DECISÕES SEMPRE TRAZEM CONSEQUÊNCIAS

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Tomamos decisões diariamente, de todos os tipos e sobre os mais diversos assuntos. Desde as decisões mais simples (por exemplo, se é preciso levar um guarda-chuva ao sair de casa), até as mais sérias (como mudar ou não de emprego ou decidir manter uma relação amorosa com determinada pessoa).

Agora, toda decisão tem consequências, que podem ser pequenas (por exemplo, ficar molhado/a se chover e não houver guarda-chuva à mão), ou grandes (ser muito infeliz no casamento por ter escolhido o/a parceiro/a de vida errado/a).

Na verdade, há um preço a ser pago por cada decisão tomada, preço esse que pode assumir forma material (ficar sem dinheiro por ter escolhido o emprego errado), emocional (sofrer por conta de uma relação ruim) ou espiritual (perder a salvação por recusar-se a aceitar Jesus Cristo).

O pior é que, muitas vezes, tomamos as decisões sem levar em conta o impacto delas sobre nossas vidas e as das demais pessoas.
A decisão da Suprema Corte americana sobre o aborto
Cerca de 45 anos atrás, a Suprema Corte dos Estados Unidos tomou a decisão de liberar a prática do aborto, desde que exista vontade expressa da mãe e o bebê tenha menos do que determinado tempo de gestação.
As estatísticas mostram que mais de 50 milhões de bebês em gestação foram abortados desde então, um número estarrecedor. E filmagens feitas com câmera oculta comprovaram que acabou sendo desenvolvida uma verdadeira indústria, tanto para promover os abortos propriamente ditos, como para vender partes dos corpos dos fetos para pesquisas ditas científicas.
Não vou entrar aqui no mérito da discussão do aborto, mas gostaria de fazer uma reflexão sobre aqueles juízes (nenhum deles está vivo hoje) que tomaram uma decisão quase meio século atrás. Será que eles tinham noção dos efeitos daquela decisão? E, caso eles tivessem consciência desses efeitos, teriam mantido, ou não, seu entendimento jurídico sobre o aborto?
Depoimento recentes de assessores daqueles juízes, que participaram ativamente da construção da decisão tomada pela Suprema Corte americana, e ainda estão vivos, indicam que os magistrados não tinham ideia clara das consequências amplas da sua decisão. Nunca imaginaram que as coisas chegariam onde chegaram.
E mesmo tendo tomado uma decisão com a melhor intenção possível, procurando fazer o que era certo, na visão deles, acabaram se tornando co-responsáveis pelo resultado que não esperavam e seu legado jurídico estará para sempre ligado a milhões de abortos.
As consequências das nossas decisões
Toda decisão traz consequências que têm seu preço material, emocional e/ou espiritual. E não há como fugir disso. Portanto, precisamos tomar muito cuidado com as decisões que tomamos, especialmente aquelas que não têm volta, que não podem ser desfeitas, sem grandes custos.
Por exemplo, se não levei guarda-chuva e choveu, posso entrar na loja da esquina e comprar uma peça barata, digamos por R$ 10,00 – é relativamente simples e barato corrigir o erro inicial. Mas, isso não acontece em outros casos.

Por exemplo, se você precisar escolher entre dois empregos e escolhe o errado (o pior dos dois), sua carreira profissional pode nunca mais se recuperar. Talvez você continue a pagar por aquele erro pelo resto da sua vida profissional.

Outros exemplos de consequências sérias de decisões tomadas são traumas físicos e emocionais gerados por vícios, por casamentos infelizes, pelas atitudes raivosas, pela falta de perdão e assim por diante.

A sua escolha mais importante
Sem dúvida, sua escolha mais importante na vida é a decisão de aceitar, ou não, Jesus como seu Senhor e Salvador pessoal. Deixar de dar esse passo simplesmente pode levar a pessoa a se afastar de Deus para sempre (o que costumamos chamar de Inferno).

Tem gente que pensa que pode adiar essa escolha, lembrando do ladrão que aceitou Jesus quando já estava morrendo na cruz e ainda assim foi salvo. É verdade que sempre há tempo, enquanto houver vida, para dar esse passo. Mas, adiar essa aceitação também traz um preço embutido.

Por exemplo, uma pessoa que viva uma vida desregrada por muitos anos e se converta já idosa, não conseguirá apagar as marcas do tipo de vida que escolheu, tanto no seu corpo, como nas emoções das pessoas a quem ama. Ela será salva, mas as consequências dos seus pecados vão permanecer, de uma forma ou de outra e até se perpetuar de geração em geração – por exemplo, filhos/as traumatizados/as poderão vir a ser, por sua vez, péssimos pais e acabar traumatizando a geração seguinte.

Foi isso que Deus quis dizer quando alertou que visitaria a iniquidade dos pais, na vida dos filhos, até a quarta geração (Êxodo capítulo 20, versículo 5). Isso quer dizer que as consequências das escolhas erradas podem perdurar por muito tempo.

Nunca se esqueça disso.

Com carinho

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