VOCÊ DEVE DEIXAR DEUS CONTROLAR SUA VIDA?

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A resposta para a pergunta que dá título a este post, por incrível que pareça, é DEPENDE do que se quer dizer. Eu me explico.


Começo por lembrar que a formulação dessa pergunta, usando a palavra “deixar”, subentende a ideia que podemos delegar o controle das nossas vidas para alguém (no caso, Deus). Ora, não podemos delegar algo que não temos. 

Nossas vidas dependem em boa parte das nossas próprias decisões, da nossa vontade, mas também das decisões de outras pessoas – daqueles(as) que amamos, de nossos chefes, dos dirigentes do nosso país e até das pessoas com quem cruzamos nas ruas. Isso sem contar as coisas que podem nos acontecer e não dependem da vontade de ninguém, como é o caso das doenças.

A discussão se devemos ou não passar o controle das nossas vidas para Deus envolve, na verdade, uma grande dose de orgulho e auto-suficiência típica dos seres humanos. Em outras palavras: a pergunta que intitula este post não faz sentido, pois não podemos ceder um controle que nunca tivemos. Simples assim.

O segundo aspecto relevante é entender que Deus não está interessado em segurar o “controle remoto” das nossas vidas, mesmo que tal coisa existisse. Deus não quer nos dizer o que fazer a cada passo pois isso seria nos infantilizar. E a maior prova disso é que nos deu o direito de escolher (o livre arbítrio). Se Ele quisesse nos controlar completamente, bastava não ter feito isso.

Na parábola dos talentos (Mateus capítulo 25, versículos 14 a 30), Jesus contou que o rei (Deus) deu moedas de ouro (talentos) para três servos (pessoas como nós) e ordenou que administrassem bem o que receberam enquanto Ele ia se ausentar.

Dois dos servos decidiram correr algum risco e investiram o dinheiro para receber rendimentos, enquanto o último, não querendo correr riscos, enterrou a moeda para preservá-la. Quando o rei voltou, cobrou resultados. Os dois servos que investiram mostraram os lucros auferidos, enquanto aquele que enterrou seu talento nada teve para apresentar. E foi, por conta disso, repreendido pelo rei (Deus), que lhe tirou a moeda sob sua guarda e passou-a para o servo que tinha conseguido o melhor resultado.

O fato é que Deus nos dá habilidades e dons (representados pelas moedas) para que os coloquemos em uso. E receber talentos e deixá-los ociosos é pecar por omissão. 

O rei não deu instruções detalhadas para os servos sobre como agir. Apenas lhes entregou as moedas e disse-lhes para administrar bem o dinheiro. Isso porque entendia que os servos tinham suficiente discernimento para fazer as escolhas corretas. E, se não fosse assim, como eles poderiam ter sido responsabilizados pelos resultados que conseguiram? 

O que Deus espera de nós, isso sim, é obediência aos mandamentos d´Ele. E, depois, que usemos as habilidades e dons que nos foram dados para obedecê-lo. E quando nos comportamos assim, aí é possível dizer que Deus está no controle. Não diretamente, mas sim através da obediência que demonstramos. Só isso.

Com carinho      

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