EVITANDO A DISCRIMINAÇÃO

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O hábito de discriminar – por raça, gênero, condição social, etc – é difícil de identificar e controlar. Bem mais do que parece à primeira vista. Muitas vezes a pessoa pensa estar fazendo tudo certo, agindo como cristã, e ainda assim, sem nem perceber, contribui para perpetuar a discriminação.

Por exemplo, há palavras e brincadeiras que parecem inocentes e inofensivas mas que discriminam. Vejamos alguns exemplos;

  • O verbo “judiar” tem sua origem na palavra “judeu”. Ela nasceu do conceito que os judeus (como povo) maltrataram Jesus – na verdade foram as autoridades judaicas que fizeram isso. Por causa disso, os judeus sempre foram injustamente discriminados e sofreram muito ao longo da história. O verbo “judiar” é parte do processo de associar os judeus a coisas ruins.
  • A “loura burra” representa a mulher fútil, que somente pensa na sua aparência e diz as maiores besteiras. É claro que há mulheres assim, mas também há homens que se comportam igual. Por que não existe então o “louro burro”? Simples, por puro machismo. 
  • A frase “quando preto não faz besteira na entrada faz na saída…” parece ser uma brincadeira inocente mas é fruto da discriminação racial.
  • Já ouvi pessoas da classe média dizerem que “os miseráveis são assim porque querem” ou que “são pobres mas são felizes“. Ora, ninguém gosta de ser miserável e quase sempre os miseráveis nem têm culpa de sua condição. Tal tipo de pensamento é discriminação social, pura e simples.
  • A expressão “boa aparência” em alguns anúncios de oferta de emprego costuma ser equivalente a “de cor branca“, sendo uma expressão racista.  

Sem perceber as pessoas vão reproduzindo diariamente os comportamentos discriminatórios. E como esse problema não é percebido, ele não é corrigido. 

A discriminação também está presente nas comunidades cristãs, embora de forma mais disfarçada. E muitas vezes a Bíblia é usada para justificar tal tipo de comportamento – o exemplo histórico é a defesa da escravidão. Mas ainda hoje, em muitas igrejas, mulheres são impedidas de serem sacerdotes (pastores ou padres) e nunca ocupam os postos de maior importância. É reservado às pessoas de condição socioeconômica mais baixa as tarefas mais simples – como servir mesas, limpar ou carregar objetos pesados. Já vi isso acontecer muitas vezes.  


O ensinamento de Jesus é muito claro: ninguém deve ser discriminado por raça, gênero, condição social ou mesmo por ser pecador(a). E Ele sempre deu exemplo de comportamento inclusivo:

  • Salvou a mulher adúltera da morte certa por apedrejamento – ela não adulterou sozinha, é claro, mas o adúltero nunca correu qualquer risco, pois o ônus desse tipo de ato quase sempre caía apenas sobre a mulher.
  • Curou leprosos, pessoas tão discriminadas que eram condenados a viver isolados da sociedade. 
  • Interagiu com prostitutas e coletores de impostos, pessoas consideradas pecadoras e, portanto, impuras, a quem todos deviam evitar.
  • Lidou normalmente com os gentios (não judeus), o que contrariava as regras sociais da época. 

Jesus veio para todos, rigorosamente todos. E seus atos provaram isso. E somos desafiados a agir exatamente assim. Portanto, não podemos conviver ou apoiar atitudes de discriminação de qualquer espécie. Não cair na armadilha de achar que tudo está normal quando alguma discriminação estiver acontecendo. 


Com carinho

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