ENCONTRANDO SEGURANÇA NO LUGAR ERRADO

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É muito comum que pessoas que sofram com a insegurança encontrem consolo no chamado “falso positivo” – alguma coisa que, se conseguida, a pessoa pensa que vai torná-la mais segura ou lhe dar melhores condições para tocar sua vida.

“Falsos positivos” bem comuns são emagrecer, ter um bom emprego, ter dinheiro ou manter aparência jovem. 

Ocorre que o “falso positivo” não dá garantia nenhuma a quem o conquista. Tudo não passa de um auto-engano que a pessoa constrói para si mesma, buscando fugir da insegurança que a vitima.

A Bíblia tem um excelente exemplo de “falso positivo”. Jacó, neto de Abraão, teve duas esposas: Lia e Raquel. E essa última era a esposa amada por ele, enquanto Lia era apenas tolerada. Lia era feia e somente tinha conseguido se casar por que seu pai (Labão) enganou Jacó, prometendo-lhe entregar Raquel e entregando Lia no seu lugar. 

Assim, tudo contribuía para que Lia se sentisse insegura em relação ao marido e essa foi uma carga que carregou por toda a vida. Lia, então, criou um “falso positivo”: se desse filhos homens a Jacó, o marido acabaria por amá-la. Os filhos lhe dariam a segurança que tanto precisava.

O fato é que Lia teve uma penca de filhos homens, mas isso não resolveu o problema, para sua grande tristeza (Gênesis capítulo 29, versículos 32 a 34). O relacionamento de Lia com Jacó nasceu torto e não eram os filhos homens que iriam mudar a situação. Lia foi respeitada pelo marido (acabou até enterrada ao lado dele), mas nunca foi amada. 

“Falsos positivos”, conforme já comentei, não passam fontes de auto-engano para quem sofre com a insegurança. Parecem conter a solução, mas são vazios de significado. Alcançar um “falso positivo” é como colocar um dedo em um dos inúmeros vazamentos de uma represa – o vazamento cessa onde o dedo foi colocado, mas continua nos outros locais. 

Insegurança é um problema estrutural e o “falso positivo”, quando alcançado, não resolve nada e só causa frustração e, muitas vezes, acaba tornando a pessoa ainda mais insegura. 

Um pequeno exercício mental pode ajudar você a descobrir alguns dos seus falsos positivos: pense numa pessoa do mesmo sexo e mais ou menos da sua idade que você considera ser melhor e mais segura. Depois, identifique as características que essa pessoa tem (e você não), como beleza, dinheiro, poder, sucesso, etc, que você não tem. Essas coisas tendem a ser seus falsos positivos.
 
Se você se sente muito inseguro/a em alguma área da sua vida, não caia no erro de achar que você vai conseguir resolver isso conquistando algo que lhe faz falta. Algo que outras pessoas têm e você não.

Não espere que coisas materiais, a melhoria das circunstâncias da sua vida e outras coisas assim vão lhe garantir a segurança tão desejada. A resposta não está aí.

Sua segurança só pode vir de Deus. Ele é a sua verdadeira garantia. Nada mais pode ter esse efeito em sua vida (veja mais).

E nunca se esqueça que Deus já lhe disse quão importante você é para Ele – afinal, Deus mandou seu filho para morrer por você e lhe dar acesso à salvação (João capítulo 3, versículo 16).

Portanto, deixe que o Espírito Santo trate sua insegurança e abra novos caminhos para sua vida! 

Com carinho

3 Comentários


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    Madalena Paiva

    Vinicios,

    Sou cristã e há 2 anos tomei a decisão de não ir mais a igreja nenhuma. Amo a Deus mas odeio igrejas, detesto mesmo com todas as minuaa. Já tentei frequentar mais de 20 e não me encaixo em nenhuma, só vejo gente esquentando banco e agindo de forma muito diferente do que Cristo nos ensinou.

