TENTANDO ENTENDER DEUS

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Como entender Deus em toda sua majestade e glória? Como explicar esse Ser para aqueles que não acreditam n´Ele? Vou tentar responder a essas perguntas tão importantes.

Comece por fechar seus olhos e pensar em Deus. Como você o imagina? A imagem mais comum que as pessoas têm de Deus é a de um belo senhor, de barbas brancas, com formas majestosas. Mas Deus não é de fato assim – essa é a imagem d´Ele que alguns artistas famosos, como Michelangelo, usaram para representar Deus nas suas pinturas.  


Esses artistas viam Deus como um ser humano e escolheram representá-lo dessa forma. Essa também é a abordagem usada pela própria Bíblia, que fala, por exemplo, sobre os braços, os olhos e as mãos de Deus. É claro que Deus não tem braços ou olhos, mas é um pensamento reconfortante imaginar que podemos nos abrigar nos braços d´Ele.

Essa “humanização” de um ser que não é humano é chamada de antropomorfismo. E esse recurso é muito usado nas artes de uma forma geral – basta ver os desenhos animados onde animais e até vegetais “funcionam” como pessoas. 

Mas o recurso ao antropomorfismo não é uma tentativa verdadeira de entender como Deus e sim de torná-lo mais “parecido” conosco, diminuindo as diferenças.


Aquilo que Deus não é 

É muito comum também as pessoas tentarem descrever Deus falando do que Ele não é ou não faz – não peca, não erra, não tem limites, etc. E conseguimos saber coisas importantes usando essa abordagem. Por exemplo, Deus não está limitado a nenhum lugar, portanto, pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo (onipresença). Deus não pode ser afetado pelo tempo, portanto, Deus é eterno, sempre existiu e sempre existirá. Ainda mais, para Ele não há diferença entre passado, presente e futuro.

Agora, é fácil perceber que essa abordagem não gera o conhecimento que buscamos. Por exemplo, dizer que não sou um homem alto, nem forte e nem gordo não vai contribui muito para você saber como sou de fato. Ajuda, dá uma ideia aproximada, mas não esclarece muito.

As “impressões digitais” de Deus
É comum também tentarmos entender Deus através do que Ele faz. Chamo a isso procurar as “impressões digitais” de Deus na natureza e na vida das pessoas. E isso nos permite tirar algumas conclusões. 


Por exemplo, Deus levou o universo a existir e estabeleceu as leis fundamentais que o governam. Logo, é claro que Deus é incrivelmente poderoso, tem uma inteligência gigantesca e uma criatividade absurda. 

É evidente também que, se criou tudo, Deus tem conhecimento completo sobre a realidade física, incluindo sobre os seres humanos. Assim, Deus sabe o que pensamos e o que fazemos. Nada o surpreende. 

Mas, ainda assim, não estamos falando da essência de Deus e sim das suas capacidades. E, se você disser que sou paciente, articulado e tenho certo nível de inteligência, ainda assim não está falando verdadeiramente de quem sou. 

A Bíblia fala também que Deus é amor. Estará aí sua essência? Será que um sentimento pode ser a essência de um Ser vivo? Parece que não. Na verdade, quando a Bíblia fala dessa forma, está dizendo que Deus se revelou para nós como um Ser essencialmente amoroso. A impressão que passa é que Ele é feito de puro amor. 

Por que é difícil falar de Deus?

Há duas razões para que seja tão difícil falar sobre Deus. A primeira delas é que se trata de um Ser de um tamanho, poder e complexidade que desafia nossa capacidade de entendimento. Para nós, entender como Deus é seria como tentar ensinar a Teoria da Relatividade para uma criança de 4 anos. Impossível.

A segunda razão é que as palavras humanas não foram feitas para descrever Deus. Para explicar bem essa limitação, vou usar o exemplo da música. Ela funciona a partir da melodia, do ritmo e da harmonia. Mas como descrever essas coisas com palavras. A música não pode ser explicada com palavras – no máximo, podemos dizer como nos sentimos ao ouvi-la. 

A música somente pode ser “compreendida” de fato com os “olhos” do coração. Simples assim. Mas nem por isso deixa de ser fundamental na vida das pessoas.

Assim também ocorre com Deus: Ele não pode ser  compreendido adequadamente pelo raciocínio humano e nem descrito pelas palavras de qualquer idioma. Somente podemos entendê-lo verdadeiramente com outros “olhos”, os da fé.

Com carinho 

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