SERÁ QUE DEUS ERROU NO PLANEJAMENTO DO PRIMEIRO NATAL?

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Certa vez um amigo meu fez uma obervação muito interessante: “Se eu não tivesse absoluta confiança em Deus, pensaria que Ele não sabe planejar. Veja as condições nas quais Seu Filho chegou ao mundo.”

Meu amigo se referia ao fato que José e Maria, grávida de nove meses, chegaram a Belém e não encontraram lugar onde ficar. Acabaram instalados de maneira absolutamente precária, num curral, em meio a animais. O berço de Jesus foi um cocho (chamado naquela época de manjedoura), local usado pelos animais para comer.

Olhado de fora, tudo parece ter sido muito improvisado, fruto de falta de planejamento. Mas, essa impressão de improvisação acaba quando vemos a mensagem que foi recebida pelos pastores, através de um anjo (Lucas capítulo 2, versículos 11 e 12):

É que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura

Em outras palavras, Jesus nasceu onde tinha mesmo que nascer, por mais incrível que possa parecer. Era o plano de Deus que as coisas ocorressem exatamente assim!

A discussão então muda de figura: passa ficar centrada na diferença que existe entre a forma de Deus pensar e a nossa. Eu me explico.

Acredito que ninguém escolheria conscientemente  que seu filho nascesse numa estrebaria. Deus fez uma coisa que parece loucura aos olhos dos seres humanos. Aliás, foi isso mesmo que o apóstolo Paulo quis dizer em 1 Corintios, capítulo 1, versículos 27 e 28:

Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios, e as coisas fracas do mundo para envergonhar os fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas e aquelas que não são, para reduzir a nada os que são… 

Essa diferença de forma de pensar fica ainda mais evidente quando refletimos sobre vários outros aspectos da vida de Jesus, como, por exemplo:

  • Por que Jesus precisou sofrer tanto nesse mundo? Afinal, Ele nasceu num lugar horrível, viveu em pobreza, foi discriminado pelos moradores da cidade onde foi criado (porque sua mãe engravidou antes de se casar com seu pai legal, José).
  • Por que Ele tinha que ser perseguido pelos líderes religiosos da sua época?
  • Por que foi necessário que Ele passasse por morte tão horrível, pregado numa cruz?

Se eu reservasse uma vida assim para qualquer um dos meus dois filhos, eles provavelmente pensariam o pior de mim e todo mundo ao meu redor pensaria o mesmo.

É claro que cada uma dessas aparentes “loucuras” de Deus tinha uma razão de ser, dentro do Seu Plano de Salvação para o ser humano. E dá para provar isso com explicações contidas na própria Bíblia, mas eu não tenho espaço aqui para apresentar todos esses argumentos.

Portanto, vou me limitar aqui a explicar um dos pontos levantados acima, a título de exemplo. Refiro-me ao fato de Jesus ter sido tão perseguido pelos líderes religiosos judeus.

Na verdade, Jesus encontrou entre os judeus uma religião hipócrita, onde as aparências valiam mais do que tudo. E Ele se insurgiu contra essa situação, pois, para Deus, o que vale verdadeiramente é o que a pessoa pensa e faz, não o que aparenta ser.

Ao comemorar o Natal, lembre-se que a vinda de Jesus ao mundo, da forma como se deu, é um dos atos de Deus que menos conseguimos entender. 

Concluindo, não se surpreenda se você não entender os desígnios de Deus em relação a determinadas coisas ocorridas na sua própria vida, bem como na vida das pessoas que você ama. Lembre-se que Ele pensa mesmo de forma diferente de nós.

Com carinho

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