COMO DEUS SE REVELOU PARA O SER HUMANO

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A palavra “revelação” significa “tirar o véu”, ou seja mostrar algo que antes estava oculto. Em relação a Deus, revelação é aquilo que Ele decidiu nos contar a seu respeito e que não conseguiríamos saber se Ele não tivesse feito isso.

Por exemplo, nunca saberíamos que Deus é uma Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), se Ele não tivesse nos contado. Também não saberíamos que a morte de Jesus na cruz abriu o caminho da reconciliação dos seres humanos com Deus. Só sabemos sobre isso porque Deus nos revelou. Simples assim.

Agora, há dois tipos de revelação de Deus para nós: a geral e a especial. A revelação geral é aquela dada a todas as pessoas, sem exceção. Todo mundo tem acesso ao conteúdo da revelação geral.

Já a revelação especial é diferente: foi dada apenas para algumas pessoas e infelizmente nem todo mundo teve ou tem acesso a ela. Vamos ver isso em maior detalhe.

Revelação geral
A criação (o universo, a natureza e os seres vivos) é a essência da revelação geral. Ela comprova que Deus existe e criou tudo que está aí. Por exemplo, a complexidade da natureza, sua ordem surpreendente e seu funcionamento perfeito comprovam que somente uma mente poderosa poderia ter sido capaz de planejar e executar uma obra de criação dessa magnitude. 

É exatamente por isso que todas as sociedades humanas, em qualquer época da história, aceitaram a existência de uma força criadora e controladora do mundo natural. Não há registro histórico de um grupo social essencialmente ateu. 

É claro que as sociedades humanas divergem na forma como entendem que essa força criadora é e age, especialmente como se relaciona com os seres humanos. E é por causa disso que há religiões diferentes. Mas no aspecto básico – a existência de uma força criadora que vai além do mundo natural – há consenso quase universal.

E essa percepção universal é fruto da revelação geral – as pessoas olham para a natureza e percebem que ela não está aqui por acaso.

Revelação especial
Agora, Deus precisou comunicar muito mais do que apenas sua existência, seu poder e sua capacidade criadora. Ele precisava falar sobre seus planos, definir o que é certo ou errado para a vida das pessoas, ensiná-las a proceder da forma correta e assim por diante.

E observar a criação não fornece essas informações. Era preciso mais. Muito mais. Era necessário transmitir um conjunto de informações muito complexo e a forma para fazer isso necessariamente precisaria ser bem mais sofisticada.

É aí que nasceu a Bíblia. Trata-se de uma série de relatos onde Deus construiu uma narrativa da sua relação com os seres humanos ao longo de alguns milhares de anos, explicou o que espera de cada pessoa, mostrou os problemas que as pessoas enfrentam para chegar até Ele e assim por diante.

Foram necessários mais ou menos 1.500 anos para que a Bíblia ficasse pronta e ela foi escrita mediante o trabalho de dezenas de escritores, que trabalharam em épocas e circunstâncias bem distintas, mas sempre sob a inspiração do Espírito Santo.  

O problema com a revelação especial é que ela precisa ser divulgada e ensinada, caso contrário as pessoas não vão conhecê-la. Essa é a razão para haver no próprio texto da Bíblia mandamentos relacionados, com a pregação da Palavra de Deus e com a necessidade de discipular as pessoas para aprender a seguir os caminhos traçados por Ele. 

O conceito que Deus usou para desenvolver esse processo é o de “fermento da massa” – algumas pessoas (profetas, apóstolos, mestres, sacerdotes, etc) – foram “infectadas” com o “vírus” bom da revelação especial e coube a elas espalhar essa “infecção”, convertendo outras pessoas.  E esse processo vai se repetindo geração após geração.

Jesus começou seu ministério com apenas doze apóstolos e hoje há mais de dois bilhões de cristãos(ãs) no mundo e o cristianismo continua a crescer – todo dia muitas pessoas são convertidas.

A revelação é especial não porque pertence apenas a poucas pessoas. Ela foi dada a um grupo pequeno e depois se espalhou. Mas ela pertence, tal como a revelação geral, a todo mundo. O problema é que muita gente não conhece a revelação especial – nunca viu ou estudou a Bíblia.

E quem não conhece a revelação de Deus?
Como a revelação geral – a existência de Deus e seu papel como Criador – pode ser conhecida por todas as pessoas, o apóstolo Paulo ensinou que ninguém é desculpável por não aceitar essa verdade. E essa é uma advertência muito séria.

Onde quer que a pessoa viva e qualquer que seja sua cultura e grau de instrução, ela tem informações suficientes para acreditar numa força superior.

Agora, a situação é diferente no caso da revelação especial, ou seja as revelações que a Bíblia traz. Somente quem tiver oportunidade de conhecer e estudar a Bíblia tem acesso à revelação especial e, portanto, pode ser cobrado(a) no que diz respeito aos mandamentos bíblicos.

Por exemplo, como Deus poderia cobrar de uma pessoa que não conhece Jesus que ela o aceite como seu Salvador? Seria injusto. Por isso, índios(as), boa parte dos seguidores(as) de outras religiões e crianças muito novas para entenderem a Bíblia, não serão cobrados por Deus por aquilo que não sabem ou nem tem consciência. Simples assim. 

Concluindo, Deus revelou aos seres humanos um monte de informações muito importantes – tudo aquilo que precisamos saber sobre Ele mesmo e a forma como quer se relacionar conosco. Mas, isso não significa que Ele nos contou tudo. Há coisas que Ele guarda apenas para si mesmo – são mistérios que somente vamos conhecer no final dos tempos. 

Com carinho  

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