EVANGELIZAR É TAMBÉM UM GRANDE ATO DE AMOR

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Indo por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Marcos capítulo 16, versículo 15

O mandamento contido no versículo acima é conhecido (no jargão teológico) como a “Grande Comissão”. Esse mandamento foi dado pelo próprio Jesus e seu significado para nossas vidas é simples: Temos obrigação de falar sobre o Evangelho de Cristo para pessoas não convertidas com as quais viermos a encontrar.

A Grande Comissão é extremamente importante, mas, infelizmente, poucos pessoas se empenham de fato em obedecê-la. E o pior é que as pessoas ficam encontrando desculpas para si mesmas, buscando justificar o que deixam de fazer.

1. Auto preservação                     
Há cristãos/ãs que se sentem constrangidos/as por precisar falar sobre o Evangelho com quem não for convertido/a. Essas pessoas têm medo de sofrer críticas e/ou serem rejeitadas ao abordarem quem não for convertido/a e isso é muito comum.

Essas pessoas frequentemente acabam por se auto-enganar, alegando, por exemplo, não ter tempo para falar do Evangelho. Há até quem crie desculpas mais sofisticadas, alegando usar estratégias alternativas para divulgar o Evangelho.

Tempos atrás, durante uma aula de Escola Bíblica Dominical, uma pessoa alegou que preferia falar do Evangelho usando seu próprio exemplo de vida pessoal como referencia. E fez essa declaração muito satisfeita consigo mesma. 

Ora, essa isso não é bíblico – nenhum dos apóstolos fez isso. É claro que o testemunho das vidas dos/as cristãos/ãs é importante, pois comprova o impacto do Evangelho na vida das pessoas que se convertem. Mas, o foco da mensagem precisa ser sempre Jesus e nada mais.

Afinal, as pessoas – mesmo as mais avançadas espiritualmente – são referencias imperfeitas, pois pecam, menos que as outras, mas ainda assim falham. A única referencia perfeita, portanto, é o próprio Jesus e Ele é a razão de ser do Evangelho.

Quem faz essas coisas, na verdade tem vergonha em falar do Evangelho. Quer se preservar contra críticas ou incompreensões e busca. Só isso.

2. Falta de conhecimento                                     
Muita gente alega lhe faltar conhecimento da Bíblia para dizer aquilo que é necessário, inclusive para rebater os argumentos contrários ao Evangelho.

Essa justificativa é até razoável no início da vida espiritual de uma pessoa, ou seja, nos primeiros tempos após sua conversão, quando ela ainda está sendo discipulada e aprende as coisas básicas do cristianismo. Por exemplo, foi isso que aconteceu com o apóstolo Paulo. Após sua conversão, ele ficou três anos se preparando, antes de começar seu ministério de pregação do Evangelho.  

Agora, é comum encontrar cristãos/ãs com muitos anos de vida espiritual ainda usando a mesma desculpa – conheço muitos casos assim. E é claro que há algo errado aí.

Na verdade, falta a essas pessoas dedicação para se preparar para obedecer a Grande Comissão, por exemplo, estudando as doutrinas básicas do cristianismo. Preferem continuar a viver sua vida espiritual de forma passiva. 

3. Falta do momento certo                                     
Tem gente que se justifica dizendo ser difícil encontrar a oportunidade certa para falar do Evangelho. Alegam, por exemplo, que não podem fazer isso no trabalho, pois ali não seria lugar para falar sobre Jesus. Quando estão com amigos/as, não querem incomodar, falando sobre salvação ou pecado. E em família, os assuntos são outros e a chance de falar sobre Jesus parece nunca aparecer. Parece nunca existir o momento certo. Sempre tem algo atrapalhando.

Na minha experiência, quando a pessoa decide verdadeiramente tornar-se disponível para falar sobre Jesus, a oportunidade sempre acaba aparecendo. E quem cuida disso é o Espírito Santo – Ele cria as oportunidades certas.

Às vezes, entro num táxi e começo a jogar conversa fora com o motorista e, quando me dou conta, o assunto já é Jesus. E o motorista está me fazendo perguntas. O mesmo acontece quando vou numa festa familiar ou com amigos/as.

É como se houvesse uma força invisível que puxa a conversa para esse lado e coloca Jesus como o centro das atenções.    

A evangelização como ato de amor
Há outra razão igualmente importante, para os/as cristãos/ãs se comprometerem a falar sobre o Evangelho, além de obedecer a Grande Comissão.

O Evangelho é a coisa mais preciosa que existe para qualquer ser humano. É como um tesouro que encontramos ao longo da vida. 

Ora, se o Evangelho é tão precioso assim, você deve ter vontade de reparti-lo com quem ama. Repartir o Evangelho, portanto, é um ato de amor.

Concluindo, acabe com as desculpas para não falar sobre o Evangelho. Assuma um compromisso real com a Grande Comissão. Não tenha vergonha e nem preguiça de falar sobre Jesus, sempre que a oportunidade certa aparecer. Até porque você poderá fazer grande diferença na vida de muitas pessoas.

Com carinho 

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