A FÉ QUE “GRUDA”

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 Ditado cristão                                                       “Deus não tem netos. Somente filhos

Esse ditado é ouvido com frequência nas igrejas cristãs. Chama atenção para o fato que ninguém adquire garantias junto a Deus por ser filho(a) de cristãos leais. Afinal, a salvação é individual e cada um(a) precisa construiu seu relacionamento pessoal com Deus. Alerta para o fato que os pais precisam se preocupar com o que vai acontecer na vida espiritual dos(as) filhos(as).

Agora, existe uma percepção generalizada que os(as) jovens criados(as) na igreja têm caminho espiritual mais fácil. Têm maiores chances de construir uma boa relação com Deus. Mas será isso verdade? O que os pais podem fazer de fato para desenvolver nos(as) filhos(as) uma fé que “gruda”?

Uma pesquisa feita pelos cientistas sociais Clara Power e Chap Clark, incluída no livro “Sticky Faith” (literalmente “Fé que gruda”) responde exatamente essas perguntas. O estudo foi desenvolvido no Seminário Fuller, nos Estados Unidos, junto a adultos jovens, alguns anos atrás. Os pesquisadores buscaram analisar qual a melhor estratégia para levar os jovens até Jesus e para mantê-los nesse caminho. 

As conclusões obtidas foram muito interessantes. Comprovaram na prática que existe sim uma relação direta entre as práticas religiosas dos pais e a fé futura dos seus filhos. Vejamos alguns detalhes importantes:

  • Crianças e adolescentes cujos pais são cristãos verdadeiros têm probabilidade três a cinco vezes maior de também seguirem o cristianismo quando adultos. 
  • Essa probabilidade aumenta ainda mais se os pais fizerem devocionais no lar  junto com a família. 
  • Pais que são muito defensivos e fechados no tratamento das dúvidas que seus filhos(as) venham eventualmente levantar sobre a doutrina cristã, atrapalham o desenvolvimento espiritual deles(as) e podem até afastá-los(as) da fé cristã. A discussão franca das dúvidas cria nos(as) jovens uma fé mais sólida e capaz de enfrentar as dificuldades da vida. 
  • A maioria dos jovens que não mais se considera cristão(ã), embora criados(as) nessa fé, admite levar seus próprios filhos para participar de atividades nas igrejas, inclusive da Escola Bíblica, comprovando que a boa semente não morre – a Bíblia diz que a “palavra nunca volta vazia” (Isaías capítulo 55, versículo 11).

Esse estudo comprova que é possível sim ter uma fé que realmente “grude” nos(as) filhos(as). E forneceu conselhos interessantes para orientar os pais a como fazer isso. Tudo isso, acredito eu, deve ser motivo de incentivo para as pessoas que lutam continuamente para levarem seus filhos(as) à igreja, enfrentando todo tipo de dificuldade, tais como Escolas Bíblicas pouco efetivas, pressões contrárias da sociedade, concorrência de atividades de lazer mais atrativas, etc.  


Também apontam para a responsabilidade que os pais têm em relação à futura vida espiritual dos(as) filhos(as). É claro que a escolha desses(as) filhos(as) sempre será individual, mas os pais que investem na tarefa de encaminhar bem seus(suas) filhos(as) têm chance muito maior de obter sucesso. Afinal, a fé cristã realmente “gruda”. E Graças a Deus por isso.

Com carinho 

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