PESSOAS MUITO BOAS PODEM IR PARA O INFERNO?

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Uma pessoa verdadeiramente boa – não rouba, não mata e cumpre corretamente suas obrigações com a família, trabalho, etc – pode ir para o inferno?

A maioria das pessoas, incluindo muitos/as cristãos/ãs, pensa que não. Pessoas boas sempre acabam por ganhar o céu. Para quem pensa assim, a vida eterna seria sempre alcançada com base no mérito que a pessoa vier a acumular ao longo da sua vida. 

Infelizmente, essa percepção leva muita gente a se acomodar e achar que já é boa o suficiente, o que é um erro terrível.

A via da Lei
Acumular mérito suficiente para alcançar a vida eterna pelos próprios esforços, é chamada a “via da Lei”. Bastaria a pessoa cumprir os mandamentos que estaria tudo bem.

Vamos ver se a “via da Lei” funciona para alguém. Jesus disse que para alcançar a vida eterna seria necessário cumprir dois mandamentos que parecem simples: amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a si mesmo (veja mais).

A primeira Lei – amar a Deus sobre todas as coisas – significa que nada deve ter maior importância na vida da pessoa que o próprio Deus: Nem família, nem trabalho, nem amigos, nem o próprio conforto, nem a própria saúde, nem o lazer, nada enfim. Deus precisa vir antes de tudo.

Por isso, no limite, se o Espírito Santo chamar, a pessoa deveria largar tudo para fazer a obra de Deus, como os apóstolos fizeram. 

Parece difícil? E é difícil mesmo. Agora, examine as pessoas que você conhece, incluindo você mesmo/a, e veja se conhece alguém assim. Provavelmente, não.

Vamos passar, então, para a segunda Lei: Amar ao próximo como a si mesmo. Alguém que ama o próximo dessa forma não conseguiria dormir numa cama quente sabendo que existem pessoas ao relento. Não conseguiria comer uma boa refeição, num restaurante, sabendo que há crianças passando fome no mesmo momento.  E por aí vai.

Parece difícil? E é mesmo. Agora, olhe de novo para quem você conhece, incluindo você mesmo/a e veja se conhece alguém assim. Provavelmente não.

E acredito que não exista alguém que cumpra essas duas leis completamente. Simples assim. 

Portanto, ninguém preenche os requisitos que Jesus estabeleceu. Na verdade, muitas pessoas são consideradas muito boas quando comparadas com outras pessoas, que fazem ainda menos.

Agora, os padrões que Deus usa para considerar alguém bom/boa são muito mais exigentes. Inalcançáveis.

Ninguém, incluindo você mesmo/a, consegue acumular mérito próprio para conquistar a vida eterna sozinho.

E há ainda outro problema para quem tenta seguir a “via da Lei”: Quanto mérito seria preciso acumular para ter segurança quanto à vida eterna? Quando a pessoa poderia ter confiança de já ter feito o suficiente? Ninguém consegue saber. Logo, a “via da Lei” nunca pode dar segurança a quem quer que seja.  

A “via da Lei” não serve e, se não houvesse outro caminho, seria o caso de sentar no meio fio e chorar de desespero.

A via da Graça 
Deus já sabia disso, aí Ele mesmo providenciou uma alternativa à “via da Lei”: ela é conhecida como a “via da Graça”. Funciona assim:

Deus mandou seu Filho ao mundo para morrer pelos nossos pecados. O sacrifício de um homem inocente – Jesus Cristo – foi o preço pago pelo nosso resgate. E a vida eterna não será alcançada juntando mérito e sim mediante a Graça de Deus, mobilizada pelo sacrifício de Jesus Cristo.

Agora, essa Graça somente opera na vida da pessoa que atende três requisitos. Primeiro, reconhece que não vai conseguir alcançar a vida eterna pelos seus próprios méritos. Em outras palavras, a pessoa precisa reconhecer que carece de salvação. Precisa da Graça de Deus. 

Em segundo lugar, a pessoa precisa acreditar (ter fé) que o veículo da Graça de Deus é o sacrifício de Jesus Cristo, nada menos e nada mais.

E, finalmente, ela precisa confessar essa fé em voz alta, dando testemunho dela.

Feito isso, a Graça passa a operar na vida dessa pessoa e as portas da vida eterna se abrem para ela, enquanto sua fé se mantiver viva (veja mais).  

Concluindo, a resposta para a pergunta que deu início a esse texto é: Todas as pessoas verdadeiramente boas irão para o céu, sem exceção. O problema é que, aos olhos de Deus, ninguém é verdadeiramente bom/boa (Romanos capítulo 3, versículos 10 a 12). Logo, esse caminho não funciona na prática para ninguém. 

Em termos práticos, só nos resta a “via da Graça”, mobilizada pela fé em Jesus Cristo (Romanos capítulo 5, versículos 6 a 8).

Com carinho

3 Comentários


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    Dennis Sousa

    Só nos resta o caminho da graça via Jesus 🙂 our Savior


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    Edison Saenz

    É claro que o articulista desconhece a existência do Purgatório e da Justiça Particular que ocorre logo após a morte. Se a questão fosse somente Céu ou Inferno e não houvesse a Justiça Particular então seria muito desconcertante a vida do cristão, em minha opinião, porque ninguém tem durante sua existência uma clareza entre os limites definidos entre as duas realidades oponentes e isto causa muita angústia nas almas que desconhecem, ignoram ou são levadas a desacreditarem das duas realidades: Purgatório e Justiça Particular. Estas realidades já foram comprovadas com grandes milagres na vida de muitas pessoas que voltaram após a morte, conheceram a realidade do Purgatório e hoje testemunham esta realidade, a exemplo, de Glória Polo.


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      Vinicius Moura

      Meu caro Edison

      Eu não desconheço essas doutrinas. Apenas, não acredito nelas. Ambas as doutrinas são defendidas pela Igreja Católica e como você deve perceber, embora respeitando meus irmãos/ãs católicos/as, minha formação é evangélica e, portanto, nem sempre concordamos em vários aspectos. E esse é um deles.

      Sem entrar em polêmicas, a razão pela qual não acredito nessas doutrinas é que não vejo respaldo bíblico para elas. Só por isso.

      Abs e volte sempre

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