A CRISE EM CHIPRE E A SEGURANÇA HUMANA

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A crise econômica na ilha de Chipre, no Mediterrâneo, não tem chamado muita atenção da opinião pública brasileira, embora tenha sido fartamente noticiada na imprensa internacional.

A economia de Chipre literalmente quebrou, por conta de um sistema financeiro artificialmente inchado e especulação desenfreada, inclusive com lavagem de dinheiro de origem escusa, vindo da Rússia. O buraco nos bancos tornou-se tão grande que eles não mais podem ser resgatados – um deles simplesmente desapareceu e outro está limitando o saque de dinheiro.

De todas as poupanças que as pessoas tinham depositadas nos bancos locais, somente poderão ser sacadas aquelas garantidas (até R$ 250.000). Acima desse valor, vai ser perdido quase tudo. Os ricos especularam e, mais uma vez, é o povo quem vai pagar a conta. Já vimos esse mesmo filme no Brasil em 1990, com o Plano Collor, e na Argentina, em 2001, com o tal “corralito”.

Mas o que quero discutir aqui não é essa injustiça flagrante, que vem causando terrível dor na população de Chipre. Eu quero discutir a questão da segurança humana.

Temos a tendência de achar que estamos seguros quando juntamos uma boa poupança, que fica guardada em banco e/ou quando adquirimos alguma spropriedades, que parecem ter valor certo no mercado.

Mas a situação de Chipre mostra que não há segurança nas coisas materiais – simplesmente não é possível garantir nada a partir delas. Durante a Segunda Guerra Mundial, milhões de pessoas perderam tudo e passaram de uma vida confortável para a miséria, tendo inclusive que emigrar para outros países.

Na chamada Grande Depressão Americana, no final da décado de 30 do século passado, diversos financistas se jogaram pelas janelas dos seus escritórios, depois de perder tudo, na quebra da Bolsa de Valores. Mais recentemente, no final de 2008, houve outra grande crise no mercado financeiro americano, com repercussões em todo o mundo, inclusive no Brasil.

Então, como nos proteger dessas coisas? Em primeiro lugar, e o mais importante de tudo, invista no seu relacionamento com Deus – Jesus nos ensinou a juntar “tesouros” no céu, onde o tempo não destrói as
coisas.

Afinal, não há ninguém em quem você possa confiar mais, pois Ele é fiel e as crises humanas não o afetam. Ele, e somente Ele, pode ser sua rocha de fundação, sobre a qual será possível construir algo
sólido, que não seja destruído quando as tempestades da vida chegarem. Nunca se esqueça disso.

Do ponto de vista material, você pode fazer duas coisas. A primeira é investir naquilo que não poderá ser tirado de você, nunca: seus conhecimentos técnicos, sua cultura, etc.

Depois, invista nas relações humanas – sua família e amigos – pois pessoas formam uma rede de proteção que pode ser muito importante nos momentos de dificuldade.

Fazendo tudo isso, aí sim você poderá dormir tranquilo/a.

Com carinho

1 Comentário


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    Daziele

    Verdade Vinícius… nunca teremos segurança nas coisas aqui da Terra, nossa única certeza é, ou deveria ser, a Vida Eterna ao lado do Senhor, dono de todas as coisas! 🙂

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