    Durante um bom tempo ainda me iludi dizendo que tinha que revelar, que estava lá por mim mesma, mas cada dia que passava percebia que estava me enganando. As companhias eram ruins, as pessoas eram as piores possíveis, eu nunca aprendi nada de útil nos estudos que não tenha aprendido melhor estudando sozinha, e as orações nunca vinham acompanhadas de ações.

    A decisão de não ir mais em lugar algum veio depois de muitas tentativas. Todas frustradas. Vez ou outra ainda vou a convite de alguém, mas é sempre a mesma porcaria. E hoje as igrejas estão cada vez mais fanatizadas e dogmatizadas, muito longe do Deus da Bíblia e das palavras de Cristo.

    A minha dúvida é a seguinte: O que eu posso fazer no meu lar no lugar de ir a uma instituição religiosa? O que me recomenda pra fortalecer minha fé numa pequena reunião de não mais de dez pessoas afins?

    Agradeço se puder responder!


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      Vinicius Moura

      Minha cara Madalena

      Entendo sua decepção e lamento, mas respeito, sua decisão de não mais congregar em qualquer igreja.

      Os pequenos grupos podem sim suprir em boa parte o papel de uma igreja. Afinal, a igreja dos apóstolos era exatamente assim. Mas é preciso que haja organização dos trabalhos e constância – é fácil um pequeno grupo se dispersar.

      As atividades que podem ser desenvolvidas, sem listás-las em ordem de importância, são as seguintes. Primeiro, é a oração em conjunto – lembre-se que a Bíblia fala que a oração em grupo tem um poder diferente que a oração individual. Orar em conjunto, por causas comuns, é uma coisa muito importante e poderosa.

      A segunda coisa que um grupo pode trazer é apoio espiritual, nos momentos de dúvida e dificuldade. Todos passamos por esses momento difíceis e é muito importante contar com as orações e as palavras de consolo de irmãos na fé. E sei disso por experiência própria.

      A terceira coisa é o estudo da Bíblia. Estudar a Bíblia sozinho não é fácil e também acaba tendo resultados limitados porque a pessoa fica restrita àquilo que ela mesma consegue entender e processar. O estudo em grupo permite que outras opiniões apareçam e outras dúvidas sejam discutidas e isso é muito bom.Agora, num pequeno grupo é preciso que alguém se responsabilize por isso – escolha temas, dividas as tarefas, etc.

      A quarta coisa que um grupo pequeno pode proporcionar é exortação. Alguém estuda um tema e traz, para os demais, uma palavra de aconselhamento, advertência ou até conforto. Num grupo pequeno isso pode ser feito em revezamento, já que não há a figura do pastor/a.

      Finalmente, o louvor coletivo é sempre muito mais forte do que o louvor individual. Veja no grupo quem tem pendor para música e/ou consegue tocar um instrumento e peça para essa pessoa liderar essa parte dos trabalhos.

      Você pode conduzir os encontros de duas formas. Uma delas é ter em cada encontro todas essas atividades – oração comunitária, conforto, estudo da palavra, exortação e louvor. Como se fosse um mini-culto. Como pode também ter encontros específicos para cada tema. Por exemplo, um encontro mensal dedicado a oração e conforto das pessoas. Outro para estudo da Bíblia. Outro para oração e louvor. E assim por diante.

      Mas sempre é preciso que alguém organize previamente os encontros. Decida qual será o conteúdo de cada encontro e quem vai ficar responsável por cada parte. É péssimo quando os encontros são desorganizados e as pessoas precisam improvisar, na hora, por exemplo, um estudo bíblico. Desanima os participantes.

      Para que isso funcione bem, você pode fazer periodicamente “reuniões administrativas”, onde o foco seja a organização dos encontros, visando definir coisas como datas, locais, temas, atividades em cada encontro, distribuição de tarefas, etc. Isso pode ser feito com a presença de todo mundo ou de umas duas ou três pessoas representando as demais.

      Se você precisar de mais ajuda, ficarei feliz em colaborar naquilo que estiver a meu alcance.

      Abs

  2. — Amém! Raquel era a amada de Jacó – Gênesis 29. 17-22

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