QUEM É BOM DE FATO?

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Certa vez, Jesus estava ensinando e um ouvinte, muito impressionado com sua sabedoria, o chamou de “bom Mestre”. Jesus imediatamente respondeu: “Por que você me chama de bom? Ninguém é bom, a não ser um, que é Deus” (Marcos capítulo 10, versículos 17 e 18).

O que Jesus quis dizer foi mais ou menos o seguinte: “Você pensa que sou bom, pois pareço ser melhor do que as outras pessoas que você conhece, mas o padrão de bondade verdadeiro não sou eu, é Deus”.

Na verdade, o interlocutor de Jesus incorreu num erro que é muito comum: olhou em torno e se sentiu melhor do que muitos outros, pois não roubava, não matava, não traia, etc. E percebeu em Jesus o mesmo tipo de “vantagem” moral. Mas o padrão de bondade, conforme Jesus alertou, não é a pessoa ao lado. É muito mais exigente: o padrão é o próprio Deus. 

Agora, por que o padrão de bondade é Deus? Sabemos que é assim por que Ele próprio revelou (contou) isso. E essa afirmação parece meio estranha – afirmamos que alguém é bom porque ele mesmo nos contou isso. 

Na verdade, se levarmos em conta que Deus é o centro e a fundação de todas as coisas, materiais ou espirituais, essa declaração deixa de parecer estranha. Afinal, se alguém tem credibilidade, esse alguém é Deus. Portanto, podemos aceitar o padrão de bondade que Ele estabeleceu. 

O problema com esse padrão é que ninguém pode ser igual a Deus – comparados a Ele, não somos nada. Simples assim. Foi isso que apóstolo Paulo disse em Romanos capítulo 3, versículo 23: “… pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus“.

Apenas quando temos essa percepção – de que estamos muito aquém do padrão de bondade que nos foi apresentado – e nos sentimos sem mérito diante de Deus, é que Jesus assume sua verdadeira importância em nossas vidas. Pois é aí que percebemos precisar do perdão de Deus e do sacrifício de Jesus na cruz.

Esse é o significado completo do ensinamento de Jesus que abriu este post. 

Com carinho

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