A MÃE DE TODAS AS MENTIRAS

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Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações. Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei meu trono, e no monte da congregação me assentarei … Contudo serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo.  Isaías 14, versículos 12 a 15

O texto acima explica como foi a queda de Lúcifer, o principal arcanjo, que acabou expulso da corte celestial e virou Satanás, o nosso Inimigo. A queda desse arcanjo se deu por motivo muito simples: Lúcifer deixou que orgulho e vaidade entrassem na sua vida. Achou que podia ser igual a Deus

E está é a “mãe de todas as mentiras” e ela continua a ser usada por Satanás para desviar as pessoas do bom caminho. Para convencê-las que podem ser aquilo que desejarem ser, sem qualquer limite.

Essa mentira é vendida todos os dias na mídia, com slogans do tipo “você merece tudo” ou “você pode ser aquilo que quiser“. E até mesmo países são “vendidos” dessa forma. Os Estados Unidos, por exemplo, são vistos como o país das oportunidades, onde qualquer pessoa pode se tornar um sucesso e conseguir aquilo que desejar, o que certamente não é verdade.

Penso que é saudável incentivar as pessoas a darem o máximo de si e procurarem preencher todo seu potencial, conseguindo realizar o maior número possível de seus sonhos. Não tenho dúvida quanto a isso.

Mas, isso não quer dizer que você, ou eu, podemos nos tornar aquilo que desejamos – isso é uma mentira. Cada um de nós tem limites, por mais que nos esforcemos para superá-los. E em alguns casos é fácil perceber isso. 

Por exemplo, você, ou eu, nunca vamos conseguir correr 100 m em 10 segundos. Isso é coisa para poucos atletas extraordinários, com o biotipo certo e que ainda assim precisam passar por anos de treinamento. 

Também nunca vamos descobrir uma teoria como aquelas que Einstein criou e que mudaram a história da ciência. Nem seremos tão charmosos e bonitos quanto vários/as artistas de cinema. 

Nesses casos é fácil de perceber os próprios limites. Mas, em outros, essa percepção torna-se mais difícil, mas ainda assim há limites, balizando nossas vidas.

Por exemplo, um primo meu nasceu com algumas limitações de inteligência (dizem que fruto de um parto difícil). Mas, os pais nunca entenderam isso e queriam que meu primo tivesse o mesmo rendimento escolar que outros rapazes da sua idade, o que era impossível. O resultado é que todos acabaram frustrados. 

Agora, o fato de termos limitações não significa que nos falte valor aos olhos de Deus. O próprio fato de Deus amar incondicionalmente cada pessoa prova o valor de cada ser humano. 

Mas, quando a pessoa se deixa convencer que que pode e/ou merece tudo da vida, vai ter dificuldades de aceitar os limites impostos por Deus. E foi isso que aconteceu com Adão e Eva: Deus lhe disse que podiam fazer qualquer coisa no Jardim do Éden, exceto comer do fruto da árvore do “bem e do mal”. Mas, incentivados por Satanás, Adão e Eva convenceram-se que aquela limitação era absurda e que mereciam poder comer da árvore proibida. Desobedeceram e pagaram enorme preço por isso.

Precisamos conhecer nossas próprias limitações – tanto aquelas decorrentes das nossas incapacidades físicas e/ou intelectuais, como as de cunho moral, impostas por Deus. E precisamos aprender a aceitá-las como algo natural, sem sofrimentos. E, principalmente, sem achar que Deus foi injusto por não nos dar essa ou aquela qualidade. Por parecer ter beneficiado mais outra pessoa.

Saber aceitar o que se tem é demonstração segura de maturidade espiritual. E é justamente essa maturidade que impede a pessoa de ser seduzida pela “mãe de todas as mentiras”. 

Com carinho   

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