O RESULTADO DAS BOAS INTENÇÕES

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Tempos atrás, Guga, o maior tenista da história do Brasil, deu uma entrevista onde falou sobre sua vida depois de abandonar as quadras. Uma das partes mais interessantes foi quando ele comentou sobre as sequelas que o esporte de alto rendimento deixou no seu corpo – hoje Guga tem dificuldade para andar normalmente.

Está comprovado que o esporte de alto rendimento (tênis, futebol, vôlei, basquete, ginástica olímpica, dentre outros) normalmente gera consequências muito prejudiciais à saúde dos/as atletas. Vários ídolos do esporte dão testemunhas disso – por exemplo, o ex-tenista André Agassi, que ganhou muitos títulos, declarou sofrer dores tão fortes que não conseguiu pegar direito os filhos no colo, quando eles eram pequenos.

Penso que essas informações nos permitem fazer duas reflexões importantes para nossas vidas. A primeira delas é a seguinte: uma coisa que parece boa pode se tornar ruim, dependendo de como é feita.

No caso do esporte, a fronteira entre o bem e o mal está na intensidade das atividades físicas praticadas. Quando feitas em excesso e por muito tempo, elas podem destruir partes do corpo humano, como as articulações, causando problemas permanentes.

E o mesmo pode ser dito do cristianismo: frequentar uma igreja cristã e trabalhar na obra de Deus são coisas excelentes, que só fazem bem. Mas obsessão religiosa – a situação onde a pessoa só vive para sua religião – não é saudável. O mesmo pode-se dizer do fanatismo religioso – é esse tipo de fanatismo que costuma levar à intolerância religiosa e, daí, para passar à violência física contra quem pensa diferente, é um passo muito pequeno. 

É preciso saber definir onde está a fronteira entre  uma prática saudável e outra que causa prejuízo à pessoa. Ou seja, é necessário saber estabelecer onde está a fronteira entre o bem e o mal.

Eu não tenho espaço para desenvolver com muita profundidade essa questão, mas já tratei dela em inúmeras outras postagem (por exemplo, aqui e aqui). Mas, de forma resumida, é preciso sempre ter em mente os ensinamentos dados por Deus na Bíblia – ali estão as regras de comportamento que precisamos seguir.

A segunda reflexão importante é a seguinte: boas intenções não garantem bons resultados. Por exemplo, um atleta busca ganhar dinheiro para si e sua família, como também trazer alegria para milhões de fãs. E nada disso pode ser considerado ruim – são intenções que parecem ser boas. 

Mas, na busca por esses objetivos, como vimos nos exemplos acima, muitos/as atletas acabam por destruir seu próprio corpo. De igual forma, sabemos que ajudar pessoas a aceitarem Jesus como seu Salvador é uma coisa muito boa – esse é até um mandamento que nos foi dado. Mas a história está cheia de exemplos – como a Inquisição, durante a Idade Média – onde a conversão de muitas pessoas foi feita à força. As pessoas “aceitavam” Jesus simplesmente para não morrerem e isso é uma completa subversão do Evangelho de Jesus Cristo.   

É por isso que o ditado a estrada para o inferno está pavimentada de boas intenções” trata de uma grandes verdade. As boas intenções sozinhas não garantem que os resultados finais sejam bons. É preciso também olhar para os caminhos que serão seguidos para transformar essas boas intenções em realidade. Por exemplo, usar de força para converter pessoas é extremamente errado e só gera sofrimento, ao invés de trazer libertação.

Os resultados somente serão bons se tanto as intenções iniciais, como os caminhos seguidos para concretizá-las, estiverem ambos alinhados com a vontade de Deus. 

Com carinho   

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