DIÁRIO DE UMA PAIXÃO

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Donald Dix, de 85 anos, desmaiou em casa, em Cardiff (País de Gales), e a mulher, Rosemary, de 76, ligou para a emergência. Pouco depois, o marido foi levado de ambulância para um hospital. Quando a abalada Rosemary estava ligando para a filha do casal a fim de comunicar o ocorrido, ela passou mal e morreu na hora. Ela foi encontrada com o telefone na mão. A caminho do hospital, Donald não resistiu e faleceu. Nos atestados de óbito: mortes separadas por um minuto! Um não sabia viver sem o outro”, testemunhou a consternada filha, Jacqueline.   Jornal “Daily Mail”, edição online de 03/02/2011

 Talvez você tenha tido oportunidade de ver o filme  “Diário de uma paixão”. Para aqueles que não viram, conta a história de uma linda mulher idosa, com doença de Alzheimer, em estágio avançado, que estava internada numa clínica. Um homem ia lá diariamente para ler para ela a história que estava escrita num diário.

Era uma linda história de amor, que contava a vida de um casal – ela muito rica e ele muito pobre – que se apaixonou e lutou contra tudo e todos para conseguir ficar juntos. Apesar de todas as chances em contrário, eles se casaram, constituíram família, com vários filhos, e foram muito felizes.

Na verdade, o diário tinha sido escrito pela própria mulher, antes de ficar doente, mas, devido à doença, ela não conseguia reconhecer a própria história de vida, a não ser em alguns momentos. O narrador era o próprio marido, que se mudou para a clínica onde ela estava internada, mesmo contra a vontade dos filhos, para estar com ela o quanto podia. 

Ao fim – e me permitam, aqueles que não viram o filme, contar aqui o fim, pois é absolutamente necessário-, quando ela estava  morrendo, o marido deita na cama dela e os dois amanhecem mortos, sempre juntos, abraçados e sorridentes. Alcançaram a graça de viver e morrer juntos.

Ao ver a notícia acima, do casal Donald e Rosemary, logo me ocorreu um paralelo entre esse filme e o caso real vivido por essas pessoas. Eram almas gêmeas, que se amavam muito e não podiam viver uma sem a outra. Quando  Rosemary percebeu que o marido ia morrer, deixou-se ir também, pois não queria ficar para trás.

Eu não sei como é a vida eterna, pois Deus não nos revelou isto em detalhes. Também não sei se Donald e Rosemary chegarão lá, pois não nos cabe discernir tal tipo de coisa, mas iamgino que sim. Pois um Deus cuja essência é o amor, certamente saberá compreender e valorizar um exemplo de vida como o de Donald e Rosemary. 

É certo que a vida com Deus é diferente da vida aqui  e não  viveremos nos mesmos relacionamentos a que estamos acostumados – marido/ mulher, pai/filho, etc -, pois a Bíblia é clara a esse respeito. Mas, aqueles que a vida uniu tão completamente, certamente serão, de alguma forma, mantidos juntos por Deus. Essa é a minha esperança e a minha crença.

Com grande admiração e inveja do casal Donald e Rosemary,

Vinicius

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Sabe… nunca havia pensado nisso, mas depois deste post comecei a ficar com uma pontinha de inveja do casal hehehehe! É um belo fim para uma história de amor. Mas tem que ser na velhice, se não fica trágico!!!!

Ah… foi uma boa sugestão de filme para o fim de semana!!!