A RESSURREIÇÃO: JESUS VIVE!

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Após a morte e o enterro de Jesus, na sexta feira da Paixão, seus discípulos ficaram muito abatidos. Eles tinham um sonho – a chegada do Messias prometido por Deus para libertar o povo judeu – e esperavam que Jesus fosse o cumprimento dessa promessa.

Mas a morte de Jesus na cruz esmagou seu sonho. Fez com que eles perdessem toda a esperança. Aí aqueles homens como que desceram ao “vale da sombra da morte”, descrito por Davi no conhecidíssimo Salmo 23.

Curiosamente, não há na Bíblia nenhum relato sobre o dia imediato à morte e ao enterro de Jesus, o sábado de Páscoa, embora seja possível imaginar o tamanho do abatimento dos discípulos ao longo desse dia.

Agora, penso que há um simbolismo embutido nesse silêncio dos Evangelhos sobre os acontecimentos do sábado. E para explicar isso, preciso começar lembrando que Jesus tinha entrado em Jerusalém no domingo anterior (conhecido como domingo de Ramos), quando foi saudado como o Messias de Israel.

Ora, o sábado seguinte ao dia da morte de Jesus foi exatamente o sétimo dia após essa entrada triunfal em Jerusalém. E assim como, no relato da criação, Deus descansou no sétimo dia (Gênesis capítulo 2, versículo 2), também Jesus “descansou” na sepultura, sete dias depois de ter “recriado” a ordem das coisas, derrotando as forças do mal – após ter cumprido fielmente todo o plano de Deus (João capítulo 19, versículo 30), Jesus pode enfim descansar em paz.

No domingo da ressurreição, logo ao raiar do dia, as mulheres discípulas de Jesus foram ao seu túmulo com o objetivo de preparar melhor o seu corpo – Jesus fora sepultado às pressas, ainda na sexta-fera, por causa do começo do sábado, ao cair do sol, a partir de quando não mais seria possível fazer qualquer trabalho.

E foram essas mulheres as primeiras testemunhas do túmulo vazio (Marcos capítulo 16, versículo 1) – para surpresa de todo mundo, Jesus tinha ressuscitado!

Logo em seguida, Jesus apareceu para Maria Madalena. E um anjo explicou a essas mulheres o significado do que tinha acontecido – elas estavam perplexas porque uma ressurreição era a última coisa que esperavam. 

Após um período de confusão, muito natural, essas mulheres decidiram compartilhar com os apóstolos aquela notícia maravilhosa. E assim a notícia se espalhou como uma rastilho de pólvora por toda a Jerusalém: Jesus vivia!

E várias aparições de Jesus – a Pedro, a dois dos discípulos no caminho de Emaús e finalmente a todos os discípulos – confirmaram a notícia surpreendente. Um milagre maravilhoso tinha ocorrido: jesus vencera a morte.

Os relatos dessas aparições demonstram que Jesus ressuscitou num corpo físico, pois comia, andava e falava. Entretanto, esse corpo não era igual ao seu corpo original e por isso normalmente Ele não era reconhecido de imediato, mesmo por gente muito próxima a Ele, como Maria Madalena. Só quando Ele falava é que as pessoas o identificavam de verdade.

A ressurreição é o centro da fé cristã e o túmulo vazio do corpo de Jesus a sua prova definitiva. Sem a crença na ressurreição, não é possível se dizer cristão (1 Coríntios capítulo 15, versículos 12 a 23).

Exatamente por isso é tão comum encontrar historiadores/as que tentam atacar a credibilidade da ressurreição de Cristo. A nós, cristãos (ãs), cabe apenas repetir as palavras do apóstolo Paulo (1 Coríntios, capítulo 25, versículos 57-58):

Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão.”

Uma abençoada Páscoa para todos.

Para outro testo sobre a Páscoa, veja aqui.

Com carinho

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