O PODER DA MÍDIA

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Na semana que passou duas noticias chamaram minha atenção, por provarem mais uma vez o poder da mídia e como esse poder está a serviço, não de informar, mas dos objetivos maiores daqueles que detém o controle dessas organizações.

A piada de mau gosto
Uma simples piada de mau gosto custou alguns bilhões de dólares para alguns investidores. Alguém invadiu a conta de Twitter da Associated Press e soltou uma mensagem dizendo que tinha havido um atentado terrorista na Casa Branca e que o Presidente Obama tinha sido ferido.

Essa mensagem provocou a queda da Bolsa de Valores de Nova Iorque durante quase meia hora – bilhões de dólares foram perdidos por alguns investidores que venderam suas ações com pressa, enquanto outros ganharam aquilo que foi perdido, assim que a notícia foi desmentida e a Bolsa voltou a subir.

O que me choca é o poder que um único orgão de mídia, como a Associeted Press, tem de mudar o humor da Bolsa de Valores com algumas poucas palavras – nesse caso, não foram intencionais, mas poderiam ter sido.

O carniceiro 
Você já ouviu falar de Kermit Gosnell? Acredito que não – poucas pessoas sabem quem ele é e o que fez. E isso porque a grande mídia construiu uma barreira de silêncio sobre esse caso, que começou nos Estados Unidos, onde ele mora, e se espalhou pelos outros países, inclusive o Brasil.

Não sei se você sabe que o aborto é permitido em vários estados americanos, desde que a gravidez não tenha passado de um certo número de semanas – basta a mãe ir até uma clínica especializada nesse tipo de atendimento, assinar um papel e o procedimento é feito, de forma legal.

Gosnell é um médico que tocava uma dessas clínicas, mas com uma característica especial – fazia abortos em fetos com muito mais tempo de gestação do que o permitido na lei. Acabou preso e seu julgamento virou um show de horrores.

Não vou entrar aqui em detalhes, mas basta saber que ele abortava crianças que já tinham condições de sobreviver, fora do útero materno, e as matava cortando sua coluna cervical com uma tesoura.

É claro que as alegações de sempre foram feitas – as mães que procuravam esse tipo de ajuda eram pobres, sem condições de cuidar dos filhos, o que poderia justificar a existência desse tipo de “serviço”.

Mas não se falou que naquela clínica foram cometidos assassinatos em série – Gosnell se qualifica como um dos maiores assassinos da história, pelo número de procedimentos que fez, embora somente cinco dentre eles estejam amplamente provados e estejam sendo usados no julgamento.

Porque a mídia, que adora histórias sangrentas, nada falou do julgamento que ainda está em curso? A mídia cristã foi quem pegou o assunto e não deixou a notícia morrer.

A razão para esse silêncio absurdo só pode ser uma: não havia interesse em falar disso. Ocorre que a grande mídia, de forma geral, é a favor do aborto sem grandes restrições, considerado como uma conquista da mulher. E um caso como esse é muito negativo para a defesa dessa causa.

Para esse grande segmento da mídia, um fato que não foi divulgado “não aconteceu”, pois quase ninguém fica sabendo dele. Ou seja, mais um exemplo de uso do poder sem limites que a grande mídia tem.

Não se esqueça, portanto, que as notícias que chegam até você são somente aquelas que a mídia deseja divulgar. Essa é uma realidade triste que não pode ser nunca esquecida.

Com carinho

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