O CRISTÃO E O MOMENTO ELEITORAL

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Estamos próximos das eleições gerais e tenho recebido algumas perguntas sobre como os cristãos devem se comportar frente a esse evento. Aí vão quatro reflexões que espero sejam úteis para você: 

Participar sempre  

Há um desencanto e um cansaço natural quanto ao processo eleitoral: os candidatos prometem e não cumprem, a corrupção campeia e assim por diante. E, por causa disso, ouço com frequência as pessoas dizerem que não vão votar ou anularão seus votos. 

Eu não concordo com essa posição. Primeiro, porque o ato de votar, para mim, sempre terá muita importância. Fiquei até os 38 anos sem poder votar para Presidente, por causa da ditadura no nosso país, e sinto que fui roubado por quase 20 anos de um direito que era meu. Agora, que recebi de volta esse direito, é importante exercê-lo, sempre. 

Depois, porque as consequências de se omitir numa eleição podem ser trágicas. Por exemplo, na Venezuela, cerca de 10 anos atrás, a oposição decidiu boicotar as eleições parlamentares em protesto contra o governo de Hugo Chávez. E somente foram eleitos parlamentares favoráveis a ele e, com base na enorme força conseguida, aquele homem mudou a Constituição do país, pintou e bordou. E a sociedade venezuelana vem pagando um preço altíssimo por causa desse enorme erro político.

Jesus nos disse para ser “luz do mundo” e a luz precisa estar aparente – não pode se omitir, senão deixa de iluminar.

Avalie sempre as idéias  

Procure conhecer as idéias (plano de governo) dos candidatos – se isso não existir já é um sinal muito ruim.  E verifique se essas ideias estão dentro dos princípios que a Bíblia ensina de como uma sociedade deve ser governada. 

Por exemplo, onde estará a ênfase das ações governamentais? No ser humano? O que será feito para diminuir as injustiças existentes? E assim por diante.

 Evangélico sempre vota em evangélico?

A resposta correta é simples: não, depende de que evangélico se estiver falando. Afinal, dizer-se evangélico não pode ser passaporte para ganhar voto – trata-se simplesmente de uma declaração da fé do candidato(a). 

Temos visto, infelizmente, com muita frequência, testemunhos deprimentes dados pela chamada “bancada evangélica”, que se envolve em negócios escusos, barganha por cargos e assim por diante. Isso cobre de vergonha os evangélicos.

Ser evangélico é um dado relevante, assim como deve ser a história da pessoa, as idéias que ela defende e também com quem está aliada. Esse último fator é fundamental porque, não se iluda, as alianças eleitorais têm “preço” e são pagas dando aos aliados fatias do poder. Se os aliados não são dignos, parte do poder daquele governante será exercido de forma indigna. Simples assim.      

A igreja cristã deve ficar longe do poder

Não aceite que as lideranças da sua igreja tentem usar a membresia como “curral eleitoral”. Trata-se de coisa totalmente contrária à  prática bíblica.   

O papel da igreja cristã é ser um canal para levar os homens a Jesus e para fazer a obra de Deus aqui na terra. O papel dos partidos políticos e dos candidatos é lutar para conseguir obter e manter o poder civil, visando o bem da população (pelo menos assim deveria ser). São objetivos muito diferentes e eles não são compatíveis entre si. Partidos políticos e a igreja cristã não podem se misturar pois são como água e óleo. 

Com carinho

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