caminho certo por achar que o Evangelho exige demais. A pessoa sabe que para seguir Jesus vai ter que mudar de vida – deixar hábitos e práticas de comportamento erradas. Vai ter que aprender a perdoar. Passar a olhar o próximo de forma amorosa. E assim por diante. E isso não é fácil.

Certa vez, conversei com um amigo que se dizia ateu e tentei lhe mostrar a importância do Evangelho. Depois de longa conversa, ele me disse que eu quase o tinha convencido mas que tinha muito tempo para pensar, para decidir mudar de vida. Essa conversa faz mais de 30 anos e o meu amigo ainda não se decidiu.

Recusar-se a mudar a própria vida é mais um exemplo de como a pessoa pode se escandalizar com o Evangelho. E há muitos outras possibilidades que poderia citar, mas acho que já deu para você entender do que Jesus estava falando.

A segunda condição para se apossar da promessa de Jesus é não servir de “pedra de tropeço” – trata-se de não atrapalhar a difusão do Evangelho. E há várias formas de alguém atrapalhar. Uma delas talvez surpreenda você: trata-se de não ter compromisso com a obra, isto é assumir responsabilidades de fazer coisas para ela e não cumprir com o prometido, deixando uma lacuna.  

Outra forma de se tornar “pedra de tropeço” é “adocicar” a mensagem do Evangelho para torná-la mais palatável para as pessoas. A verdade é que essa mensagem incomoda, e muito. O próprio Jesus advertiu seus discípulos para essa questão. 

É por isso que hoje em dia muitos pastores(as) pregam um Evangelho politicamente correto, que é parece mais conveniente – exemplos disso são nunca falar sobre pecado e defender que Jesus é “bonzinho” e por isso não irá mandar ninguém para o inferno (todos serão salvos).

Ora, quem faz isso está tropeçando – modificando o Evangelho -, erro muito sério. E fazendo as outras pessoas tropeçarem junto por deixarem de ensinar o que precisa ser dito. 

Com carinho

1 Comentário


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    Anônimo

    MUITO BEM VINÍCIUS GOSTEI BEM ESPLANADO SEU COMENTÁRIO É ASSIM MESMO MUITOS SÓ QUEREM ESCUTAR PALAVRAS DOCES MAIS A VREDADE Ñ É ASSIM Ñ,A VERDADE É QUE SE Ñ ACEITARMOS JESUS COMO O NOSSO SALVADOR E FIZERMOS A SUA VONTADE, O SEU IDE AMAR-MOS UNS AOS OUTROS ASSIM COMO ELE NOS AMOU E QUE SE Ñ ACEITARMOS IREMOS PRO INFERNO MESMO, QUE Ñ FOI FEITO PARA NÓS ,MAS VAMOS PARA LÁ DE DESOBIDIENTES E MALOVIDOS QUE NÓS SOMOS…PAZ DO SENHOR.

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