O QUE DIFERENCIA O CRISTIANISMO DAS OUTRAS RELIGIÕES

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Com frequência recebo perguntas sobre as diferenças que existem entre o cristianismo e outras religiões. Essas diferenças não são fáceis de identificar algumas vezes, especialmente quando a outra religião usa, ou alega usar, conceitos teológicos cristãos.

Por exemplo, muitos espíritas se apresentam como cristãos, pois procuram seguir os ensinamentos de Jesus (e fazem constante referencia à Bíblia). Mas, se olharmos mais de perto, isso não é correto e é fácil de mostrar o por quê. O principal aspecto do cristianismo é ter Jesus como Salvador. Ora, o espiritismo não tem esse conceito já que sua teologia aceita a ideia de aperfeiçoamentos sucessivos do espírito, obtidos ao longo de múltiplas vidas (reincarnações), até atinjir um nível de aperfeiçoamento pleno. Assim, Jesus, para os espíritas, é apenas um espírito que atingiu o maior nível de aperfeiçoamento possível, sendo digno de admiração e de ter seus ensinos seguidos, mas não o Salvador. 

Por outro lado, entre os cristãos muitas vezes ocorre uma guerra fraticida, onde aqueles que deveriam ser considerar irmãos acusam-se mutuamente ensinarem doutrinas que não levam o ser humano à salvação. E na maioria das vezes são diferenças doutrinárias – como predestinação, forma de batismo, governo da igreja, etc – que claramente nada tem a ver com a questão da Graça de Deus e a salvação do ser humano. 

O problema aqui é extamente o oposto do que ocorre quando religiões que não seguem o cristianismo se dizem cristãs, mas sem o ser de fato. São denominações verdadeiramente cristãs que se acusam mutuamente de não seguirem a doutrina correta e, portanto, não serem dignas de ser consideradas cristãs. 

Portanto, a questão do que é preciso acreditar para que alguém possa ser caracterizado como criistão – digamos assim, as doutrinas cristãs mínimas – é bem importante. Bem mais do que muitso imaginam.

Às vezes, quando trato desse tema, recebo a resposta que a Bíblia diz que basta acreditar em Jesus como Salvador e confessar isso de público. Isso realmente é fato. Mas, o que não fica claro, nessa declaração, é que para uma pessoa acreditar em Cristo como Salvador, é preciso ter outras crenças que dêem sustentação a essa fé. 

Por exemplo, se existe um Salvador, é porque o ser humano precisa ser salvo de alguma coisa. E essa linha de raciocínio leva à doutrina do pecado humano – sem acreditar que o ser humano tem tendência para o pecado, se deixado por conta própria, não há como aceitar a necessidade de haver um Salvador.

Outra doutrina necessária é o Julgamento Final, quando Deus haverá de avaliar tudo o que cada ser humano fez durante sua vida e alguns irão para junto deles e outros para o inferno. Sem acreditar nisso não haveria porque ser necessária a salvação, pois não haveria qualquer consequência ruim para os pecados cometidos. E assim por diante – uma doutrina leva à outra. O cristianismo, mesmo na sua versão mínima, é um conjunto de doutrinas que se apoiam e, de forma lógica, levam umas às outras. 

E é esse núcleo de doutrinas que constitue a base da nossa crença. Todas elas são necessárias e, em conjunto, culminam por levar a pessoa a entender e aceitar Jesus como Salvador, ponto culminante da fé cristã. 

Se você quiser relembrar em detalhe quais são as doutrinas cristãs mínimas veja esse post

Com carinho   

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