O CRISTIANISMO TAMBÉM É BOM PARA A ECONOMIA

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Muitos pensam que os cristãos deveriam se limitar a ajudar materialmente as pessoas pobres, sem se preocupar em convertê-las à fé cristã, pois é uma perda de recursos.
Mas talvez surpreenda a muitos saber que onde o cristianismo se estabeleceu de forma verdadeira, ou seja dentro daquilo que a Bíblia orienta a fazer, não somente os pobres melhoraram de vida, como também a economia como um todo melhorou. Em outras palavras, o cristianismo também é bom para a economia.
 
Um exemplo histórico disto é o movimento liderado por John Wesley, o fundador do metodismo. Quando o movimento começou, mais para o início do século XVIII, 80% dos habitantes do Reino Unido (Inglaterra, Escócia, etc), correspondendo a 4 milhões de pessoa, viviam em pobreza absoluto – nem sabiam se iam ter alimento para comer todos os dias. Diversos problemas sociais, como alcoolismo, promiscuidade total, crianças abandonadas, analfabetismo, tornavam a qualidade de vida muito ruim.
 
Wesley lançou uma campanha para abertura e estabelecimento de novas igrejas e para realizar mudanças na vida das pessoas. E foi tão bem sucedido que cerca de 1 milhão de pessoas tiveram suas vidas alteradas. O historiador Élie Halévy comentou que o impacto do reavivamento promovido por Wesley ajudou a criar uma classe media no Reino Unido e salvou o país de uma revolução sangrenta, como aconteceu em outros países, como a França.
 
Os resultados práticos da campanha de Wesley foram: 

  • As pessoas abandonaram hábitos pecaminosos – como o vício da bebida ou abandono de crianças – que arruinavam as vidas de muitos. 
  • Esses hábitos foram substituídos por outros muito mais saudáveis, que tornaram as pessoas produtivas e capazes de usar melhor o dinheiro que ganhavam, inclusive aprendendo a poupar.  
  • O esquema de escolas dominicais implantadas pelos metodistas alfabetizou centenas de milhares de pessoas.

Em consequência, as pessoas de forma geral prosperaram financeiramente. E essa prosperidade movimentou o mercado de consumo, o que gerou novos investimentos e novas possiblidades de trabalho.
 
Eu não estou aqui afirmando que o objetivo do cristianismo é melhorar a economia de uma nação. Mas isso vem como subproduto, nos lugares onde o cristianismo cresce, como aconteceu com o Reino Unido no tempo de Wesley, ou com os Estados Unidos nos séculos XVIII e XIX ou ainda na Coréia do Sul na segunda metade do sec XX. 

Eu acredito ainda que isso também vem acontecendo no Brasil nos últimos 30 anos, período em que a população evangélica vem crescendo rapidamente. Eu não estou dizendo que a troca do catolicismo por uma denominação evangélica (razão básica do crescimento dos evangélicos) detona esse processo de melhora das pessoas por uma falha inerente à religião católica. A questão é bem outra: milhões de pessoas passaram de uma posição em que eram apenas nominalmente cristãs (“católicos não praticantes”) para outra, em que professam sua fé com seriedade (situação da maioria dos evangélicos). E ao passar a seguir o cristianismo com seriedade, todos os aspectos positivos que mencionei acima se fizeram presentes na vida desses milhões de pessoas.

E tanto parece ser assim, que o aumento da prosperidade entre os brasileiros se faz sentir mais nas classes C e D, justamente onde está havendo um maior renascimento espiritual – os evangélicos nesses extratos sociais chegam a quase um terço da população, contra cerca de 20% na média do país.

Não deixo de reconhecer aqui as políticas de renda mínima  que os últimos governos federais têm mantido. Sem dúvida há mais dinheiro para essas pessoas, o que tem sido fundamental para uma melhor condição de vida. Mas isso de nada adiantaria se as pessoas não estivessem fazendo um uso adequado desse dinheiro, o que tem tudo a ver com o que eu comentei acima.

Com carinho

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